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PSICANÁLISE E SAÚDE

PÚBLICA

•PSICÓLOGO/PSICANALISE
•CLÓVIS COUTO BARRETO JÚNIOR
•CRP-03/13147
•PÓS GRADUADO: SAÚDE MENTAL E
ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
PSICANÁLISE E SAÚDE
PÚBLICA

•CONTEXTO SOCIO HISTORICO:


•1923 (CAP)
•1932 (IAPS)
•1965 (INPS)
•1970 (REFORMA SANITÁRIA)
•1977 (SINPAS)
•1982 (IPAIS)
•1986 (VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE)
•1987(CRIAÇÃO DOS SUDS)
•1988 (CONSTITUIÇÃO CIDADÃ)
•1990 (CRIAÇÃO DO SUS)
•A PSICANALISE E O SUS
A CONSTRUÇÃO DO SUS COMO POLÍTICA
PÚBLICA: AVANÇOS E IMPASSES
ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA (1923)

CRIAÇÃO DA (CAP) A LEI ELOY CHAVES CRIA AS CAIXAS DE


APOSENTADORIAS E PENSÕES (CAP).EM UM CONTEXTO DE RÁPIDO
PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO E ACELERADA URBANIZAÇÃO, A LEI VEM
APENAS CONFERIR ESTATUTO LEGAL A INICIATIVAS JÁ EXISTENTES DE
ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES POR FÁBRICAS, VISANDO GARANTIR
PENSÃO EM CASO DE ALGUM ACIDENTE OU AFASTAMENTO DO TRABALHO
POR DOENÇA, E UMA FUTURA APOSENTADORIA. COM AS “CAIXAS”, SURGEM
AS PRIMEIRAS DISCUSSÕES SOBRE A NECESSIDADE DE SE ATENDER A
DEMANDA DOS TRABALHADORES. NASCEM NESSE MOMENTO COMPLEXAS
RELAÇÕES ENTRE OS SETORES PÚBLICO E PRIVADO QUE PERSISTIRÃO NO
SEU FUTURO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.
MÓDULO POLÍTICO GESTOR
• (1932)-CRIAÇÃO DOS INSTITUTOS DE APOSENTADORIA E PENSÕES
(IAPS) OS IAPS FORAM CRIADOS NO ESTADO NOVO DE GETÚLIO
VARGAS. OS INSTITUTOS PODEM SER VISTO COMO RESPOSTA, POR
PARTE DO ESTADO, ÀS LUTAS E REIVINDICAÇÕES DOS
TRABALHADORES NO CONTEXTO DE CONSOLIDAÇÃO DOS
PROCESSOS DE INDUSTRIALIZAÇÃO E URBANIZAÇÃO BRASILEIROS.
ACENTUA-SE O COMPONENTE DE ASSISTÊNCIA MÉDICA, EM PARTE
POR MEIO DE SERVIÇOS PRÓPRIOS, MAS, PRINCIPALMENTE, POR MEIO
DA COMPRA DE SERVIÇOS DO SETOR PRIVADO.

• (1965)-CRIAÇÃO DO INSTITUTO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL


(INPS) RESULTOU DA UNIFICAÇÃO DOS IAPS, NO CONTEXTO DO
REGIME AUTORITÁRIO DE 1964, VENCENDO AS RESISTÊNCIAS A TAL
UNIFICAÇÃO POR PARTE DAS CATEGORIAS PROFISSIONAIS QUE
TINHAM INSTITUTOS MAIS RICOS. O INPS CONSOLIDA O COMPONENTE
ASSISTENCIAL, COM MARCADA OPÇÃO DE COMPRA DE SERVIÇOS
ASSISTENCIAIS DO SETOR PRIVADO, CONCRETIZANDO O MODELO
ASSISTENCIAL HOSPITALOCÊNTRICO, CURATIVISTA E MÉDICO-
CENTRADO, QUE TERÁ UMA FORTE PRESENÇA NO FUTURO SUS.
REFORMA SANITÁRIA 1970
• O MOVIMENTO DA REFORMA SANITÁRIA NASCEU NO CONTEXTO
DA LUTA CONTRA A DITADURA, NO INÍCIO DA DÉCADA DE 1970. A
EXPRESSÃO FOI USADA PARA SE REFERIR AO CONJUNTO DE
IDEIAS QUE SE TINHA EM RELAÇÃO ÀS MUDANÇAS E
TRANSFORMAÇÕES NECESSÁRIAS NA ÁREA DA SAÚDE.
• GRUPOS DE MÉDICOS E OUTROS PROFISSIONAIS PREOCUPADOS
COM A SAÚDE PÚBLICA DESENVOLVERAM TESES E INTEGRARAM
DISCUSSÕES POLÍTICAS. ESTE PROCESSO TEVE COMO MARCO
INSTITUCIONAL A 8ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE,
REALIZADA EM 1986. ENTRE OS POLÍTICOS QUE SE DEDICARAM A
ESTA LUTA ESTÁ O SANITARISTA SERGIO AROUCA.
• AS PROPOSTAS DA REFORMA SANITÁRIA RESULTARAM,
FINALMENTE, NA UNIVERSALIDADE DO DIREITO À SAÚDE,
OFICIALIZADO COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 E A
CRIAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS).
MÓDULO POLÍTICO GESTOR
• (1977)-CRIAÇÃO DO SINPAS E DO INAMPS EM 1977 FOI CRIADO O
SISTEMA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL
(SINPAS), DENTRO DELE, O INSTITUTO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA
MÉDICA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (INAMPS), QUE PASSA A SER O
GRANDE ÓRGÃO GOVERNAMENTAL PRESTADOR DA ASSISTÊNCIA
MÉDICA – BASICAMENTE À CUSTA DE COMPRA DE SERVIÇOS MÉDICO-
HOSPITALARES E ESPECIALIZADOS DO SETOR PRIVADO. É POSSÍVEL
DIZER QUE TAL LÓGICA DO INAMPS, QUE SOBREVIVEU COMO ÓRGÃO
ATÉ A CRIAÇÃO DO SUS, AINDA SE REPRODUZ NO INTERIOR DO
SISTEMA ÚNICO, MESMO PASSADOS 20 ANOS DESDE SUA CRIAÇÃO.

• POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NO BRASIL


• (1982)- IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE AÇÕES INTEGRADAS DE
SAÚDE (IPAIS), QUE DAVA PARTICULAR ÊNFASE NA ATENÇÃO
PRIMÁRIA, SENDO A REDE AMBULATORIAL PENSADA COMO A “PORTA
DE ENTRADA” DO SISTEMA. VISAVA A INTEGRAÇÃO DAS
INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DA SAÚDE MANTIDAS PELAS DIFERENTES
ESFERAS DE GOVERNO, EM REDE REGIONALIZADA E
HIERARQUIZADA.
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NO
• (1986)-VIII CONFERÊNCIA BRASIL
NACIONAL DE SAÚDE, COM INTENSA
PARTICIPAÇÃO SOCIAL, DEU-SE LOGO APÓS O FIM DA DITADURA
MILITAR INICIADA EM 1964, E CONSAGROU UMA CONCEPÇÃO
AMPLIADA DE SAÚDE E O PRINCÍPIO DA SAÚDE COMO DIREITO
UNIVERSAL E COMO DEVER DO ESTADO; PRINCÍPIOS ESTES QUE
SERIAM PLENAMENTE INCORPORADOS NA CONSTITUIÇÃO DE 1988.

• (1987)-CRIAÇÃO DOS SUDS NESSE ANO FORAM CRIADOS SISTEMAS


UNIFICADOS E DESCENTRALIZADOS DE SAÚDE (SUDS) QUE TINHAM
COMO PRINCIPAIS DIRETRIZES: UNIVERSALIZAÇÃO E EQUIDADE NO
ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE; INTEGRALIDADE DOS
CUIDADOS ASSISTENCIAIS; DESCENTRALIZAÇÃO DAS AÇÕES DE
SAÚDE; IMPLEMENTAÇÃO DE DISTRITOS SANITÁRIOS. TRATA-SE DE
UM MOMENTO MARCANTE, POIS, PELA PRIMEIRA VEZ, O GOVERNO
FEDERAL COMEÇOU A REPASSAR RECURSOS PARA OS ESTADOS E
MUNICÍPIOS AMPLIAREM SUAS REDES DE SERVIÇOS,
PRENUNCIANDO A MUNICIPALIZAÇÃO QUE VIRIA COM O SUS.
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NO
BRASIL
• (1988)-CONSTITUIÇÃO CIDADÃ EM 1988, FOI APROVADA A “CONSTITUIÇÃO
CIDADÔ, QUE ESTABELECE A SAÚDE COMO “DIREITO DE TODOS E DEVER DO
ESTADO” E APRESENTA, NA SUA SEÇÃO II, COMO PONTOS BÁSICOS: “AS
NECESSIDADES INDIVIDUAIS E COLETIVAS SÃO CONSIDERADAS DE INTERESSE
PÚBLICO E O ATENDIMENTO UM DEVER DO ESTADO; A ASSISTÊNCIA MÉDICO-
SANITÁRIA INTEGRAL PASSA A TER CARÁTER UNIVERSAL

• (1990)-CRIAÇÃO DO SUS A CRIAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) SE


DEU ATRAVÉS DA LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990, QUE “DISPÕE
SOBRE AS CONDIÇÕES PARA A PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DA
SAÚDE, A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS
CORRESPONDENTES". PRIMEIRA LEI ORGÂNICA DO SUS DETALHA OS
OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES; OS PRINCÍPIOS E DIRETRIZES; A ORGANIZAÇÃO,
DIREÇÃO E GESTÃO, A COMPETÊNCIA E ATRIBUIÇÕES DE CADA NÍVEL
(FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL); A PARTICIPAÇÃO COMPLEMENTAR DO
SISTEMA PRIVADO; RECURSOS HUMANOS; FINANCIAMENTO E GESTÃO
FINANCEIRA E PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO.
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
• O ATUAL SUS TEM UMA VERTENTE IMPORTANTE NA
SUA CONSTITUIÇÃO QUE É AQUELA CONSTITUÍDA
PELAS POLÍTICAS DE COMBATE ÀS GRANDES
ENDEMIAS QUE INAUGURAM A GENEALOGIA DAS
POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL, AINDA NO FINAL DO
SÉCULO XIX.

• O SUS TRANSFORMOU-SE NO MAIOR PROJETO


PÚBLICO DE INCLUSÃO SOCIAL EM MENOS DE DUAS
DÉCADAS: 110 MILHÕES DE PESSOAS ATENDIDAS POR
AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE EM 95% DOS
MUNICÍPIOS E 87 MILHÕES ATENDIDOS POR 27 MIL
EQUIPES DE SAÚDE DE FAMÍLIA
VÍDEO
A PSICANALISE E O SUS

• A PARTIR DA REFORMA SANITÁRIA, NA DÉCADA DE 1970, E DA CRIAÇÃO DO SUS, EM


1988, OS SERVIÇOS AMBULATORIAIS FORAM FORTALECIDOS NO BRASIL. CONSTITUÍDOS
POR EQUIPES INTERDISCIPLINARES, A PRESENÇA DO PSICANALISTA É NELES CADA VEZ
MAIS COMUM. ENTRETANTO, AINDA QUE DIVERSAS ÁREAS CIENTÍFICAS SE FAÇAM
PRESENTES NAS EQUIPES AMBULATORIAIS, A HEGEMONIA MÉDICA É INDISCUTÍVEL, O
QUE MUITAS VEZES CULMINA EM DIFICULDADES PARA A PRÁTICA DO PSICANALISTA.
COM ISSO, A VIABILIDADE DA CLÍNICA PSICANALÍTICA NOS AMBULATÓRIOS
BRASILEIROS É CONSTANTEMENTE QUESTIONADA E AMEAÇADA, POIS SÃO INÚMERAS
AS DIVERGÊNCIAS ENTRE AS DEMANDAS INSTITUCIONAIS E O TRABALHO ANALÍTICO.
A PSICANALISE E O SUS

• O CENÁRIO DA CLÍNICA PSICANALÍTICA ALUDE À PRÁTICA TERAPÊUTICA DE UM


PSICANALISTA, NÃO SE RESTRINGINDO, PORTANTO AO EXERCÍCIO DA CLÍNICA PRIVADA.
ENTENDE-SE, ASSIM, SER PERFEITAMENTE PLAUSÍVEL AFIRMAR A CONDIÇÃO DE
ESCUTA NOS CENÁRIOS QUE EXTRAPOLAM A CLÍNICA TIDA COMO TRADICIONAL.

• AO RETOMAR ASPECTOS CONCERNENTES AO ENSINO E FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE,


POLI (2008) SALIENTA QUE AS INSTITUIÇÕES PSICANALÍTICAS NECESSITAM
CONTEMPLAR, ALÉM DA TAREFA DA TRANSMISSÃO, O DEVER DE REPENSAR SEUS
LIMITES, A FIM DE QUE OS MOVIMENTOS CONTEMPORÂNEOS TENHAM LUGAR EFETIVO E
POSSAM GERAR IMPORTANTES CONSEQUÊNCIAS PARA A FORMULAÇÃO E
SUSTENTAÇÃO DO DISCURSO PSICANALÍTICO.
PSICANALISE X “SAÚDE COLETIVA” E “SAÚDE
PÚBLICA”:

• JUSTIFICANDO QUE A ÁREA DA SAÚDE CARECE DA ABORDAGEM PSICANALÍTICA PARA


PROMOVER A ANÁLISE DE VÁRIAS QUESTÕES COM AS QUAIS SE DEFRONTA
ROTINEIRAMENTE. NESSE PONTO, MOSTRA-SE PERTINENTE A DIFERENCIAÇÃO
CONCEITUAL ENTRE “SAÚDE COLETIVA” E “SAÚDE PÚBLICA”: A SAÚDE COLETIVA É
COMPREENDIDA COMO UM CAMPO CIENTÍFICO NO QUAL OPERAM DISTINTAS
DISCIPLINAS QUE PRODUZEM CONHECIMENTOS E PRÁTICAS SOBRE A SAÚDE,
CONTEMPLANDO-A SOB VÁRIOS ÂNGULOS. JÁ, POR SAÚDE PÚBLICA, ENTENDE-SE A
CIÊNCIA DE PREVENIR A DOENÇA E A INCAPACIDADE, COM OS OBJETIVOS DE
PROLONGAR A VIDA E PROMOVER A SAÚDE FÍSICA E MENTAL DA POPULAÇÃO, A PARTIR
DE ESFORÇOS ORGANIZADOS DA COMUNIDADE E DA SOCIEDADE (PAIN & FILHO, 1998).
“A INSERÇÃO DA PSICANÁLISE NO CONTEXTO DA SAÚDE PÚBLICA:
POSSIBILIDADES E DESAFIOS NO CAMPO DA SAÚDE MENTAL”

• MEDIANTE A CONSTATAÇÃO CONTEMPORÂNEA DE UM RETORNO À VALORIZAÇÃO DAS


EXPLICAÇÕES ETIOLÓGICAS DE CUNHO ORGANICISTA E DA MEDICALIZAÇÃO COMO
TERAPÊUTICA PRINCIPAL FRENTE ÀS PATOLOGIAS PSÍQUICAS, APRESENTA-SE A
PSICANÁLISE COMO UMA DISCIPLINA QUE EXPLICITA IMPORTANTE RUPTURA
EPISTEMOLÓGICA E DIVERSIFICA A CONCEPÇÃO DE PSICOPATOLOGIA E SUA
TERAPÊUTICA. NA CONTRAMÃO DO CIRCUITO QUE DEIXA O SUJEITO À MARGEM,
SUSTENTA-SE A PSICANÁLISE E SUA ÉTICA DE PRIORIZAR A FALA DE UM SUJEITO
SINGULAR NA CONSTRUÇÃO DE SUAS POSSIBILIDADES DE AUTONOMIA E LIBERDADE.
O LUGAR DA PSICANALISE

• QUINET (2006/2009) ASSINALA A IMPORTÂNCIA DE SE INCLUIR O SUJEITO NO


TRATAMENTO: A INCLUSÃO DO SUJEITO NO TRATAMENTO TEM DUAS VERTENTES QUE
DEVEM CAMINHAR JUNTAS: POR UM LADO A INCLUSÃO DO SUJEITO DO INCONSCIENTE,
COM SUA FALA, SUA HISTÓRIA E SEUS SINTOMAS, MANIFESTAÇÕES DE SUA
SINGULARIDADE. ISSO SIGNIFICA INCLUIR O SUJEITO NO SABER SOBRE SUA
PATOLOGIA, SEU PATHOS, SEU PADECIMENTO. POR OUTRO LADO, INCLUIR O SUJEITO
NO TRATAMENTO É FAZÊ-LO CORRESPONSÁVEL POR ELE, SOLICITANDO DO SUJEITO
SEU COMPROMETIMENTO, A COMEÇAR PELO RECONHECIMENTO DA “ESCOLHA” DE SUA
PATOLOGIA. ESSA INCLUSÃO SE OPÕE A PATERNALIZÁLO OU PRESTAR-LHE CUIDADOS
DE MATERNAGEM. (P. 49)
O LUGAR DA PSICANALISE

• A PSICANÁLISE É A SOLUÇÃO COM QUE PODEM


CONTAR AQUELES QUE BUSCAM UM ALÍVIO PARA
SEU SOFRIMENTO PSÍQUICO EM UNIDADES
PÚBLICAS DE SAÚDE, DA MESMA MANEIRA QUE
MUITAS VEZES TAMBÉM NÃO O É NOS
CONSULTÓRIOS PRIVADOS. NO ENTANTO,
COLOCAMOS EM QUESTÃO QUE EM DEFESA DO
COLETIVO, DE UMA POPULAÇÃO OU DE UMA
CLASSE NO CASO, A TRABALHADORA, SE NEGUE
AOS SUJEITOS QUE A COMPÕE O DIREITO DE
SEREM ESCUTADOS NA SUA SINGULARIDADE.