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TRANSTORNOS DO

HUMOR
*Depressão
*Mania
*Bipolaridade
DSM IV ( 1994)
Transtornos do Humor
 Transtornos  Transtornos
Depressivos Bipolares
 Transtorno  Transtorno Bipolar I
Depressivo Maior  Transtorno Bipolar II
 Transtorno
 Episódio único Ciclotímico
 Recorrente
 Transtorno Distímico
Depressão é...
um transtorno de humor
 Começa com sentimentos de tristeza,
melancolia, preocupação e desesperança.
A tristeza que uma pessoa sente ao perder uma pessoa
querida não é uma depressão.


 Apresenta SINTOMAS.

 É considerada SÍNDROME
Depressão - incidência
%

 Após 1º episódio: 50%


chances de recorrência

 Após dois ou mais episódios: 70-80%


chances de recorrência
Depressão e Tristeza

OS RISCOS DA “DEPRESSÃO
COMPREENSÍVEL”...
 Tratar a depressão como um estado de
tristeza, sem dar a devida importância clínica.
 Deixar que a depressão se instale e passe a
ser um estado aceitável de humor , chegando
a comprometer o sistema imunológico e a
saúde do organismo.
Estresse X depressão
 Depressão é pressão
A pressão crônica afeta a continuada ... Se
liberação do cortisol, nosso tratarmos
corticóide natural, que devidamente dos
pode afetar seriamente males do estresse
várias estruturas do
cérebro. podemos evitar a
síndrome depressiva.
Alémdisso, se a situação
gerar o fenômeno do  Os agressores do dia-
"desamparo a-dia, todas as
aprendido", as chances pressões que
do desenvolvimento da enfrentamos, podem
depressão aumentam ultrapassar nossa
muito. capacidade de
enfrentamento.
Epidemiologia

PREVALÊNCIA
8-16% (duas vezes mais em
mulheres)

25-44 anos: maior incidência

Cerca de 121 milhões de pessoas


Sofrem de depressão no mundo.
Importância do estudo dos
Transtornos de Humor
 RAZÕES PARA DIAGNOSTICAR:
 1. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL.
os sintomas físicos
 2. MORBIDADE E MORTALIDADE ↑.
aumento de morte prematura por CV
depressivos: risco 4.5 x de ter IM
 3. RISCO DE SUICÍDIO.
responsável por 2/3 dos suicídios; 15% cometem
 4. CUSTOS.
 5. POUCA ADERÊNCIA A TRATAMENTO.
 6. QUALIDADE DE VIDA.
comprometimento do bem estar social, físico e mental.
Quadro Clínico da
Depressão I
 SINAIS E SINTOMAS DA DEPRESSÃO.

SINTOMAS FUNDAMENTAIS
1.HUMOR DISFÓRICO
 tristeza, “fossa”, “down”, desesperança, etc.

2. ANEDONIA: incapacidade de sentir prazer.


Quadro Clínico da
Depressão II
OUTROS :
3. ALTERAÇÃO DO APETITE: normal-
mente diminuído, com PERDA DE PESO
importante
4. ALTERAÇÃO DO SONO: insônia
5. PERDA DE ENERGIA: fadiga, letargia,
anergia.

Quadro Clínico da
Depressão III
6. Atividade motora no geral diminuída -
RETARDO PSICOMOTOR.
7. SEXUALIDADE: diminuição do INTERESSE
e da ATIVIDADE.
8. Perda do INTERESSE no trabalho e outras
atividades de rotina.

Quadro clínico da
Depressão IV
9. Capacidade diminuída para PENSAR
e se CONCENTRAR = “pensamentos
retardados ou confusos”.
10. AUTO ESTIMA rebaixada.
11. Sentimentos de DESAMPARO.

Quadro Clínico da
Depressão V
12. PENSAMENTOS DE MORTE, e/ou
PLANOS ou TENTATIVA de suicídio.

13. ANSIEDADE.

14. Queixas físicas: CEFALÉIA, GAS-


TRALGIA, OBSTIPAÇÃO, BOCA SECA.
Outros sintomas:
 Diminuição da auto-estima e auto-confiança
 Isolamento social
 Sentimento da falta de sentimento
 Sentimento de tédio, aborrecimento crônico
 Indecisão
 Constipação, palidez, diminuição do viço da
pele
 Comprometimento nas atividades laborativas e
relacionamentos interpessoais
Depressão - sinopse
 Apatia  Diminuição da auto-estima e
 Hipotimia auto-confiança
 Humor disfórico  Isolamento social
 Redução da concentração  Sentimento da falta de
 Diminuição da libido sentimento
 Variação circadiana  Sentimento de tédio,
aborrecimento crônico
 Alteração de sono  Indecisão
 Alteração de apetite  Constipação, palidez,
 Alteração de peso diminuição do viço da pele
 Perda de interesse e prazer –  Comprometimento nas
anedonia atividades laborativas e
 Perda de energia, fadiga fácil relacionamentos interpessoais
 Retardo psicomotor / agitação  Conteúdo do pensamento
 Idéias prevalentes
 Idéias delirantes
 Temática: ruína, culpa,
hipocondria, niilismo

Depressão e
Comorbidades
 Doença médico sistêmica
concomitante
 Conflitos familiares
 Estressores biopsicossociais recorrentes
 Gravidade de sintomas (psicóticos)
 Má-adaptação social prévia
 Incidência familiar de transtorno de
humor
Quadro Clínico da Mania

 SINAIS E SINTOMAS DA MANIA.


 Idade de início
 Bipolar – picos entre 15 e 19 anos / 20 e 24
anos
 Depressão – idade média de início de 27,4
anos
Quadro Clínico da Mania I

1. AFETO: intenso, amplo, lábil


2. HUMOR: eufórico-expansivo, irritável,
hostil, lábil.
3. PENSAMENTO e FALA:
rápido, sob pressão, fuga de idéias,
associações sonoras, rimas, jogos de
palavras, piadas, grandiosidade
Quadro Clínico da Mania II

4. CONTEÚDO DO PENSAMENTO
temas dominantes:
 religião
 sexo
 negócios/finanças
 perseguição
 novas teorias/invenções
Quadro Clínico da ManiaIII

5. COGNIÇÃO:

 distratibilidade
 movido por estímulos
 atenção de curta duração
 dificuldade de concentração
Quadro clínico da ManiaIV

6. COMPORTAMENTO:
 hiperativo, agitado
 intrusivo, inoportuno
 vulgar, obsceno
 agressivo, ameaçador
 sexualmente provocativo/sedutor
 auto-decoração
 riso, canto, dança, gesticula.
Quadro Clínico da Mania V

7. COMPORTAMENTO SOCIAL:
 extravagâncias
 cheques sem previsão
 gastos exagerados
 viagens súbitas
 presentes
 jogos
Quadro Clínico da ManiaVI

8. SINAIS VEGETATIVOS:

 Insônia (necessidade reduzida de sono)


 Aumento da libido.
 Aumento do apetite.
Episódios de mania - sinopse
 Hipertimia  Aumento da libido
 Disforia  Pobre controle de impulsos
 Aumento da psicomotricidade  Diminuição do sono
 Pressão para o falar / logorréia  Aumento da auto-estima
 Fuga de idéias  Arrogância
 Taquipsiquismo  Heteroagressividade
 Distraibilidade  Tendência a comprar ou dar
 Desinibição / aumento dos seus pertences
contatos sociais indiscriminadamente
 Otimismo excessivo  Conteúdo do pensamento
 Julgamento comprometido /  Idéias sobrevalentes
planos irrealistas  Idéias delirantes
 Aumento da energia  Temática: grandeza
Classificação dos estados
de HUMOR – afetivos

 F 30 - EPISÓDIO MANÍACO
 F30.0 HIPOMANIA
 F30.1 S/ SINTOMAS PSICÓTICOS
 F30.2 C/ SINTOMAS PSICOTICOS
 F30.8 OUTROS
 F30.9 SOE

CID-10
Transtorno Bipolar
 Transtornos Bipolares
Transtorno Bipolar I
Transtorno Bipolar II
Transtorno Ciclotímico

 Epidemiologia Prevalência
Bipolar1,2 %Depressão4,4 %Distimia3,1 %
Weissman e cols. (1988)

 Bipolares
 Risco de recorrência entre 80 a 90%
 13 a 20% evoluirão como cicladores rápidos
Transtornos do Humor I
(afetivos)

 F31 - TRANSTORNO AFETIVO


BIPOLAR
 F31.O EPISÓDIO ATUAL HIPOMANÍACO

 F31.1 MANIA S/ SINTOMAS PSICÓTICOS

 F31.2 MANIA C/ SINTOMAS PSICÓTICOS


 CID-10
Transtornos do HUMOR II
(afetivos)
 F31.3 EPISÓDIO ATUAL DEPRESSIVO
LEVE OU MODERADO C/ ou S/ SINTOMAS
SOMÁTICOS

 F31.4-5 EPISÓDIO ATUAL DEPRES- SIVO


GRAVE C/ ou S/ SINTOMAS PSICÓTICOS.

 F31.6 EPISÓDIO ATUAL MISTO

CID- 10
Transtornos de Humor III
(afetivos)
 F32 EPISÓDIO DEPRESSIVO
 F32. O EPISÓDIO DEPRESSIVO LEVE - S/ ou
C/ SINTOMAS SOMÁTICOS
 F32.1 EPISÓDIO DEPRESSIVO
MODERADO - S/ ou C/ SINTOMAS
SOMÁTICOS
 F32.2/3 EPISÓDIO DEPRESSIVO GRAVE - S/
ou C/ SINTOMAS PSICÓTICOS
 CID -10
Transtorno de Humor IV
(afetivos)
 F-33- TRANSTORNO DEPRESSIVO
RECORRENTE
 F33.0 EPISÓDIO ATUAL LEVE S/ ou C/ SINT. SOMAT.
 F33.1 EPISÓDIO ATUAL MODERADO - “ -
 F33.3/4 EPISÓDIO ATUAL GRAV S/ ou C/ SINTOMAS
PSICÓTICOS.
 F 34 - TRANSTORNOS PERSISTENTES DO
HUMOR.
 CICLOTIMIA
 DISTIMIA
 F 38 - OUTROS
 F 39 - SOE
 CID -10
Depressão X Demência
no idoso- diferenciação
DEPRESSÃO X DEMÊNCIA

 Início  Início
Relativamente rápido Insidioso
 Déficit cognitivo  Déficit cognitivo:
Flutuante Constante
 Memória:  Memória:
Melhora com o tratamento Piora progressivamente
Manifestação de sofrimento: Manifestação de sofrimento:
Sim Não
 Labilidade emocional  Labilidade emocional
Ausente Presente
 Auto-imagem  Auto-imagem
Negativa Não afetada
O Paciente
 O TRATAMENTO VISA O PACIENTE NOS
SEUS MÚLTIPLOS ASPECTOS.
 Leva em consideração a saúde e o bem
estar do paciente.
 Se for necessário, para preservar a sua
própria vida e segurança, deve haver um
período de internação para se conter
uma crise de mania ou de depressão
profundas, bem como a bipolaridade.
Riscos para o paciente
 Suicídio
 Necessidade de avaliação sistemática
 15% dos deprimidos se suicidam
 50% de suicídios motivados por depressão
 indicadores de alta intencionalidade
 comunicação prévia
 mensagens ou cartas de despedida
 planejamento detalhado
 precauções para não ser descoberto
 métodos violentos como armas, etc.
 arrependimento de ter sobrevivido a tentativas anteriores
Formas de TRATAMENTO :
TRANSTORNOS DE HUMOR
 Medicamento – primordial
 Psicoterapia - essencial
 Interdisciplinar - opcional
 Atividades Físicas - importantes
 Atividades Lúdicas - fundamentais
 Familiar – se for benéfico ao paciente
 Internação, se necessário.
Psicoterapias
 Comportamentais e cognitivas
 Intervenções mais diretas e focadas no problema específico do paciente
 Foco nos sintomas
 Psicodinâmica de forma geral – enfoque analítico
 Exploração de mecanismos psicodinâmicos ou inconscientes
 Foco na pessoa e não na doença
 Busca de mudanças em características de personalidade de forma não
diretiva
 Psicanálise
 Psicoterapias Breves, Focais e de Apoio
 Terapias de Grupo
 Terapia Cognitiva
 Esquemas cognitivos interferem na maneira como a informação é
apreendida e processada determinando que partes da informação são
importantes e como a realidade deve ser interpretada
 Unidade central se distorcida → viés básico no processamento da
informação
 Esquemas cognitivos uma vez estabelecidos → resistentes a mudanças

 Na depressão – tríade cognitiva: percepção enviesada e


negativa do eu, do mundo e do futuro
Tratamento medicamentoso
 Antidepressivos tricíclicos
 Inibidores da MAO
 Inibidores seletivos da recaptação de serotonina
 Inibidores seletivos da recaptação de noradrenalina
 Inibidores seletivos da recaptação de serotonina e
noradrenalina
 Inibidores seletivos da recaptação de dopamina e
noradrenalina
 Antidepressivo específico noradrenérgico e serotonérgico
 Mania
 Fase aguda
 Fase de manutenção (transtorno bipolar)
 Carbonato de lítio
 Neurolépticos
 Típicos
 Atípicos
 Estabilizadores do humor
 Carbamazepina, valproato, oxcarbazepina, lamotrigina,
topiramato
Eletroconvulsoterapia – ECT-
segundo a psiquiatria
Condições clínicas nas quais a ECT deve ser
considerada como primeira escolha:
 Depressão com sintomas psicóticos
 Depressão com sintomas de estupor ou catatonia
 Pacientes com risco grave de suicídio
 Pacientes que recusam alimentação com estado
nutricional debilitado
 Pacientes grávidas que necessitam de resposta
terapêutica rápida
 Pacientes com boa e marcante reposta anterior à ECT
 Preferência do paciente.
Tratamento Ortomolecular
sistêmico da depressão I

 Não existe uma única causa para esse quadro, no


geral é uma combinação de diversos fatores. Existem
fatores psicológicos (como uma intensa reação à
perda de uma pessoa querida, por exemplo), fatores
do ambiente (como ter que enfrentar uma situação de
convívio com uma pessoa muito doente ou um
ambiente de trabalho muito difícil), fatores genéticos
(que é a predisposição orgânica que cada pessoa traz
ao nascer), fatores hormonais (como o baixo
funcionamento da tireóide ou desbalanceamento de
outros hormônios) e fatores bioquímicos cerebrais, nos
transmissores químicos do cérebro (Dr. Ciro Masci)
Tratamento Ortomolecular
Sistêmico II
 Assim, acreditamos que a abordagem ideal deva
influenciar tanto nas causas que estão
desencadeando o processo quanto nos seus
sintomas.
O princípio é proporcionar ao organismo um
estado de funcionamento tal que consiga
interromper esse ciclo vicioso e dar início a um
novo ciclo virtuoso, aonde sentimentos tóxicos
sejam substituídos por emoções saudáveis e
comportamentos benéficos.
 Na Medicina Ortomolecular:
Para tanto são utilizadas substâncias como
aminoácidos, vitaminas, mediadores químicos
cerebrais naturais, fitoterápicos e outras medidas
de baixo potencial agressivo. (Dr. Ciro Masci)
Tratamento Clínico Eficaz

 A acupuntura e a homeopatia
podem ser coadjuvantes no processo
de restauração dos transtornos de
humor, visto não serem práticas
invasivas e produzirem uma diferença
significativa na energia do indivíduo, o
que fortalece significativamente os
aspectos físicos, psiquícos, e
emocionais, concomitantes a outras
abordagens terapêuticas.
Bibliografia

Neurobiologia da depressão. Revista Viver Mente&


Cérebro, Edição Especial no. 5, pg. 58 Nemeroff, Charles B.

Transtornos do Humor Louzã - Psiquiatria Básica -


Moreno & Moreno
Quadro clínico. Kaplan-Sadock
“Tratado de Psiquiatria”. Akiskal, Hagop.

 Pesquisa na Internet – Dr. Ciro Masci e outros.