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Andréa Goldani Psicóloga e Neuropsicóloga Mestre em Neurociências e Comportamento

Andréa Goldani

Psicóloga e Neuropsicóloga Mestre em Neurociências e Comportamento

Psicopatologia: definição
Psicopatologia: definição

A palavra Psicopatologia é composta por três palavras gregas:

psique - alma ou mente pathos paixão, sofrimento ou doença logo - lógica ou o conhecimento. Psicopatologia então pode ser definida como a

disciplina que estuda o sofrimento da mente, ou seja,

o estudo a respeito de doenças psíquicas/transtornos

mentais.

Psicofarmacologia: Definição
Psicofarmacologia: Definição

Estudo dos efeitos dos fármacos no funcionamento de sistemas vivos.

Como ciência meados do século XIX

Transtorno mental
Transtorno mental

Transtornos mentais são condições de anormalidade, sofrimento ou comprometimento da ordem psicológica, mental e cognitiva. Em

geral um transtorno representa um forte impacto

na vida do indivíduo, provocando sintomas como desconforto emocional, distúrbio de conduta e enfraquecimento da memória.

Idade Média

forças da natureza ou algo

Vista como expressão das

da ordem do não-humano

Possessão por espíritos maus

forças da natureza ou algo Vista como expressão das da ordem do não-humano Possessão por espíritos

INQUISIÇÃO

Séc. XVII - Mercantilismo

População era o bem maior de uma nação, devido ao lucro que podia trazer

Todos aqueles que não podiam

contribuir para

o movimento de produção, comércio e consumo, começam a ser encarcerados

Idade Média forças da natureza ou algo Vista como expressão das da ordem do não-humano Possessão

ENCARCERAMENTO

Phillipe Pinel – Hospital Bicêtre 1773 Novo status social da
Phillipe Pinel – Hospital Bicêtre 1773
Novo status social da
Phillipe Pinel – Hospital Bicêtre 1773 Novo status social da loucura Apropriação pelo saber médico Loucura

loucura

Apropriação pelo saber médico

Loucura

Phillipe Pinel – Hospital Bicêtre 1773 Novo status social da loucura Apropriação pelo saber médico Loucura

Doença

Mental

Marcos no tratamento da doença mental  Leopoldo Von Avenbrugger - 1764  cânfora  Ladislau
Marcos no tratamento da doença
mental
Leopoldo Von Avenbrugger - 1764  cânfora
Ladislau Von Meduna – década de 20 século
passado  choque cardiazólico
(pentilenotetrazol)
Ugo Cerletti – 1937- inicia experiências com
eletroconvulsoterapia
Julius Von Wagner-Juaregg –(segunda e terceira
décadas séc. XX) tratamento com indução de
febre(malarioterapia) para neurosífilis.
  • Egaz-Muniz (1935) lobotomia pré-frontal

John F. Cade (1949) eficacia do Litio

como psicotrópico (Organização Mundial da Saúde - OMS, 1981: são aquelas que "agem no Sistema Nervoso Central (SNC )produzindo alterações de comportamento, humor e cognição, possuindo grande propriedade reforçadora sendo, portanto, passíveis de auto-administração“ Em outras palavras, estas drogas levam à dependência.)

Jean Delay e Pierre Deniker(1952)- introdução da Clorpromazina (neuroléptico) “Inauguração da Psicofarmacologia”

Possíveis causas das doenças mentais
Possíveis causas das doenças
mentais

Hereditariedade

Ambiente

Ambos

?

SINAIS São comportamentos observáveis SINTOMAS São sentidos pelo sujeito

SINAIS

SINAIS São comportamentos observáveis SINTOMAS São sentidos pelo sujeito

São comportamentos observáveis

SINAIS São comportamentos observáveis SINTOMAS São sentidos pelo sujeito

SINTOMAS

São sentidos pelo sujeito

Sinais e Sintomas 
Sinais e Sintomas

Um sinal é uma evidência de uma perturbação, que

pode precocemente servir de alerta;

Um sintoma possui uma atribuição mais clínica, refere-se a uma entidade mais complexa;

Um

conjunto

síndrome.

de

sintomas

origem

a

uma

Atualmente, dada a complexidade do problema, cada vez mais são usados critérios diagnósticos na

prática clínica onde os sintomas são tratados de

forma mais operacional e flexível.

Um sintoma

é

a

evidência da existência de um

problema e pode ocorrer em pessoas sadias.

DSM V e CID X – Sistemas classificatórios universalmente aceitos
DSM V e CID X – Sistemas classificatórios
universalmente aceitos

Este manual de classificação das doenças mentais foi elaborado pelos

psiquiatras da Associação de Psiquiatria Norte-americana, independentemente da classificação elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o CID.

Este manual de diagnósticos optou por uma postura descritiva das doenças (fenomenológica) sem qualquer conotação etiológica ou

explicativa das mesmas, restringindo-se ao trabalho de descrever os

sintomas e agrupá-los em síndromes. Esta opção permitiu grandes avanços na psiquiatria a partir de então. Primeiro passou-se a obter maior confiabilidade de diagnóstico, ou seja, psiquiatras provenientes de diversas regiões ao entrevistarem os mesmos pacientes conseguiam chegar ao mesmo diagnóstico.

Com esta taxonomia psiquiátrica as pesquisas tornaram-se mais

precisas, a indicação das medicações mais acertadas, o prognóstico mais previsível. Tal foi o sucesso do DSM-III que a OMS logo incorporou grande parte dos avanços ao CID-10. O DSM-IV representa uma evolução do DSM-III.

De acordo com o DSMV:

1.Transtornos do Neurodesenvolvimento
1.Transtornos do Neurodesenvolvimento

1.1

Transtorno do Desenvolvimento Intelectual

1.2

Transtornos da comunicação

1.3

Transtorno do Espectro Autista

1.4 TDA/h

1.5

Transtorno específico de aprendizagem

1.6

Transtornos Motores

1.7

Transtornos de Tiques

1.8

Outros transtornos de neurodesenvolvimento

2. Espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos  Transtorno de Personalidade Esquizotipico  Transtorno Delirante
2. Espectro da esquizofrenia e outros
transtornos psicóticos
Transtorno de Personalidade Esquizotipico
Transtorno Delirante
Transtorno Esquizoafetivo
Transtorno Psicótico induzido por uso de
substância
Transtorno Psicótico por con-
dição médica geral
Catatonia
3. Transtorno Bipolar e transtornos relacionados
3. Transtorno Bipolar e transtornos
relacionados
  • Transtorno Bipolar tipo I

  • Transtorno Bipolar tipo II

  • Transtorno ciclotímico

  • Transtorno Bipolar induzido por substância

  • Transtorno Bipolar e transtorno relacionado devido a outra condição médica

4. Transtornos Depressivos
4. Transtornos Depressivos
  • Transtorno disruptivo de desregulação do humor

  • Transtorno Depressivo Maior

  • Transtorno Depressivo Persistente (Distimia)

  • Transtorno disfórico pré-menstrual

  • Transtorno Depressivo induzido por substância

  • Transtorno Depressivo devido a outra condição

médica

4. Transtornos Depressivos  Transtorno disruptivo de desregulação do humor  Transtorno Depressivo Maior  Transtorno
5. Transtornos Ansiosos
5. Transtornos Ansiosos
  • Transtorno de Ansiedade de Separação

  • Mutismo Seletivo

  • Fobia específica

  • Transtorno de Ansiedade Social

  • Transtorno de Pânico

  • Agorafobia

  • Transtorno de ansiedade generalizada

  • Transtorno de ansiedade induzido por substâncias

  • Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica

6. Transtorno Obsessivo Compulsivo e relacionados  TOC  Dismórfico Corporal  Acumulação  Tricotilomania 
6. Transtorno Obsessivo Compulsivo
e relacionados
TOC
Dismórfico Corporal
Acumulação
Tricotilomania
Escoriação
TOC e relacionado induzido
TOC e relacionado devido a outra condição

médica

7. Transtornos relacionados a trauma e estressores  Transtorno de Apego reativo  Transtorno de interação
7. Transtornos relacionados a trauma
e estressores
Transtorno de Apego reativo
Transtorno de interação social desinibida
TEPT
Estresse agudo
Transtorno de Adaptação (com humor deprimido,
com ansiedade, misto, perturbação da conduta,
perturbação mista emoções e conduta)
8. Transtornos Dissociativos
8. Transtornos Dissociativos
  • Dissociativo de identidade

  • Amnésia dissociativa (fuga de ideias)

  • Transtorno de despersonalização/desrealização

  • Transtorno dissociativo especificado e não especificado

9. Transtornos de sintomas somáticos e relacionados 10. Transtornos alimentares
9. Transtornos de sintomas
somáticos e relacionados
10. Transtornos alimentares
  • Transtorno de sintomas somáticos

  • Ansiedade de doença

  • Conversivo

  • Restritivo

  • Anorexia

  • Bulimia

  • Compulsão alimentar

  • Transtorno alimentar especificado e não especificado

11. Transtornos de Eliminação
11. Transtornos de
Eliminação
12. Transtornos de sono- vigília
12. Transtornos de sono-
vigília
  • Enurese

  • Encoprese

  • Especificado e não

especificado

  • Insônia

  • Narcolepsia com e sem catalepsia

  • Ataxia cerebelar RELACIONADOS À RESPIRAÇÃO

    • Apnéia

13.Disfunção Erétil
13.Disfunção Erétil
14. Disforia de gênero
14. Disforia de gênero
  • Ejaculação precoce ou tardia

  • Erétil

  • Do orgasmo feminino

  • Interesse

  • Excitação sexual feminina

  • Disforia de gênero em crianças

  • Disforia de gênero em adolescentes e adultos

14. Transtornos Disruptivos, do controle de impulsos e da conduta
14. Transtornos Disruptivos, do controle de impulsos e
da conduta
  • TOD

  • Explosivo intermitente

  • Conduta

  • Antissocial

  • Piromania

  • Cleptomania

17. Relacionado a substâncias

  • 18. Relacionado a cafeína

  • 19. Relacionado a alucinógenos

  • Tr. Uso de álcool

  • Intoxicação por alcool

  • Abstnência

  • Intoxicação e abstinência

  • Por uso de feciclidina

19. Neurocognitivos

  • Deliriun

  • Maiores e leves causados pelo Alzheimer, Demência por Corpos de Lewis.)

20. Tr. De Personalidade

  • Tipo A (paranóide, esquizoide e esquizotípica

  • Tipo B (antissocial, Borderline, Histriônica, narcisista)

    • Tipo C (evitativa, dependente e obsessivo-compulsivo)

Psicoses
Psicoses

Psicoses são distúrbios psiquiátricos graves onde o paciente perde contato com a realidade, emite juízos falsos (delírios), podendo também apresentar alucinações (ter percepções irreais quanto a audição, visão, tato), distúrbios de conduta levando à impossibilidade de convívio social, além de outras formas bizarras de comportamento.

O termo Psicose (e sintomas psicóticos) é empregado para se referir à perda do juízo da realidade e um comprometimento do

funcionamento mental, social e pessoal, normalmente levando a um prejuízo no desempenho das tarefas e papéis habituais.

As Psicoses podem ter várias origens: por lesões cerebrais, tumores cerebrais, esquizofrenia, tóxicos, álcool, infecções, traumas emocionais etc. Algumas Psicose são incuráveis, outras apresentam cura completa. Quase sempre requer tratamento à base de psicotrópicos.

Nem sempre é necessária a internação. Nas Psicoses agudas, as psicoterapias são pouco indicadas.

  • Esquizofrenia

Estudos recentes garantem que na infância alguns indicadores da doença já estão presentes, porém a mesma somente se manifesta de fato na adolescência ou começo da vida adulta.

A esquizofrenia interfere de maneira intensa no nível de independência do indivíduo interferindo na realização dos sonhos de constituir família, ter uma profissão e encaminhar a vida de acordo com seus desejos.

Pessoas com essa patologia apresentam delírios persecutórios e alucinações auditivas, pensamento

confuso e mudança de humor.

Caso clínico P. uma mulher caucasiana de 53 anos, procurou o médico
Caso clínico
P.
uma
mulher caucasiana de 53 anos, procurou o médico

porque sentia dores nos braços e pressão ao redor dos olhos e percebia algumas alterações na visão. O médico a examinou, não encontrando uma causa clínica para suas

queixas. Ele as adicionou à longa lista de sintomas que ela

relatou ao longo de várias consultas e que não tinham etiologia clínica clara. Relatou também que vinha se sentindo nervosa e estressada ao longo das últimas semanas.

Atualmente vive só em um condomínio de apartamentos

subsidiado pelo governo, casou e se divorciou duas vezes,

mantém contato próximo com sua mãe, tem uma fila adulta que não se relaciona com ela e um filho adulto que acabou de sair de uma internação por abuso de drogas.

Conceitos importantes em Psicofarmacologia • DROGA – substância química de estrutura conhecida, que quando administrada em
Conceitos importantes em
Psicofarmacologia
• DROGA – substância química de
estrutura conhecida, que quando
administrada em um organismo vivo,
produz efeito biológico
• Obtenção a partir de plantas, animais
ou engenharia genética.

PLACEBO é um medicamento simulado que não tem nenhum principio ativo(ou alternativamente, um procedimento, dieta) que o paciente acredita ser verdadeiro.

  • Efeito terapêutico forte(cerca de 1/3 do pacientes)

  • Aspectos éticos

Meia-vida - a meia-vida (T1/2) é o tempo necessário para que a concentração plasmática de determinado fármaco seja reduzida pela metade. Supondo então que a

concentração plasmática atingida por certo fármaco seja

de 100 mcg/mL e que sejam necessários 45 minutos para que esta concentração chegue a 50 mcg/mL, a sua meia-

vida é de 45 minutos.

Dose de ataque ou inicial - é a dose de determinado fármaco que deve ser administrada no início do tratamento, com o objetivo de atingir rapidamente a concentração efetiva (concentração-alvo).

Dose de manutenção - é a dose necessária para que se mantenha uma concentração plasmática efetiva.

Tolerância: "a necessidade de doses crescentes da substância psicoativa para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas." (OMS)

Dependência : É uma relação alterada entre um indivíduo e seu modo de consumir uma substância

Divisão/organização do sistema nervoso
Divisão/organização do
sistema nervoso

Encéfalo

Medula Espinhal

SISTEMA NERVOSO

CENTRAL

Divisão/organização do sistema nervoso
Divisão/organização do
sistema nervoso

Encéfalo

Telencéfalo

Diencéfalo

CÉREBRO

Tronco encefálico

Cerebelo

Mesencéfalo Ponte Bulbo
Mesencéfalo
Ponte
Bulbo
Divisão/organização do sistema nervoso
Divisão/organização do
sistema nervoso

Nervos

Sistema

nervoso

periférico

(somático)

Gânglios

Cranianos

Espinhais

Divisão/organização do sistema nervoso
Divisão/organização do
sistema nervoso

Sistema

nervoso

periférico

autônomo

Simpático

Parassimpático

Sistema nervoso periférico autônomo
Sistema nervoso periférico autônomo
Sistema nervoso periférico autônomo
Sistema Límbico
Sistema Límbico

Componentes corticais

Componentes subcorticais

Giro do cíngulo Giro parahipocampal Hipocampo

Corpo amigdalóide Área septal Núcleos mamilares

Córtex pré-frontal

Núcleos anteriores do

tálamo Núcleos habenulares

Componentes corticais
Componentes corticais
 

Função

Giro do

Coordena odores, e visões com memórias

cíngulo

agradáveis de emoções anteriores, reação

emocional à dor e da regulação do comportamento agressivo

Hipocampo

Memória de longa duração

Córtex pré-

Importante papel que desempenha na

frontal

gênese e, especialmente, na expressão dos estados afetivos

Componentes subcorticais
Componentes subcorticais
 

Função

Área Septal

Relação com experiências do prazer, principalmente, sexuais

Corpos

Mediação e controle das

amigdalóides

atividades emocionais de ordem

maior, como amizade, amor e afeição, nas exteriorizações do humor e, principalmente, nos

estados de medo e ira e na

agressividade

Células do sistema nervoso  Neurônios  Neuroglia
Células do sistema nervoso
Neurônios
Neuroglia
CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS QUANTO A PRODUÇÃO DE NEUROTRANSMISSORES
CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS
QUANTO A PRODUÇÃO DE
NEUROTRANSMISSORES

NEURÔNIOS COLINÉRGICOS - Produzem acetilcolina

NEURÔNIOS DOPAMINÉRGICOS - Produzem dopamina

NEURÔNIOS SEROTONINÉRGICOS - Produzem serotonina

NEURÔNIOS GABAÉRGICOS - Produzem GABA

NEURÔNIOS GLUTAMATÉRGICOS - Produzem glutamato

Como os psicotrópicos atuam? Como o corpo maneja o medicamento
Como os psicotrópicos atuam?
Como o corpo maneja o medicamento

Farmacocinética: O alvo dos medicamentos psicotrópicos é o cérebro, a via de acesso a ele

é a corrente sanguínea e o processo chama-se

DISTRIBUIÇÃO. O processo de DISTRIBUIÇÃO é inespecífico

porque age no local desejado mas não só nele

devido a proximidade das áreas cerebrais.

Os

efeitos

colaterais

inespecificidade.

são

decorrentes

dessa

A medicação chega a corrente sanguínea

por

um

ABSORÇÃO.

processo

denominado

Diferentes rotas podem ser usadas, a mais

comum é a ingestão de pílulas que são dissolvidas no estômago ou intestino. A

absorção pode ser mais rápida ou mais

lenta e como resultado, aumentar ou

diminuir o tempo necessário para que uma

concentração apropriada do medicamento

na corrente sanguínea seja alcançada.

Quando

se

espera

que

os

efeitos

benéficos

do

remédio

sejam

imediatos,

utiliza-se

outra

via

que

não

o

sistema

digestivo.

Essa via chama-se parenteral, através de

injeções intramusculares

de

medicamentos

ansiolíticos

ou

antipsicóticos

que

são

liberados

diretamente

na

corrente

sanguínea

levando a um efeito imediato.

Da mesma forma a inalação é eficaz.

Há também os adesivos de liberação lenta

aplicados

absorção

na

pele

gradual

medicamentos.

que

permitem

a

de

certos

Uma vez absorvida, o próximo passo é o

metabolismo da droga. O corpo a

reconhece como substância exógena e por isso a elimina ou transforma quimicamente

através do fígado.

A combinação desses fatores; absorção,

distribuição, metabolismo e excreção; interagem

uns com os outros e determinam em conjunto vários parâmetros farmacológicos que têm significância clínica:

Concentração

de

pico:

tempo

que

o

medicamento

precisa,

após

a

administração,

para

alcançar

a

concentração

máxima

na

corrente sanguínea.

 

Concentração

de

vale:

o

ponto

no

qual

a

concentração

da

medicação

na

corrente

sanguínea é menor.

Estado de equilíbrio: período necessário para que uma droga atinja uma concentração estável na corrente sanguínea. A quantidade que entra no corpo equivale à quantidade que é eliminada. Tipicamente, para a maioria das drogas, esse tempo é estimado em cinco meias vidas.

Nível plasmático: para algumas medicações psicotrópicas, foram estabelecidas algumas

correlações entre os níveis plasmáticos

(concentração

da

droga

na

parte

líquida do

sangue) e o benefício terapêutico.

BIODISPONIBILIDADE: É a fração de uma dose ingerida que tem acesso à circulação sistêmica.

BIOEQUIVALENCIA : É o parâmetro para avaliar se uma formulação de um fármaco for substituida

por outra, não haverá consequencias clínicas indesejáveis.

Farmacodinâmica:

Descreve os efeitos terapêuticos e adversos da medicação. Um efeito no alvo desejado resulta

em alívio dos sintomas, mas pode haver efeitos

colaterais em alvos não desejados. Existe uma enorme orquestração da atividade

que acontece em todo o corpo em resposta a

qualquer medicação psicotrópica na medida que é adicionada à fisiologia diária.

Classificação dos fármacos Estimulantes Depressores Antiepléticos Antipsicóticos Antidepres sivos Anfetaminas Álcool Fenitoina Típicos Tricíclicos Cocaina Hipnóticos
Classificação dos fármacos
Estimulantes
Depressores
Antiepléticos
Antipsicóticos
Antidepres
sivos
Anfetaminas
Álcool
Fenitoina
Típicos
Tricíclicos
Cocaina
Hipnóticos
Carbamazepina
Atípicos
IMAOS
não
barbitúricos
Metilfenidato
Ansiolíticos
Valproato
IRSS
Metilxantinas
Opiáceos
Benzodiazepínicos
Estabilizado
res de
humor
Fenobarbital
Novas drogas
Estimulantes São substâncias que têm acentuado efeito sobre a função mental e comportamento levando a aumento
Estimulantes
São substâncias que têm acentuado efeito sobre a função mental e
comportamento levando a aumento da vigilância e atividade motora,
euforia e excitação

Cocaína e anfetaminas

É um alcalóide presente numa planta sul-americana, a coca,

cujo nome científico é

Erythroxylon coca.

Tem efeito sobre a atividade

simpática no SNC levando a

efeitos como aumento da pressão arterial, frequência cardíaca, inibição do apetite, etc.

Metilfenidato

Psicoestimulantes são

utilizados para tratamento

de crianças e adolescentes desde a década 30 do século passado.

Melhora a atenção,

impulsividade e

hiperatividade. Efeitos colaterais: anorexia, cefaléia, tiques, taquicardia.

Depressores São substâncias que atuam reduzindo a atividade cerebral, proporcionando sonolência, redução da atividade motora e
Depressores
São substâncias que atuam reduzindo a atividade cerebral,
proporcionando sonolência, redução da atividade motora e induzindo ao
sono

Álcool

Exerce efeito depressor sobre o SNC, semelhante

aos anestésicos voláteis.

Exerce aumento da atividade neuronal em

algumas partes do SNC, principalmente em

neurônios

dopaminérgicos envolvidos no sistema de recompensa.

Ansiolíticos Benzodiazepínicos Buspirona (Agonista

parcial de receptores de Serotonina, Atua em alguns casos de ansiedade, Leva dias a

semanas para iniciar o

efeito, Não existem relatos de efeitos colaterais semelhantes aos BZ)

Betabloqueadores

Benzodiazepínicos (Alprazolan, diazepan, bromazepan, clonazepan)
Benzodiazepínicos
(Alprazolan, diazepan, bromazepan, clonazepan)

EFEITOS FARMACOLÓGICOS :

  • Redução da ansiedade e agressividade

  • Sedação e indução do sono

  • Redução do tonus muscular e da coordenação

  • Efeito anticonvulsivante

  • Amnésia anterógrada

  • Dependencia

  • Tolerancia

Betabloqueadores
Betabloqueadores

Atuam bloqueando receptores que medeiam a atividade simpática.

EFEITOS FARMACOLÓGICOS:

Efeito ansiolíticos

Profilaxia de enxaqueca

Bradicardia

Hipotensão arterial

Broncoespasmo

Antiepléticos Valproato (Depakene)
Antiepléticos
Valproato (Depakene)

Carbamazepina (Tegretol)

Muito utilizado na prática clínica

Quimicamente derivados dos

antidepressivos tricíclicos

Eficaz em crises parciais complexas

Tem uma meia-vida entre 15- 30 hs

Utilizado em dor neuropática e

como anti-maníaco.

Descoberto acidentalmente

como antiepilépicos em

camundongos

Sem relação química com outros anticonvulsivantes

Mecanismo de ação obscuro

: aumento da atvidade GABAergica e parece

bloquear canais de sódio. Indicado em doença

psiquiátrica(TAB) Relativamente aos seus

efeitos secundários, os

agudos incluem náuses, vómitos, dor abdominal, aumento de peso e alopécia

ANTIPSICÓTICOS
ANTIPSICÓTICOS
ANTIPSICÓTICOS São medicamentos inibidores das funções Excitação e agitação. psicomotoras Atenuam distúrbios psicóticos delírios alucinações
São medicamentos inibidores das funções Excitação e agitação. psicomotoras

São medicamentos inibidores das funções

Excitação e agitação.

psicomotoras

São medicamentos inibidores das funções Excitação e agitação. psicomotoras
ANTIPSICÓTICOS São medicamentos inibidores das funções Excitação e agitação. psicomotoras Atenuam distúrbios psicóticos delírios alucinações

Atenuam distúrbios psicóticos

ANTIPSICÓTICOS São medicamentos inibidores das funções Excitação e agitação. psicomotoras Atenuam distúrbios psicóticos delírios alucinações
delírios
delírios

alucinações

Neurolépticos típicos X atípicos
Neurolépticos típicos X atípicos

Típicos

Atípicos

  • Bloqueiam fortemente receptores D2

  • Efeitos sobre sintomas positivos

  • Reações extrapiramidais

  • Clorpromazina e Haloperidol

  • Bloqueiam receptores D2 de forma mais leve

  • Efeitos sobre sintomas positivos e negativos

  • Sem efeitos extrapiramidais

  • Risperidona,quetiapina, Olanzapina

ANTIDEPRESSIVOS
ANTIDEPRESSIVOS

São fármacos utilizados no tratamento

das síndromes depressivas.

1. Inibidores da MAO

2. Tricíclicos

3. IRSS

Tricíclicos
Tricíclicos

IMIPRAMINA

AMITRIPTILINA

MAPROTILINA

NORTRIPTILINA

CLORMIPRAMINA

O efeito antidepressivo é demorado, surgindo inicialmente,

os efeitos colaterais(boca seca, sonolência, taquicardia,

turvação visual).

Inibidores seletivos de recaptação de serotonina São os mais prescritos na atualidade, por conta de
Inibidores seletivos de
recaptação de serotonina
São
os
mais
prescritos
na
atualidade,
por
conta
de

menores efeitos colaterais.

A eficácia assemelha-se aos IMAOs e aos Tricíclicos.

Principais efeitos colaterais:

Náuseas Disfunções sexuais Emagrecimento ou ganho de peso

Síndrome serotonérgica Sintomas extrapiramidais

Principais IRSS
Principais IRSS
  • FLUOXETINA

  • SERTRALINA

  • PAROXETINA

  • CITALOPRAM

  • ESCITALOPRAM

  • VENLAFAXINA (Tem efeitos benéficos na cognição e tratamento da dor crônica)

Estabilizadores do humor
Estabilizadores do humor

Carbonato de lítio • “litheos- pedra

Chegou a ser utilizado como antiepiléptico e tratamento de gota

Cade em 1949 efeito em desordens maníacas a partir de experiências para

tratamento de gota

Estabilizadores do humor
Estabilizadores do humor

SINAIS DE INTOXICAÇÃO POR LITIO Náuseas e vômitos Diarréia Tremor

Fraqueza muscular Disartria Sonolência

Estabilizadores do humor
Estabilizadores do humor

CARBAMAZEPINA VALPROATO DIVALPROATO LAMOTRIGINA

Princípios Gerais para o tratamento dos transtorno psiquiátricos

  • Avaliação integral do paciente,

que

inclui

o

diagnóstico clínico, a valorização das suas dificuldades, a avaliação das suas necessidades e suas potencialidades pessoais e sociais;

  • Estabelecimento da relação terapêutica que implica em gerar uma relação de confiança;

  • Indicação

do

tratamento

que

será

realizado

de

acordo com o diagnóstico, os problemas existentes,

os recursos disponíveis e a decisão do paciente.

Indicação do Tratamento

  • Deve-se contemplar:

    • 1. Lugar para realização (posto, consultório particular,

 

CAPS)

2.

O

tipo

de

tratamento,

aquele

que

comprovadamente tenha bons resultados com os

problemas apresentados tratamentos associados)

(normalmente

são

3.

Elaboração

de

um

plano

de

tratamento

individualizado

  • Aproximação

integral

ao

plano

terapêutico

individualizado contemplando todas as áreas que

são necessárias

mental;

a

um

paciente

com transtorno

  • Avaliação do plano terapêutico

Manejo dos psicofármacos

  • Observar a existência de uma indicação de tratamento psicofarmacológico baseado em estudos científicos, e os potenciais riscos e benefícios de instaurar esse tratamento;

  • Eleger o fármaco (acompanhar a escolha feita pelo médico) com base nos sintomas principais que a pessoa apresenta, o mecanismo de ação que o

fármaco apresenta, sua

farmacocinética,

as

possíveis interações com outros fármacos que o

paciente possa estar fazendo uso, as

contraindicações e seus efeitos colaterais)

Estabelecer

a

pauta

de

tratamento

seguindo

recomendações

gerais,

tais

como

a

evitação

da

polifarmacia,

a

utilização

de

doses

mínimas,

a

instauração e retirada gradual do fármaco,

a

consideração

da

meia vida

do

remédio para que

o

paciente entenda a dosagem administrada e o número

de vezes da ingestão.

Dar informação completa e precisa ao paciente sobre:

1.

A pauta mesmo

do tratamento e

a

previsão

de

tempo do

  • 2. Os efeitos terapêuticos esperados e o tempo que levará para surgirem

  • 3. Os efeitos colaterais e seu tempo de duração

  • 4. As restrições que implica

  • Favorecer o cumprimento do tratamento, conscientizando-o da importância de tomar o remédio e de faze-lo adequadamente;

  • Levar em conta que existem grupos especiais que modificam a farmacocinética da maioria dos fármacos e que solicitam reajuste de doses utilizadas habitualmente, ou a restrição na utilização por seus potenciais efeitos teratogênicos* sobre o feto ou lactante (os grupos são idosos, crianças, grávidas e lactantes);

  • A avaliação da resposta terapêutica dos psicofármacos se dá através da monitoração da:

    • 1. Resposta clínica através das entrevistas de acompanhamento

2.

Determinação

relação

direta

terapêutica)

dos

níveis

entre

o

plasmáticos

dos

nível

plasmático

fármacos

(há

e

a

resposta

*teratogênico tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais (retardo de crescimento, por exemplo), ou ainda distúrbios neuro-comportamentais, como retardo mental.

Psicofarmacopsicoterapia

Psicoterapia científicas

baseada

em

da

efetividade

evidências

(provas

da

psicoterapia)

e

psicofarmacoterapia integradas.

Pontos em comum: são empiricamente sustentadas, são pragmáticas, com estrutura e psicoeducação,

exercendo um papel crítico em sua implementação

Psicofarmacopsicoterapia  Psicoterapia científicas baseada em da efetividade evidências (provas da psicoterapia) e psicofarmacoterapia integradas. Pontos
  • Uma vez que farmacoterapeutas e terapeutas cognitivos

se utilizam de técnicas de estruturação e psicoeducação,

uma sessão de farmacoterapia pode normalmente ser

implementada usando técnicas de TCC padrão, como

estabelecer agenda , verificar o estado somático, visar problemas específicos para intervenção, manter um

posição empírica colaborativa e usar feedback para

promover entendimento do paciente.

  • Materiais psicoeducacionais como textos, vídeos e aprendizagem assistida pelo computador também podem ser empregados para transmitir informações sobre medicamentos e TCC.

A

TCC

pode

auxiliar

na

melhora

à

adesão

ao

medicamento, mesmo que seja de forma indireta.

  • As intervenções da TCC típica incluem evocar e modificar cognições mal adaptativas sobre o tratamento. “Se eu tomar o medicamento, significa que sou fraco”, “Eu sou sempre aquele que sofre os efeitos colaterais”, Médicos que prescrevem medicamentos na verdade não querem lhe escutar”.

  • Métodos comportamentais tais como, cartões lembretes, combinar a tomada da medicação com atividades de rotina e desenvolver planos específicos para superar barreiras identificadas à adesão, podendo ajudar a promover o seguimento com o plano de tratamento.

Caso Clínico

  • J. homem de 38 anos, professor de história no ensino médio de uma escola local

  • Procurou atendimento por sentir-se com o humor deprimido,

episódios de choro, dificuldade de concentração, energia diminuída e incapacidade de terminar tarefas de trabalho dentro do prazo.

  • Cinco anos antes apresentou sintomas semelhantes, foi diagnosticado e medicado com Prozac (fluoxetina) por um ano. Apresentou melhora significativa e decidiu parar a medicação.

  • Nesse episódio

atual,

após

o

diagnóstico

o

psiquiatra

encaminhou-o para TCC com tempo limitado e antidepressivo.

  • Frequentou as sessões duas vezes por semana por quatro

semanas

  • Melhoras na produtividade, mas continuidade da dificuldade em concentrar-se e nos sentimentos de tristeza. A esposa queixava-se de irritabilidade.

  • Reinício do Prozac

  • Nos seis meses seguintes melhorou drasticamente,

ficou mais feliz e a relação com a esposa melhorou

sinificativamente.

  • As estratégias de enfrentamento aprendidas na terapia garantiram a manutenção do estado por

mais dois anos.

  • Manteve o Prozac e a psicoterapia semanal

Tratamento combinado para Depressão maior
Tratamento combinado para
Depressão maior

Estudo realizado por Keller et al, 2000 com pacientes deprimidos (depressão maior)

Terapia

baseada

em

evidências

e

farmacoterapia,

psicofarmacoterapia, produziram juntas resultados mais

eficientes para os indivíduos.

Estudo onde

foi

feita a combinação

da

psicoterapia

breve, 16 sessões de 45 minutos, com a farmacoterapia

(fluoxetina e amitriptilina), em 2001, por Jonghe, Dekker

e Peen, demonstrou maior eficácia

farmacoterapia sózinha.

do

que

a

  • Estudo realizado por Hollon e Ponniah (2010) com pacientes bipolares mostrou que a combinação da

terapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia

focada na família foram adjuvantes eficazes dos medicamentos nas fases depressivas, e também úteis na prevenção de futuros episódios bipolares.

  • A psicoeducação também tem se mostrado eficaz na prevenção da mania/hipomania e depressão quando associada aos estabilizadores de humor.

  • A psicoeducação quando estendida aos familiares e/ou grupo de apoio do paciente torna-se ainda mais eficiente, principalmente em relação aos episódios maníacos.

Transtorno Bipolar pediátrico

  • Medicação com eficácia: risperidona, aripripazol, olanzapina, quietipina e ziprasidona.

  • Psicoterapia: proporcionar espaço para o paciente se queixar da vida;

  • O treinamento com a TCC incluem educação sobre a técnica e a doença

Tratamento combinado e transtorno de ansiedade 
Tratamento combinado e transtorno
de ansiedade

Os maiores benefícios da terapia combinada para o TAG

podem ocorrer nas fases iniciais do tratamento, com o uso de benzodiazepínicos

O uso da terapia sem a farmacoterapia parece ser mais

eficaz nas fobias específicas

No caso da fobia social não há resultados concludentes, parece que a sertralina associada a TCC é eficaz.

Em relação ao TOC há poucos trabalhos disponíveis, a princípio parece que a monoterapia é tão eficiente do que quando associada ao trabalho de exposição e prevenção de respostas.

  • Em pacientes com transtorno de ansiedade, principalmente os que têm Pânico, os protocolos de

TCC, a exposição in vivo associados ao uso da medicação fluvoxamina (IRSS) tem demonstrado

eficácia superior a de qualquer modalidade de

tratamento individual. Parece haver uma melhora significativa nos sintomas de agorafobia.

  • Em pacientes com TDA/h o uso dos estimulantes pode não ser suficiente devido a uma variedade de fatores, como falta de adesão e alta prevalência de comorbidades. Um estudo realizado em 2012 por Vidal-Estrada et al. evidenciou que a terapia de escolha nesses casos é a TCC.

Tratamento combinado e TDA/h  Um dos transtornos mais comuns na infância;  5% das crianças
Tratamento combinado e TDA/h
Um dos transtornos mais comuns na infância;
5% das crianças e adolescentes do mundo todo são
afetadas;
A maior parte apresentará déficit funcional na vida
adulta;
Os sintomas estão associados a baixo rendimento
escolar, problemas conjugais, dificuldades com os filhos,
emprego de menor status ou desemprego, envolvimento
mais frequente com acidentes de trânsito e aumento do
risco de outros transtornos psiquiátricos.
As intervenções recomendadas são psicofarmacológicas

e psicossociais

  • A combinação tem sido preferida para casos graves da TDA/h, não só para a redução do sintoma mas também os déficits funcionais associados.

  • No entanto, aumenta o custo econômico do tratamento, assim como, o tempo investido.

  • Estudos de metanálise não confirmam a superioridade do tratamento combinado, mas sim do farmacoterápico. Outro entrave para a recomendação da indicação.

  • A TCC parece ser a abordagem psicoterapêutica de escolha.

  • O treinamento de pais e as intervenções escolares são muito utilizadas.

  • Treinamento de habilidades sociais em crianças e adolescentes.

  • O principal objetivo é extinguir comportamentos indesejáveis, as crianças podem também ser treinadas para desenvolver estratégias de planejamento e execução de tarefas que requeiram atenção e organização.

  • Desenvolver estratégias cognitivas de automonitoração, autocontrole e planejamento

Conclusão
Conclusão
  • Os medicamentos são biológicos e realizam mudanças em entidades biológicas como os neurotransmissores, essas mudanças podem alterar o estado elétrico de diferentes áreas do cérebro, melhorando ou normalizando suas respectivas funções.

  • A psicoterapia permite que alguma resposta psicológica metafísica ocorra no paciente, assim como, alterações cerebrais correlacionadas. Estudos vêm mostrando

(neuroimagem) que experiências de aprendizagem e

ambientais, como a psicoterapia, alteram circuitos e funções cerebrais.