Norma jurídica: conceito e estrutura

As doutrinas de Kelsen e Cossio e outros autores sobre a estrutura da proposição jurídica descrevem parcialmente as normas do Direito. Ao lado das sanções punitivas, que acompanham o descumprimento da prestação, é necessário admitir a existência de conseqüências jurídicas positivas, decorrentes do cumprimento da prestação. O primeiro problema que surge é terminológico, pois próprio Kelsen reconhece em sua segunda edição de sua Teoria Pura do Direito onde propõe a distinção entre norma jurídica e proposição jurídica. Estabelece a distinção entre a ³a norma jurídica com uma função da autoridade criadora do Direito, e a proposição jurídica, como uma função da ciência jurídica, descritiva do direito´. As normas são mandamentos e, como tais, comandos, imperativos (...) permissões atribuições de poder e competência. As proposições jurídicas são os enunciados com os quais a ciência do Direito descreve esses comandos. Ou, nas palavras, de Kelsen, proposições jurídicas são juízos hipotéticos que enunciam ou traduzem que, de conformidade com o sentido de uma ordem jurídica. Sob certas condições com o sentido de uma ordem jurídica, devem intervir certas conseqüências determinadas pelo mesmo ordenamento. Para Kelsen, as proposições jurídicas são, por exemplo, as seguintes: ³Se alguém comete crime, deve ser-lhe aplicada uma pena; se alguém não paga sua dívida, deve-se proceder a uma execução forçada de seu patrimônio´. Em si mesma, a norma é sempre uma disposição imperativa, proibitiva ou permissiva. E constitui como diz Carnelutti, um comando jurídico dirigido à conduta dos simples indivíduos, autoridades ou instituições da vida social. No pensamento kelseniano, a proposição jurídica é um juízo hipotético ou condicional em que o antecedente ou o pressupostos é o não-cumprimento de uma obrigação e o conseqüente é à disposição de que uma sanção deve ser aplicada. Ou, em termos simples: dada a não-prestação deve ser sanção. Já a formulação de Cossio é mais ampla: ³A norma jurídica completa (...) tem dois membros, aos quais propomos chamamos de endonorma (conceituação da prestação) e perinorma (conceituação da sanção), não só para terminar com o caos das designações das normas primária e secundária, que os diferentes autores utilizam com sentido oposto, mas também para salientar que se trata de uma norma única e não de duas normas, ponto indispensável para entender o conceito da norma jurídica como um juízo disjuntivo´. No direito brasileiro atual o seguinte desdobramento: Se Kleber é eleitor, deve votar (endonorma) ou dado que Kleber é eleitor e não votou, deve ser-lhe aplicada uma multa (perinorma). Para Kelsen, a norma jurídica propriamente dita é a que estabelece a sanção (a perinorma), que ele denomina norma primária. A endonorma, que estabelece a prestação, é por ele denominada norma secundária, e considerada mero expediente técnico para fazer atuar a norma primária. Mas, de qualquer modo, Kelsen admite também a existência de duas proposições parciais ± norma primária e secundária - na descrição da norma jurídica. É na endonorma que encontramos o preceito. Apesar das diferenças acidentais, as teorias mencionadas de acordo num ponto fundamental: as normas jurídicas contêm em sua estrutura básica duas partes: ** uma endonorma, que estabelece a prestação;

que enuncia um fato ou hipótese: Se Kleber é eleitor. ele faz jus ao recibo regular de quitação e. o impedimento de retirar passaporte. . Ambas admitem uma hipótese e um dever e podem ser descritas sob uma forma de uma proposição condicional. Cada endonorma ou perinorma tem a estrutura de uma proposição condicional constituída de duas proposições simples. uma antecedente. Tanto a sanção como o prêmio é visto desde de sempre como tipos de meios de obter do homem o cumprimento de uma determinada conduta. sua conseqüente exoneração do vínculo obrigacional. La sanción y el premio em el Derecho(Buenos Aires. A descrição completa da norma jurídica pode ser resumida em três elementos básicos: *a endonorma que estabelece a prestação * uma ou mais perninormas que estabelecem as conseqüências jurídicas negativas do não-cumprimento da prestação: a multa. como também as conseqüências jurídicas positivas decorrentes do cumprimento da obrigação. mas esta não pode ser só no castigo como também não pode ser só na recompensa. em conseqüência. não apenas a sanção ou o castigo decorrente do não-cumprimento da obrigação. Losada. Ed. sendo as positivas caracterizadoras do premio que tão bem descreveu Mario Copello. isto é. mais ampla. as constitucionais. que descreve a hipótese (descritor): Kleber é eleitor. se classificar as sanções em negativas e positivas. obter passaporte. Exemplos: Se Kleber é eleitor. 1945). etc.** e uma perinorma. Kleber deve votar. Daí. *Uma ou mais perinormas que estabelecem as conseqüências jurídicas positivas do cumprimento da prestação. que prescreve um dever jurídico (prescritor): Ele deve votar. que estabelece a sanção. se ele não votou. deve ser a prestação. expressa numa proposição condicional. sendo insuperável a superioridade do comando jurídico inserido na norma fundamental com relação ao poder dispositivo das demais normas. particularmente. não poderá prestar concurso público. assegurados pela norma. a nulidade do ato. como a pena. se a obrigação for cumprida. Tais hipóteses apenas se relacionam a parte sancionadora ou punitiva da norma. Mas. se o devedor pagar sua dívida. e não votou (é o descritor). outra conseqüente. Kleber deve ser multado (é prescritor). Questionando sobre a estrutura lógica da disposição das normas fundamentais. A proposição descritiva. em que o antecedente é a endonorma e o conseqüente é uma proposição composta de diversas perinormas. A essência do direito implica na retribuição. Para Montoro a descrição da norma jurídica deve incluir todos os seus efeitos. decorrente do não-cumprimento da prestação ou da obrigação devida. Dada a não-prestação deve ser a sanção. deve votar. Seria uma deplorável mutilação apresentar o direito como implicando exclusivamente em modo de retribuição danosa. que estabelece um dever. Dada a hipótese. Uma proposição normativa. Entre a endonorma e as perinormas há uma relação de conseqüência. normativa. ou se Kleber votou poderá prestar concurso. haverá também efeitos jurídicos. A proposição constituída pelas perinormas é uma disjuntiva em que uma das alternativas é a proposição relativa ao nãocumprimento da prestação e suas conseqüências punitivas e outra alternativa é a proposição relativa ao cumprimento da prestação e suas conseqüências positivas. podemos observar as mais diversas posições doutrinárias. simplesmente enunciativa. Ou seja.

Para esse objetivo. mas tão somente formular os modelos de situação. Pelo contrário. pois a norma não é conselho. normalmente. pois é impossível ao legislador prevê todas as possibilidades que podem ocorrer nas relações sociais. que. a norma deve ser considerada constitucional e válida (perinorma relativa às conseqüências positivas). essa outra. O Direito não se limita a punir. ou seja. mas para regular. para ser cumprida e observada por todos. enquanto que. é inadmissível que se negue caráter e efeito jurídico relevante à proposição que reconheça a constitucionalidade da norma. aliás. no estado contemporâneo torna-se cada vez mais freqüente o uso de técnicas de encorajamento. de forma abstrata. se tais princípios forem respeitados. ele estabelece normas e procura garantir a eficácia das mesmas. que é o fundamento da decisão do tribunal no caso. impor aos destinatários a obrigação de obedecer. E. para os indivíduos. a norma deve ser considerada inconstitucional e não válida (perinorma = uma sanção. Não podemos reduzir a guisa do que pretende Kelsen a norma constitucional a declaração da inconstitucionalidade. pois. ela deve respeitar os princípios constitucionais (endonorma). decorrente do direito que foi concedido. Só ela esgotaria toda a realidade jurídica. Para Carlos Cossio. Dada a elaboração de qualquer norma jurídica. Existe o caráter estritamente jurídico da endonorma. também iguais entre si. Características das normas jurídicas ‡ Bilateralidade: essa característica tem relação com a própria estrutura da norma. com as características fundamentais. sem mencionar as particularidades de cada situação. ‡ Imperatividade: a norma. normalmente. ‡ Generalidade: é a característica relacionada ao fato da norma valer para qualquer um. atribuindo conseqüências positivas a seu cumprimento e negativas ou punitivas à sua violação. . a norma é dirigida a duas partes. ‡ Abstratividade: a norma não foi criada para regular uma situação concreta ocorrida. A questão da estrutura da norma jurídica relaciona-se com a função do direito não se limita a aplicar sanções repressivas. então. premiar e assegurar a execução espontânea de seus preceitos. por respeitar os princípios constitucionais (perinorma referente às conseqüências positivas do cumprimento da prestação). Uma parte. em conseqüência se estes forem desrespeitados. que se encontram na mesma situação. A norma não pode disciplinar situações concretas. ela deve respeitar os princípios constitucionais (endonorma). a estrutura da norma jurídica constitucional se reduziria exclusivamente à seguinte proposição hipotética ou condicional: se os princípios constitucionais não forem respeitados. A norma não foi criada para um ou outro. Ver no Direito um mero aplicador de sanções punitivas é diminuí-lo. em direito civil a nulidade ou a invalidação dos atos é uma sanção bem típica). deverá exercer determinada conduta em favor de outra. mas para todos. O fim do Direito é ordenar a vida da sociedade. Só ela teria caráter jurídico propriamente dito. sendo que uma parte tem o dever jurídico. a norma concede a possibilidade de agir diante da outra parte. ocorrem de uma forma. tem o direito subjetivo. abrangendo o maior número possível de casos semelhantes. Essa característica consagra um dos princípios basilares do Direito: igualdade de todos perante a lei. É exacerbada tal visão doutrinária. ou seja. sem distinção de qualquer natureza. deverá ser imperativa. Como observa Bobbio. teria um direito fixado pela norma e a outra uma obrigação. Não depende da vontade dos indivíduos.Para Kelsen. ou seja. mas ordem a ser seguida. a estrutura da norma fundamental se traduziria na seguinte proposição: Ocorrendo a elaboração de qualquer norma jurídica. sua tendência maior. Se tais princípios não forem respeitados. a norma deve ser considerada inconstitucional e não válida. da mesma forma. orientando a conduta de seus membros e a atividade de suas instituições. mais moderna e científica é no sentido de incentivar. a norma deve ser considerada inconstitucional e não válida (perinorma relativa às conseqüências negativas) ou.

priorizando em relevância as normas dotadas de previsão sancionatória. Tipos de normas jurídicas A classificação das normas jurídicas. intenções. segundo FERRAZ JUNIOR. embora de forma resumida. estadual. a asserção pode ser modalizada por funtores. diz Tércio. No passado. Para o notável jurista austríaco. por sua vez. de incidência imediata (cujo início de vigência se dá a partir da publicação) ou de incidência mediata (sujeitas à vacatio legis). o critério da estrutura aponta a existência de normas autônomas (que têm por si um sentido completo) e normas dependentes (que exigem combinação com outras normas para expressar seu sentido). Quanto aos critérios sintáticos. às que prevêem sanção. O termo funtor vem da lógica. classificando as normas em permanentes (quando a lei não atribui prazo de vigência ± vigem indefinidamente) e provisórias ou temporárias (aquelas para a qual a lei prevê previamente um prazo de cessação). idealizada por FERRAZ JUNIOR afigura-se como uma das mais completas e revela critérios que podem ser adotados como modelo. Atualmente. O critério do espaço diz respeito ao limite espacial de incidência da norma (nacional. segundo TÉRCIO SAMPAIO FERRAZ JUNIOR. a asserção "isto é comprar" pode ser modalizada por funtores como: é proibido comprar. que é o resultado do efetivo descumprimento. ou por sanção (penalidade). etc. ela é secundária. Seus critérios são estabelecidos segundo um ponto de vista semiótico (teoria dos signos ± signos lingüísticos das palavras) das noções de relação sintática. O critério da subordinação as classifica em normas-origem (primeiras de uma série. municipal ± local. é obrigatório comprar. à matéria. sem prever sanção. é primária. especiais (disciplinam o tipo genérico de forma diferente) e excepcionais (contidas nas gerais-abstratas. a doutrina atribuía o epíteto de normas primárias àquelas que estabelecem um preceito para a ação e.). semântica e pragmática. As normas distinguem-se pelo funtor. classificam-se em gerais (comuns ± destinadas à generalidade das pessoas) e individuais (particulares ± que disciplinam o comportamento de uma pessoa ou grupo). ao espaço e ao tempo. Já o critério do tempo diz respeito à vigência. Classificação da Norma jurídica segundo Paulo Dourado Gusmão Na concepção de Paulo Dourado de Gusmão as normas jurídicas podem ser classificadas em função: . segundo o qual as normas jurídicas classificam-se em normas de comportamento (disciplinadoras da conduta) e normas programáticas (que expressam diretrizes. O critério semântico. O critério da relevância classifica as normas em primárias e secundárias. Assim. Essas sanções seriam a concessão de um benefício ao indivíduo que respeitou determinada norma. que atua na esfera psicológica.‡ Coercibilidade: pode ser explicada como a possibilidade do uso da força para combater aqueles que não observam as normas. o autor classifica as normas pela sua relevância. Trata-se de operadores lingüísticos que nos permitem mobilizar as asserções. primárias são as normas dotadas de sanção. as normas podem ser gerais-abstratas (que têm por facti species um tipo genérico). leva em conta o âmbito de validade das normas e reporta-se aos destinatários. Pode-se dizer que a Ordem Jurídica também estimula o cumprimento da norma. de secundárias. é permitido comprar. Pelo critério pragmático. Quanto ao tempo. Há ainda o critério da finalidade. quanto à matéria. mas que excepcionam seu conteúdo). a avaliação da importância cedeu lugar à mera relação inclusiva: se uma norma tem por objeto outra norma. ainda podem ser irretroativas (em princípio todas o são). podendo ser classificadas em termos secundários aquelas que apenas contêm o mandamento. se tem por objeto a própria ação. pela subordinação e pela estrutura. remontando até a norma fundamental) e normas-derivadas (que são as demais normas decorrentes da primeira). ou retroativas (retroagem para beneficiar o agente). desestimulando o indivíduo de descumprir a norma. TERCIO SAMPAIO FERRAZ JUNIOR observa que Kelsen inverteu essa ordem classificatória. objetivos). No âmbito dos destinatários. Essa força pode se dar mediante coação. em face do que cuidaremos de especificá-la em seus pontos essenciais. que se dá pelas sanções premiais.

são leis imutáveis. e regra de Direito Internacional é a que disciplina e regulamenta as relações internacionais entre Estados soberanos.: Código Civil. que a lei aplicável em todo o território do Estado. norma dispositiva. Ex. ex.. este tipo de lei exige procedimento legislativo especial.1 ± De seu Conteúdo. em Razão: Da extensão espacial de sua validade: regra de direito comum. inderrogáveis. Norma disciplinar é aquela que tem por fim obter maior eficiência no cumprimento da lei e decoro. lei primária.3. por exemplo. que é aquela quem se aplica a todas as relações jurídicas. regra de Direito Privado. Direito Aeronáutico e do Direito Falimentar. regra de direito interno. etc. ex. é a que tem eficácia somente em parte do território nacional.: Direito Civil.: Direito Civil. que regulamenta as relações jurídicas que acontecem no território do Estado e esse direito interno se divide em público (ex. e em regra de direito excepcional. Aplica-se aos funcionários públicos. com o intuito de manter-se a paz e as boas relações. em regra de direito especial. Um caso disso é alei que proíbe o trote nos calouros que ingressam no ensino superior. e normas elásticas ou flexíveis. ex. Lei fiscal são as multas.: Direito Civil). ex. esta lei não prevê sanção para a sua transgressão ou a lei que proíbe fumar em recintos fechados. e a lei regulamentável é aquela que depende de regulamentação (ato legislativo) para que seja aplicada. são normas que se desviam da regra geral para atender de maneira exclusiva alguns determinados casos. o direito nacional. organização bem como a soberania interna do Estado e os serviços públicos básicos.3 ± Da Natureza de sua Sanção A norma penal. Norma ou lei perfeita (lex perfecta) são. são as leis que não admitem modificação por parte do juiz. e a lei ordinária que é lei inovadora. jurisprudência. composta de preceitos penas. sobre matéria de Direito Público. as normas do Código Penal que contém a descrição do fato delitivo e sua respectiva sanção. regra de direito particular. são aquelas que contém princípios de Direito Público e de Direito Privado como é o caso do Direito do Marítimo. são aquelas de imediata aplicação. interferir. que é aquela que não depende de regulamentação por outras normas. é o direito do Estado. são aquelas que regem o Estado. Da força de seu conteúdo temos: a lei ou norma constitucional que dispõe sobre a forma de Estado e de governo. militares e parlamentares. 3.: Direito Constitucional ou Direito Penal) e Direito Privado (ex.: ICMS. são as normas em que as partes podem alterar. a lei complementar que vem para completar a Constituição em alguma matéria que não tenha sido ainda bem explicada. suas funções. Ex. Do interesse da tutela: regra de Direito Público. e o interesse do Estado e no âmbito internacional do Direito Público este rege as relações entre Estados soberanos. Da aplicabilidade de seu conteúdo temos: a lei auto-aplicável. etc. correção monetária do débito fiscal. exemplo disso são as normas moratórias. são aquelas obrigatórias. são aquelas que ditam as relações em que o interesse privado é o alvo.2 ± Do Grau de sua Imperatividae Em relação ao particular temos a: norma taxativa. sendo esta aplicável somente a determinado e restrito tipo de relações jurídicas. são as normas que admitem o arbítrio judicial. para completar a norma quando necessário e quando de acordo com seu interesse. suas relações e dispõe também os direitos do homem.. Norma ou lei imperfeita (lex imperfecta) são por sua vez as leis que não provêem sanção a não observância da norma previamente descrita. Direito Penal. Da amplitude de seu conteúdo: em regra de direito geral. 3.: todas as normas contidas no Código Civil e a maioria do Código Penal. exemplo disso é a regulamentação do contrato de locação. Norma de Direito Privado. compra e venda. regra de Direito Misto. mas sem ferir os princípios constitucionais. geralmente dotada de sanção patrimonial. . sobre matéria de direito privado e Código de Processo Civil.: Código do Ministério Público. imposto estabelecido por lei estadual. Em relação ao poder público temos as normas rígidas. não modificáveis.

etc. e não nulo. quando a vontade de uma das partes tiver sido viciada. no Estado de Direito. conforme a lei.: Contrato Coletivo de Trabalho. Vigência. Estrangeiras: Código Civil Americano. Ex. deve se apresentar válida. Funções das normas jurídicas A norma jurídica cumpre. significa que a norma cumpriu a finalidade a que se destinava. ou seja. a nobre tarefa de concretizar a Constituição. no que concerne a nós. são os códigos. por quem. Norma ou lei mais que perfeita (lex plus quam perfecta). a que considera o ato anulável.formais. Em outras palavras. são exemplos desta norma a Constituição. tem sanção incompleta. por força do Direito Internacional Privado for aplicável no Brasil. por exemplo. legitimidade A norma. Não-escritas. tendo solucionado o motivo que a gerou. ou seja. podem. é a lei que prevê uma sanção ³maior´ do que o crime. ser: Nacionais: Código Civil Brasileiro. que permite prever como o tribunal decidirá em caso análogo. aguardar um período previsto para que depois da publicação. neste caso. são de normas estabelecidas por determinado grupo a fim de estabelecer normas gerais obrigatórias. eficácia. como por exemplo. 3.5 ± De sua Fonte. são as leis que estabelecem sanção de gravidade excessiva. 3. ser produzida. Tratado Internacional. Doutrinal é o conjunto de idéias enunciadas nas obras dos jurisconsultos sobre determinadas matérias jurídicas. a Medida Provisória. é ser originada do poder competente. nos dirige. os princípios gerais do direito. as Normas podem ser Escritas. impondo o ajuste de condutas individuais. as Normas podem ser Legislativa. Elas devem criar os fundamentos de justiça e segurança que assegurem um desenvolvimento social harmônico dentro de um contexto de paz . para que possa ser objeto de cobrança. ou seja. deve possuir vigência. o Decreto-lei. sobre determinadas questões jurídicas. são os costumes.: Código Comercial.4 ± De sua Forma. por sua vez. pois. Uma lei é eficaz quando cumprida a sua função social. Essa característica depende de requisitos técnicos. possa fazer. efetividade. Consuetudinária:costumes.Norma ou lei menos que perfeita (lex minus quam perfecta). Convencional. ultimo requisito que a norma necessita ter. Ex.Da Ordem Jurídica a que pertencem. tais como a obediência ao procedimento previsto para elaboração da norma (processo legislativo). A eficácia. do respeito à vacatio legis. Jurisprudencial é o conjunto uniforme e reiterado de decisões judiciais. tratados os regulamentos. uma norma jurídica será efetiva se observada tanto pelos aplicadores do Direito como pelos destinatários dessas normas. foi socialmente observada. A efetividade se revela no fato da norma jurídica se impor perante quem quer que seja. Código Tributário Nacional. A legitimidade. 3.6 . ao ser elaborada. a lei ingresse no mundo jurídico.

etc. . (5) DE INOVAÇÃO = A lei cumpre uma função de inovação na ordem jurídica e no plano social.e de liberdade. (2) DE PLANIFICAÇÃO = A lei é o instrumento básico de organização. ao vincular os próprios órgãos do Estado. (4) DE REGULAÇÃO = A lei cumpre uma função reguladora ao direcionar condutas mediante modelos. regulação e inovação. (3) DE PROTEÇÃO = A lei cumpre uma função de proteção contra o arbítrio. Vejamos a cada uma delas: (1) DE INTEGRAÇÃO = A lei cumpre uma função de integração ao compensar às diferenças jurídico-políticas no quadro da formação da vontade do Estado (desigualdades sociais. Esses complexos objetivos da norma jurídica são expressos nas funções de integração.). proteção. planificação. desigualdades regionais. definição e distribuição de competências.

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