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§ Compreender a fisiologia do vómito e a sua fisiopatologia;

§ Compreender as principais causas e a fisiopatologia da diarreia.


§ Definição: Expulsão oral do conteúdo gastrointestinal resultante de contracções
do intestino e da musculatura da parede toracoabdominal.

Vómito ≠ Regurgitação

§ Estímulo Forte: Irritação excessiva, Hiperdistensão e Hiperexcitação.

§ Sinais Sensoriais: Faringe, Esófago, Estômago e partes superiores do Intestino


Delgado.
§ Coordenação: Tronco encefálico e efetivados por respostas no Intestino, Faringe e
Musculatura somática

Ø Núcleo do trato solitário;


Ø Núcleos dorsais do vago e frénico
Ø Núcleos medulares (regulam
respiração);
Ø Núcleos controlam movimentos
faríngeos, faciais e linguais.

Vias Neurocinina NK1 , Serotonina e Vasopressina


Mecanismos Fisiológicos....

Irritação Gastrointestinal excessiva Ø Inicia-se no íleo;


Hiperdistensão Ø Direção oral (2-3 cm/seg);
Antiperistaltismo Ø Parte Conteúdo do Intestino delgado inferior
regressa ao Duodeno e ao Estômago (3-5
min).
Minutos antes
dos vómitos
Ø Hiperdistensão partes superiores (Duodeno)

Ø Fortes contrações no Duodeno e no Estômago e Ø Fator excitatório


relaxamento parcial do Esfíncter Esofagogástrico;

Ø Estimulação do Centro do Vómito:


Inicia o ato do vómito
Ø Respiração profunda;
Ø Elevação do osso Hioide e da Laringe Ø Contracção diafragmática e da parede
Ø Encerramento da Glote; abdominal (simultâneo)
Ø Elevação do Palato Mole
Ø Relaxamento completo Esfíncter
GastroEsofágico

Ato de vómito
Mecanismos Fisiológicos....

Sinais Nervosos Fármacos (Morfina,


(Assoalho do IV Ato de vómito derivados dos
ventrículo/Quimiorreceptores) Digitálicos)

Estimulação elétrica

Destruição
Mecanismos Fisiológicos....

Centro do Vómito Ato de vómito


Mudanças Direcção

Estimulação
Quimiorrecetores do
Vómito

Recetores do Labirinto
vestibular
(Ouvido Interno)
Cerebelo

Transmissão por via

dos núcleos vestibulares


§ Tratamento: Correção das anomalias remediáveis e hospitalação em casos de
desidratação graves (reposição oral de líquidos impossível)
§ Definição: Eliminação de fezes não moldadas ou anormalmente líquidas com
maior frequência do que o normal.

§ Classificação: Aguda (< 2 semanas), Persistente (2-4 semanas) e Crónica (> 4


semanas).

§ Causas (importantes sequelas fisiológicas):

§ Enterite;
§ Diarreita Psicogénica;
§ Colite Ulcerativa.
Mecanismos Fisiológicos....

§ Inflamação devido a vírus ou bactérias do trato gastrointestinal.


§ Localização anatómica: Intestino Grosso e parte distal do Íleo (mais extensa).

Infecção
Diarreia
ü Lúmen: Grande quantidade de
líquido

ü Fortes movimentos propulsores em


Irritação da mucosa direção ao ânus.
ü Aumento da secreção;
ü Aumento da motilidade
da parede intestinal.
Mecanismos Fisiológicos....

Toxina

Tratamento
Estimula

Secreção excessiva de
eletrólitos e líquido
(Criptas de Lieberkuhn - Íleo
distal e cólon)
Repor com rapidez líquidos e eletrólitos
(via EV)

Antibioterapia

Perda de 10-12L/dia
Mecanismos Fisiológicos....

§ Acompanhada de períodos de tensão nervosa (ex: exames);


§ Causa: Estimulação excessiva do Sistema Nervoso Parassimpático

Estimula intensivamente

ü Motilidade;
ü Excesso de secreção de muco no
cólon distal

Diarreia
Mecanismos Fisiológicos....

§ Causa: Desconhecida (Alérgico/Auto-imune/Infecção Bacteriana Crónica ?? ), mas


hereditárias;
§ Características: áreas extensas das paredes do Intestino Grosso inflamadas e
ulceradas.

Tratamento

ü Aumento excessivo da motilidade


(movimentos em massa); Recessão completa
do cólon
ü Aumento das secreções do cólon

Diarreia Ileostomia
§ Os vómitos é um importante sinal de alterações do sistema gastrointestinal e do
sistema nervoso central.
§ Conhecer o seu mecanismos é importante no acto do cuidar e saber o seu
significado na prática clinica.

§ A diarreia poderá resultar em importante desequilibrio electrolítico que se não for


identificado/tratado poderá resultar numa causa de morte.
§ A diarreia crónica diminui tem um impacto significativo na qualidade de vida dos
doentes e será importante intervir de forma adequada.
§ Hall, J. (2015) Textbook of Medical Physiology. 13ª Ed. Elsevier;

§ Jameson, J. ; Fauci, A.; Kasper, D.; Hauser, S.; Longo, D.; Loscalzo, J. (2018) Harrison´s
Principles of Internal Medicina. 18ª Ed. McGraw-Hill Education