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SOFRIMENTO FETAL AGUDO

- Caracteriza-se por queda brusca e intensa das trocas materno-fetais. Tem como principais
alterações bioquímicas a hipóxia, a acidose e a hipercapnia. Quando utiliza-se o termo asfixia,
traduz não só a diminuição de O2, como também a diminuição na eliminação do CO2.

- ETIOLOGIA: a má perfusão fetal aguda poderá ser determinada por alterações


uteroplacentárias e fetoplacentárias.

> Alterações uteroplacentárias -> as alterações do fluxo uteroplacentário podem ser


decorrentes de aumento da atividade do útero (hiperatividade), hipovolemia materna e
hipotensão materna.

 Hiperatividade Uterina

 Hipotensão Materna – que diminui a força que impulsiona o sangue pelos


vasos uterinos, permitindo maior compressão extrínseca deles.
 Hipovolemia Materna – que pode ocorrer nos casos de hemorragias (DPP e
rotura uterina) e desidratação.

>Alterações Fetoplacentárias -> veiculada pelo cordão umbilical. Qualquer alteração


posicional ou compressiva do cordão, como as circulares, os prolapsos, os nós
verdadeiros ou a trombose, pode constituir obstáculo ao trânsito do sangue. Vale
lembrar que a oligo-hidrâmnia favorece a ocorrência de tais eventos.

- DIAGNÓSTICO: usamos mais o CTG, O SONAR e a Monitorização dos Movimentos Fetais. O


SFA pode se instalar em fetos previamente hígidos ou naqueles que já vêm em SFC.

> Monitorização dos Movimentos Fetais – uso controverso. Fácil de realizar, sem
custo, mantém a paciente ciente do comportamento fetal. Os MF podem ser percebidos a
partir do segundo trimestre e pode ser avaliado após uma refeição ou atividade leve. Em
decúbito lateral esquerdo a grávida vai se concentrar na atividade fetal, na qual um feto
saudável se movimenta de 5 a 10 vezes num período de 1 hora! **Um período de 12 horas
sem, pelo menos, 10 MF é considerado ANORMAL!

> CARDIOTOCOGRAFIA -> registra a FCF, as contrações uterinas e os movimentos


corpóreos fetais. Idealmente, a paciente deve ficar em decúbito lateral esquerdo durante a
realização do exame. A cardiotocografia pode ser classificada como anteparto (ou basal) e
intraparto, de acordo com sua realização. As alterações expressam episódios de hipoxemia
fetal.

Linha de base – a Taquicardia é moderada quando até 180 bpm e grave quando acima de 180
bpm. Pode ser causada por hipoxemia fetal inicial; hipertermia; tireotoxicose; infecção
intrauterina; doenças cardíacas fetais (arritmias); fatores constitucionais; ansiedade ou uso de
drogas. A Bradicardia é moderada quando até 100 bpm e grave quando abaixo de 100 bpm.
Pode ocorrer na vigência de hipóxia fetal; nas doenças cardíacas fetais (bloqueios); no uso de
drogas; nos fatores constitucionais; na analgesia peridural e paracervical. Bradicardia na
presença de variabilidade normal é creditada a estímulo vagal e decorrente da compressão
cefálica fetal.

Variabilidade – a medida que a gestação evolui a variabilidade aumenta pela influência da


maturação do parassimpático. Um padrão sinusóide (forma de sino) está associado a anemia
grave causada principalmente por aloimunização e hemogloninopatias. As variantes comuns
(ondulatório, comprimido, liso e saltatório) estão ali no quadro abaixo. **Existindo
variabilidade normal, mesmo que haja outra alteração, dificilmente o feto estará em hipóxia
significativa.
Acelerações – PRIMEIRO SINAL A DESAPARECER no CTG quando há hipoxemia fetal. Logo, se
tem aceleração provavelmente o feto não está em hipóxia.

DIPS ou Desacelerações – quase sempre patológicas