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ROTURA

PREMATURA DE
MEMBRANAS
OVULARES
Amanda Barcelos
Hesse Lima
CASO
CLÍNICO
CASO CLÍNICO
B. S. S., sexo feminino, branca, 17 anos, natural e procedente de Imperatriz-
MA. G1P0A0, IG = 22s2d semanas (segundo USG do 1º trimestre).

Paciente foi admitida no dia 27/09/2019 encaminhada pelo


ultrassonografista com ILA de 1 cm. Sem perdas vaginais.
CASO CLÍNICO
AMP: Nega outras intercorrências durante a gravidez. Nega comorbidades.
Nega alergias.
EXAME FÍSICO: Sem alterações dignas de nota.

DIAGNÓSTICO INICIAL: Oligodrâmnio Severo


OLIGODRÂMNIO
CASO CLÍNICO
Além do USG já realizado, foram solicitados:
HEMOGRAMA: Hb = 10,8 g/dL; Ht= 29,9%; Leucócitos = 9.500
PCR: 2,75
EAS: 2 a 4 leucócitos por campo. Raras céls. epiteliais.
CASO CLÍNICO
Prescrição (5º DIH):

1.Dieta livre
2.SF 0,9% 500 mL EV 8/8 horas
3.Dipirona + AD 2:10 ml EV 6/6h SOS
4.Observar contrações e perdas vaginais
5.BCF 4/4 h
CASO CLÍNICO
7º DIH, IG 22s5d
USGO (02/10): ILA 4cm. IG 22s 2d. Sem outras alterações.
Paciente referiu perda mínima de líquido claro vaginal. MF+.

1.Dieta livre + Alta ingesta hídrica


2.SF 0,9% 2000mL EV 30gts/min
3.Observar contrações e perdas vaginais
4.BCF 4/4 h
5. Hemograma, PCR e EAS
CASO CLÍNICO
13º DIH, IG 24s
USG morfológico (07/10): ILA 10mm. IG 23s 2d. Sem outras alterações.
Paciente referia ainda perda mínima de líquido claro vaginal, principalmente
aos esforços. MF+.
Hemograma, PCR e EAS sem alterações significativas.

1.Dieta livre + Alta ingesta hídrica


5.Observar contrações e perdas
2.SF 0,9% 500mL EV 6/6h
vaginais
3.Buscopan Composto 1 amp + AD
6. SSVV 6/6h
8/8h SOS
7. BCF 4/4H
4.Dexametasona 6mg IM 12/12h
CASO CLÍNICO
15º DIH, IG 24s 2d
Paciente referiu importante perda de líquido em calcinha.
Ao exame especular foi observado perda de líquido à Manobra de Valsalva.
Fez 4 doses de Dexametasona.
DIAGNÓSTICOS: Oligodrâmnio severo + RPMO

1.Dieta livre
2.SF 0,9% 500mL EV 6/6h
3.Buscopan Composto 1 amp + AD 8/8h SOS
4.Ceftriaxone 1g EV de 12/12h
5. SSVV 6/6h
CASO CLÍNICO
22º DIH, IG 25s2d
USGO (17/10): ILA 2cm. IG 23s 2d. Sem outras alterações.
Paciente continua referindo perda de líquido claro vaginal. MF+.

1.Dieta livre + Alta ingesta hídrica 5.Observar contrações e perdas


2.SF 0,9% 500mL EV 6/6h vaginais
3.Buscopan Composto 1 amp + AD 6. SSVV 6/6h
8/8h SOS 7. BCF 4/4H
4. Natazy DHA 1cp VO 1x/dia (com paciente)
CASO CLÍNICO
27º DIH, IG 26s
USGO (21/10): ILA 4cm. IG 23s 2d. Sem outras alterações.
Paciente continua referindo perda de líquido claro vaginal. MF+.

1.Dieta livre + Alta ingesta hídrica 5. Ranitidina 1 amp + AD EV 12/12h


2.SF 0,9% 500mL EV 6/6h 6. Dramin B6 1 cp VO 12/12h (com
3. Plasil 1cp + AD EV lento SOS paciente)
4. Natazy DHA 1cp VO 1x/dia 7. Observar contrações e perdas vaginais
(com paciente) 8. CCGG 6/6h + BCF 4/4H
RPMO
Rotura Prematura de Membranas
DEFINIÇÃO
● TAMBÉM CONHECIDO COMO AMNIORREXE PREMATURA OU REPREME
● PODE SER DISTINGUIDA EM :
○ PREMATURA <37 SEMANAS
○ PRECOCE : INÍCIO DO TRABALHO DE PARTO
○ OPORTUNO: NO FINAL DA FASE DE DILATAÇÃO
○ TARDIA: FINAL DO PERÍODO EXPULSIVO, ( AO NASCER: EMPELICADO)
ETIOLOGIA
● PRINCIPAL ETIOLOGIA ASSOCIADA É A INFLAMAÇÃO DEVIDA A INFECÇÃO
(40%), AÇÃO DE ENZIMAS PROTEOLÍTICAS E POSTERIOR
ENFRAQUECIMENTO DAS MEMBRANAS
● PARTICIPAM DO PROCESSO MEDIADORES INFLAMATÓRIOS COMO
INTERLEUCINA-1, INTERLEUCINA-6 E FATOR DE NECROSE TUMORAL
● DIMINUIÇÃO DO FOSFATIDILINOSITOL NAS MEMBRANAS
● E. COLI
● STREPTO GRUPO B
● GERDENELA
VARGINALIS
● CHLAMYDIA
FATORES DE RISCO
● ESTRESSE
● FADIGA OCUPACIONAL
● DISTENSÃO UTERINA
● FATORES CERVICAIS
● INFECÇÃO
● PLACENTA PATOLÓGICA
DIAGNÓSTICO
● EXAME FÍSICO + HISTÓRIA CLÍNICA :
○ RELATA OCORRÊNCIA DE LÍQUIDO TRANSPARENTE OU AMARELADO DE GRANDE MONTA:
ESCORRE PELAS PERNAS, MOLHA ASSENTOS E ROUPAS.
○ EXAME FÍSICO : ESPECULAR OBSERVAR SAÍDA DE LÍQUIDO PELO COLO OU ACUMULADO
EM FUNDO DE SACO; MOBILIZAÇÃO FETAL EM ABDOME MATERNO OBSERVANDO SE HÁ
SAÍDA DE LÍQUIDO EM COLO (MANOBRA DE TARNIER)
○ TOQUE VAGINAL É IMPORTANTE NAS PACIENTE EM TRABALHO DE PARTO MAS DEVE SER
EVITADO PELO RISCO DE INFECÇÃO
DIAGNÓSTICO
● EXAMES COMPLEMENTARES:
○ DETECÇÃO DO PH VAGINAL: BASAL 4,5
-5,5. LA:6,5-7,5
○ TESTE DO PAPEL DE NITRAZINA : FITA DE
MEDIÇÃO DE pH COM AMOSTRA DE
COLEÇÃO DE FUNDO DE SACO
POSTERIOR
○ TESTE FENOL VERMELHO: TAMPÃO +
SOLUÇÃO REAGENTE
DIAGNÓSTICO
● EXAME COMPLEMENTAR
○ TESTE AZUL DE NILO: , CÉLULAS FETAIS, CÉLULAS DA EPIDERME FETAL (POLIGONAIS),
ORANGIOFILAS APÓS TRATAMENTO COM CORANTE. (sensível e acessível)
○ TESTE DA CRISTALIZAÇÃO DA SECREÇÃO VAGINAL: COLETA DE LÍQUIDO APLICADO SOB
LÂMINA QUE APRESENTAR PADRÃO ARBORIFORME É POSITIVO PARA RUPREME
DIAGNÓSTICO
● EXAME COMPLEMENTAR
○ USG OBSERVA O ÍNDICE DO LÍQUIDO AMNIÓTICO: OLIGODRAMNIA: ILA < 5 CM MAIOR
BOLSÃO VERTICAL < 2 CM ( POUCO ESPECÍFICO PORÉM ACESSÍVEL)
○ AMNISURE:DETECTA A PROTEÍNA ALFA MICROGLOBULINA PLACENTÁRIA NO
FLUIDO VAGINAL (PAMG-1).
COMPLICAÇÕES RPMO
MANEJO RPMO
● IDADE GESTACIONAL
● PRESENÇA DE INFECÇÃO
● AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL
● PRESENÇA OU NÃO DE TRABALHO DE PARTO.
MANEJO RPMO
● NA PRESENÇA DE INFECÇÃO É OBRIGATÓRIA A INTERRUPÇÃO,
INDEPENDENTE DA IG (solicitar periodicamente HMG + PCR)
○ *FEBRE (>37.8ºC) PODE SER O ÚNICO SINAL CONFIÁVEL ASSOCIADO Á 2 OU
MAIS:
■ Leucocitose materna (leucometria > 15.000 cels/mm3 ).
■ Taquicardia materna (> 100 bpm).
■ Taquicardia fetal (> 160 bpm).
■ Sensibilidade uterina.
■ Líquido amniótico com odor fétido
○ AMPICILINA (2 G IV 6/6 HORAS) E GENTAMICINA (5 MG/KG POR DIA OU 1,5
MG/KG 8/8 HORAS)
○ CLINDAMICINA 900 MG IV 8/8H OU METRONIDAZOL 500 MG IV 8/8H

*Ministério da Saúde 2012


MANEJO RPMO
IG MAIOR OU IGUAL A 34 SEMANAS

● Conduta ativa, interrupção da gravidez


○ Não está indicado tocólise ou corticóide
○ Avaliação contínua da vitalidade fetal e presença de
infecção
● No a termo ATB só para profilaxia de GBS
MANEJO RPMO
● IG>24S E <34
● HOSPITALIZADA, EM REPOUSO, COM HIDRATAÇÃO ABUNDANTE.
● INFECÇÃO, SOFRIMENTO FETAL OU METROSSÍSTOLES,
○ CURVA TÉRMICA,
○ HEMOGRAMA SERIADO (DUAS VEZES POR SEMANA),
○ PROTEÍNA C REATIVA OU VHS (SE DISPONÍVEL)
○ AUSCULTA FETAL,
○ CARDIOTOCOGRAFIA
● ESTÁ INDICADA A TOCÓLISE E CORTICOTERAPIA
● ATB ESTÁ ASSOCIADO A ÍNDICES MENORES DE MORBIMORTALIDADE
MATERNO INFANTIL:
○ AMPICILINA 2 G IV A CADA 6 HORAS POR 48 HORAS + AZITROMICINA 1 G VO DOSE ÚNICA
SEGUIDO DE AMOXICILINA 500 MG 8/8 HORAS POR MAIS 5 DIAS
MANEJO RPMO
IG<24 S

● SOBREVIDA É BASTANTE BAIXA NOS FETOS


● A CORIOAMNIONITE ATINGE RAZOÁVEL PARCELA DAS GESTAÇÕES E A
FREQUÊNCIA DE SEQUELAS NEUROLÓGICAS É CONSIDERAVELMENTE
ELEVADA
● DECISÃO DEVE SER TOMADA EM CONSENSO COM A FAMÍLIA EXPLICANDO
OS RISCOS DE MANTER A GESTAÇÃO (POSSIBILIDADE DE SEPSE,
INVIABILIDADE FETAL ETC)
● ALGUNS AUTORES SUGEREM CONDUTA DOMICILIAR C/ REPOUSO
ABSOLUTO E CONTROLE TÉRMICO RIGOROSO
OBRIGAD
O