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Aula 11 – Obrigações condicionais (29/09/2020)

Classificação ➢
Introdução
Do que foi visto até aqui, é possível classificar as obrigações:
➢ POSITIVAS - NEGATIVAS
➢ DAR - FAZER - NÃO FAZER
➢ DAR: COISA CERTA – COISA INCERTA; DAR - RESTITUIR
➢ FAZER: Fungíveis e Infungíveis (personalíssimas)
Classificação
➢ ALTERNATIVAS (ou disjuntivas) – CUMULATIVAS ( ou
conjuntiva) – FACULTATIVAS (com faculdade alternativa) –
SIMPLES
➢ MOMENTÂNEA (instantânea, transitória, transeunte) –
DIFERIDA - DE EXECUÇÃO CONTINUADA (duradoura, contínua, de
trato sucessivo, periódica)
Classificação
• SIMPLES - singularidade de objetos – um credor, um devedor,
uma prestação.
• COMPOSTA :
a) Por multiplicidade objetiva [cumulativas ou conjuntivas/
alternativas ou disjuntivas / facultativas.
b) ] b) Por multiplicidade subjetiva [divisíveis/ indivisíveis/
solidária.] – Antes veremos: quanto aos elementos acidentais.
E, depois, veremos outros parâmetros de classificação.
Quanto elementos acidentais
➢ Introdução (elementos naturais x acidentais)
Elementos acidentais consistem em estipulações acessórias,
que as partes podem facultativamente adicionar ao negócio,
como a condição, o termo e o encargo ou modo (CC, arts.
121, 131 e 136).
CONDICIONAIS

OBRIGAÇÃO CONDICIONAL
✓ Subordinação VOLUNTÁRIA a evento FUTURO e INCERTO
(art. 121)
✓ A eficácia depende do acontecimento (condição) incerto
(incerteza objetiva) e futuro ( ≠ condições IMPRÓPRIAS)
✓ As condições podem ser classificadas quanto:
A. efeito do negócio : perplexas (122, 2ª parte)
B. À possibilidade: Fisicamente (im)possíveis.
Juridicamente (im)possíveis Ver art. 123 e 124
C. À fonte:
1. Casuais - acaso / fortuito
2. Potestativas – vontade de um dos contraentes:
① Puramente potestativas - ilícitas – art. 122, 3ª parte

② Simplesmente potestativas: Vontade de uma das partes +


circunstância que foge ao seu controle
3. Promíscuas
4. Mistas

Maria Helena Diniz x Flávio Tartuce: Diniz: “Mistas, que


decorrem, deliberadamente, em parte da vontade e em parte
de elemento casual, que pode ser até mesmo a vontade de
terceiro, alheio à relação obrigacional. P. ex.: doação de uma
apartamento a Pedro se ele constituir sociedade com João.
” TARTUCE: “Condições mistas – são aquelas que dependem,
ao mesmo tempo, de um ato volitivo, somado a um evento
natural. Exemplo: dou-lhe um veículo se você cantar amanhã,
desde que esteja chovendo durante o espetáculo.”
c. Ao modo de atuação
✓ SE implementada a condição, NASCE ou EXTINGUE-SE a
obrigação. Nesse sentido, a condição pode ser:
a. Suspensiva – se implementada, nasce a obrigação ou
direito.
b. Resolutiva - se implementada, extingue-se a obrigação ou
direito.
As condições podem ser consideradas em três estados :
• Implementadas

• Frustradas

• Pendentes

A TERMO
➢ OBRIGAÇÃO A TERMO
✓ Subordinação VOLUNTÁRIA a evento FUTURO e CERTO (art.
121)
✓ Termo é o dia em que começa ou se extingue a eficácia do
negócio jurídico A TERMO
✓ Termo inicial (dies a quo) ou suspensivo – fixa o momento
de início da eficácia do negócio – art. 131
✓ Termo final (dies ad quem) ou resolutivo – fixa a data de
cessação do efeitos do ato negocial – art. 135 ART. 397 – CC
➢ OBRIGAÇÃO A TERMO
✓ Termo CERTO – é sabida a data do acontecimento
(dd/mm/ aaaa ou “daqui a 1 ano, etc.)
✓ Termo INCERTO – não se sabe a data, embora se saiba que
vai acontecer (por isso não é CONDIÇÃO, pois esta é incerta) –
ex.: quando eu receber meu salário…)
A TERMO
Ementa: COBRANÇA - CORREÇÃO PELO IGP-M/FGV -
POSSIBILIDADE - JUROS - MORA EX RE - TERMO INICIAL -
INTELIGÊNCIA DO ART. 397 DO CC - É válida a cláusula
contratual que estabelece a correção monetária pela taxa do
IGP-M/ FGV, a incidir sobre parcelas de semestralidade
escolar em mora. - A falta de pagamento das mensalidades,
por se tratar de obrigação positiva e líquida, constitui o
devedor em mora, independentemente de interpelação do
credor, contando-se o termo inicial dos juros moratórios da
data dos respectivos vencimentos, consoante dispõe o art.
397 do NCCB. – (TJ MG 100240758695520011 MG
1.0024.07.586955-2/001(1)
CONCLUSÃO
Flávio Tartuce - Manual de Direito Civil – Vol. único – 2017 ,
pag. 218:
“Quanto à origem: CASUAIS ou CAUSAIS : são aquelas que
têm origem em eventos naturais, em fatos jurídicos strictu
sensu. Exemplo: se alguém se compromete a vender um bem
a outrem caso chova.” Idem:
TARTUCE, Flávio. Direito civil v. 1: lei de introdução e parte
geral / Flávio Tartuce. – 14. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de
Janeiro: Forense, 2018. p. 395

Avaliação
(INAZ do Pará - 2018 - CREFITO-16ª Região -MA – Advogado)

Mário Alencar, estilista famoso no cenário das celebridades,
foi contratado pela atriz de sucesso Beatriz Varela para criar e
costurar seu vestido de noiva que seria utilizado no dia do
casamento. A partir da hipótese narrada, assinale a afirmativa
correta:
A) A relação obrigacional descrita tem como sujeito ativo
Mário e sujeito passivo Beatriz em torno de uma obrigação
cujo objeto imediato consiste em uma obrigação de fazer,
fungível e que tem por fonte imediata a lei e fonte mediata
o bem da vida desejado por Beatriz, que no caso é o
vestido de casamento.
B) A relação obrigacional descrita tem como sujeito ativo
Beatriz e sujeito passivo Mário, em torno de uma obrigação
que consiste em uma obrigação de fazer, fungível e o objeto
mediato, o vestido de noiva e que tem por fonte imediata a
lei e fonte mediata o contrato.
C) O conflito obrigacional descrito tem como sujeito ativo
Beatriz e sujeito passivo Mário, em torno de uma obrigação
que consiste em uma obrigação de fazer, infungível e o
objeto mediato, o vestido de noiva e que tem por fonte
imediata a lei e fonte mediata o contrato.
D) Não houve relação obrigacional neste caso.
E) Por ser o vestido de noiva bem fungível, a relação
obrigacional está eivada de nulidade

Aula 17 – classificação das Obrigações (01/10/2020)

Aula 17 – classificação das Obrigações (01/10/2020)


Introdução/ revisão
Na aula passada vimos as obrigações condicionais e suas várias
classificações. A última classificação vista diferencia as condições
suspensivas das resolutivas. As primeiras, quando
implementadas, faz nascer a obrigação ou direito. (por isso o art.
125 do CC diz que enquanto não verificada a condição, não se
terá o direito). As últimas, se implementadas, tem o efeito de
extinguir a obrigação ou direito, nesse sentido o art. 127 diz que,
enquanto não realizadas tais condições, vigorará o negócio.
CONDICIONAIS As condições podem ser consideradas em três
estados:
• Implementadas – a verificação da condição, ou seja, se
implementada, pode se dizer que o evento futuro e incerto (a
condição) aconteceu.
• Frustradas – nesse caso a condição não se realizou (e nem
pode mais se realizar)
• Pendentes – a condição ainda não se realizou, mas ainda pode!

Veja um exemplo para entender os três estados:


“Fulano prometeu fazer uma doação para cicrano se, na
assembleia nº 30 do consórcio que participa, for
complementado.”
• Implementadas – fulano foi contemplado na assembleia nº 30.
• Frustradas – passou a assembleia nº 30 e fulano não foi
contemplado, não importando se será na de nº 31.
• Pendentes – não chegou ainda à assembleia nº 30. Fulano
ainda pode ser contemplado. Se foi contemplado na nº 29, a
condição é frustrada, pois não mais poderá acontecer (na de nº
30.

A TERMO ➢
OBRIGAÇÃO A TERMO – Termo é o dia em que começa ou se
extingue a eficácia do negócio jurídico - as partes subordinam os
efeitos do negócio jurídico a um evento futuro e certo. Exemplo:
Fulano se compromete a entregar o bem vendido no dia 10/04;
ou Fulano se compromete a entregar o bem vendido 30 dias
após a assinatura do contrato. ➢ Termo convencional é a
cláusula contratual que subordina a eficácia do negócio a evento
futuro e certo.

✓ Roberto Gonçalves: “Apesar dessa distinção, pode ocorrer que


o termo, embora certo e inevitável no futuro, seja incerto quanto
à data de sua verificação. Exemplo: determinado bem passará a
pertencer a tal pessoa, a partir da morte de seu proprietário. A
morte é certa, mas não se sabe quando ocorrerá (a data é
incerta). Sob esse aspecto, o termo pode ser dividido em incerto,
como no referido exemplo, e certo
Atenção: Termo é diferente de prazo
• Prazo é o intervalo entre o termo a quo e o termo ad quem,
estando regulamentado nos arts. 132 a 134 do Código Civil.
• Na contagem dos prazos, exclui-se o dia do começo e inclui-se
o do vencimento (art. 132). Se este cair em feriado, considerar-
se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil (§ 1o).
• Meado considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto
dia (§ 2o).
• Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do
de início, ou no imediato, se faltar exata correspondência (§ 3o),
como ocorre em ano bissexto.
• Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto (§
4o).
MODAL
➢ OBRIGAÇÃO MODAL
Carlos Roberto Gonçalves: “Obrigação modal (com encargo ou
onerosa) é a que se encontra onerada por cláusula acessória, que
impõe um ônus ao beneficiário de determinada relação jurídica”.
Exemplo: Fulano resolve fazer uma doação de um imóvel para o
Município X construa uma escola. O Município X, beneficiário,
terá o ônus de construir a escola.
MODAL
“Modo é, assim, o encargo imposto àquele em cujo proveito se
constitui um direito por ato de mera liberalidade. Nele, a pessoa
que promete a outrem alguma coisa limita sua promessa,
determinando a forma por que deve ser usada” Atenção para o
art. 136, primeira parte, do Código Civil, “o encargo não
suspende a aquisição nem o exercício do direito”. Ou seja,
mesmo com um encargo, o credor da obrigação pode exigir o seu
cumprimento!
Encargo x condição
• O encargo não suspende o direito (o direito foi adquirido, mas
pode ser revogado por descumprimento do encargo – o terceiro
beneficiado pode exigir o cumprimento do encargo, mas não
está legitimado para propor a revocatória (só o instituidor);
• Difere da condição resolutiva, porque não com

duz, por si, à revogação do ato.

➢ Quem pode exigir o cumprimento do encargo?


Dispõe o art. 553 do Código Civil que “o donatário é obrigado a
cumprir os encargos da doação, caso forem a benefício do
doador, de terceiro, ou do interesse geral”. Acrescenta o
parágrafo único: “Se desta última espécie for o encargo, o
Ministério Público poderá exigir sua execução, depois da morte
do doador, se este não tiver feito”.

Assim, é possível concluir: (vide próximo slide)


➢ Quem pode exigir o cumprimento do encargo?
a) Se o encargo beneficiar terceiro: O terceiro beneficiário pode
exigir o cumprimento do encargo, mas não está legitimado a
propor ação revocatória (por exemplo, não pode pedir a
devolução do imóvel doado);
b) Se o encargo foi imposto no interesse geral: O Ministério
Público só poderá fazê-lo depois da morte do instituidor, se este
não o tiver feito.
c) Em todos os casos, o instituidor também pode reclamar o
cumprimento do encargo.

CONCLUSÃO
➢ Quem pode exigir o cumprimento do encargo?
Se o encargo beneficiar o próprio donatário (quem, por exemplo
recebeu, um imóvel para fazer uma casa para si próprio)?
➢ Entende a doutrina que o Encargo em favor do próprio
beneficiário equivale a conselho, não podendo ser exigido!
(credor e devedor se confundem numa só pessoa)
AVALIAÇÃO Como transformar o encargo em condição
suspensiva (art. 136)?

OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS ◆ Relação EXTERNA e INTERNA • A, B


e C são devedores solidários de D de 90 mil. Se A pagar sozinho
os 90 mil, deverá prestar contas com B e C. Mas isso signfica que
ele pode cobrar quanto ? Pode Cobrar 30 de B e 30 de C, pois na
relação interna não tem solidariedade. Se tivesse, A poderia
cobrar os 60 de B e este deveria procurar C para prestar contas.
Logo, nas relações internas, a obrigação não é solidárias, mas
sim, DIVISÍVEL.

Aula 17 – classificação das Obrigações (01/10/2020)


Introdução/ revisão
Na aula passada vimos as obrigações condicionais e suas várias
classificações. A última classificação vista diferencia as condições
suspensivas das resolutivas. As primeiras, quando
implementadas, faz nascer a obrigação ou direito. (por isso o art.
125 do CC diz que enquanto não verificada a condição, não se
terá o direito). As últimas, se implementadas, tem o efeito de
extinguir a obrigação ou direito, nesse sentido o art. 127 diz que,
enquanto não realizadas tais condições, vigorará o negócio.
CONDICIONAIS As condições podem ser consideradas em três
estados:
• Implementadas – a verificação da condição, ou seja, se
implementada, pode se dizer que o evento futuro e incerto (a
condição) aconteceu.
• Frustradas – nesse caso a condição não se realizou (e nem
pode mais se realizar)
• Pendentes – a condição ainda não se realizou, mas ainda pode!

Veja um exemplo para entender os três estados:


“Fulano prometeu fazer uma doação para cicrano se, na
assembleia nº 30 do consórcio que participa, for
complementado.”
• Implementadas – fulano foi contemplado na assembleia nº 30.
• Frustradas – passou a assembleia nº 30 e fulano não foi
contemplado, não importando se será na de nº 31.
• Pendentes – não chegou ainda à assembleia nº 30. Fulano
ainda pode ser contemplado. Se foi contemplado na nº 29, a
condição é frustrada, pois não mais poderá acontecer (na de nº
30.

A TERMO ➢
OBRIGAÇÃO A TERMO – Termo é o dia em que começa ou se
extingue a eficácia do negócio jurídico - as partes subordinam os
efeitos do negócio jurídico a um evento futuro e certo. Exemplo:
Fulano se compromete a entregar o bem vendido no dia 10/04;
ou Fulano se compromete a entregar o bem vendido 30 dias
após a assinatura do contrato. ➢ Termo convencional é a
cláusula contratual que subordina a eficácia do negócio a evento
futuro e certo.

✓ Roberto Gonçalves: “Apesar dessa distinção, pode ocorrer que


o termo, embora certo e inevitável no futuro, seja incerto quanto
à data de sua verificação. Exemplo: determinado bem passará a
pertencer a tal pessoa, a partir da morte de seu proprietário. A
morte é certa, mas não se sabe quando ocorrerá (a data é
incerta). Sob esse aspecto, o termo pode ser dividido em incerto,
como no referido exemplo, e certo
Atenção: Termo é diferente de prazo
• Prazo é o intervalo entre o termo a quo e o termo ad quem,
estando regulamentado nos arts. 132 a 134 do Código Civil.
• Na contagem dos prazos, exclui-se o dia do começo e inclui-se
o do vencimento (art. 132). Se este cair em feriado, considerar-
se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil (§ 1o).
• Meado considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto
dia (§ 2o).
• Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do
de início, ou no imediato, se faltar exata correspondência (§ 3o),
como ocorre em ano bissexto.
• Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto (§
4o).
MODAL
➢ OBRIGAÇÃO MODAL
Carlos Roberto Gonçalves: “Obrigação modal (com encargo ou
onerosa) é a que se encontra onerada por cláusula acessória, que
impõe um ônus ao beneficiário de determinada relação jurídica”.
Exemplo: Fulano resolve fazer uma doação de um imóvel para o
Município X construa uma escola. O Município X, beneficiário,
terá o ônus de construir a escola.
MODAL
“Modo é, assim, o encargo imposto àquele em cujo proveito se
constitui um direito por ato de mera liberalidade. Nele, a pessoa
que promete a outrem alguma coisa limita sua promessa,
determinando a forma por que deve ser usada” Atenção para o
art. 136, primeira parte, do Código Civil, “o encargo não
suspende a aquisição nem o exercício do direito”. Ou seja,
mesmo com um encargo, o credor da obrigação pode exigir o seu
cumprimento!
Encargo x condição
• O encargo não suspende o direito (o direito foi adquirido, mas
pode ser revogado por descumprimento do encargo – o terceiro
beneficiado pode exigir o cumprimento do encargo, mas não
está legitimado para propor a revocatória (só o instituidor);
• Difere da condição resolutiva, porque não com

duz, por si, à revogação do ato.

➢ Quem pode exigir o cumprimento do encargo?


Dispõe o art. 553 do Código Civil que “o donatário é obrigado a
cumprir os encargos da doação, caso forem a benefício do
doador, de terceiro, ou do interesse geral”. Acrescenta o
parágrafo único: “Se desta última espécie for o encargo, o
Ministério Público poderá exigir sua execução, depois da morte
do doador, se este não tiver feito”.

Assim, é possível concluir: (vide próximo slide)


➢ Quem pode exigir o cumprimento do encargo?
a) Se o encargo beneficiar terceiro: O terceiro beneficiário pode
exigir o cumprimento do encargo, mas não está legitimado a
propor ação revocatória (por exemplo, não pode pedir a
devolução do imóvel doado);
b) Se o encargo foi imposto no interesse geral: O Ministério
Público só poderá fazê-lo depois da morte do instituidor, se este
não o tiver feito.
c) Em todos os casos, o instituidor também pode reclamar o
cumprimento do encargo.

CONCLUSÃO
➢ Quem pode exigir o cumprimento do encargo?
Se o encargo beneficiar o próprio donatário (quem, por exemplo
recebeu, um imóvel para fazer uma casa para si próprio)?
➢ Entende a doutrina que o Encargo em favor do próprio
beneficiário equivale a conselho, não podendo ser exigido!
(credor e devedor se confundem numa só pessoa)

AVALIAÇÃO Como transformar o encargo em condição


suspensiva (art. 136)?

iNTRODUÇÃO ➢ OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL e INDIVISÍVEL


• Estudar sobre obrigações divisíveis e indivisíveis tem
relevância para saber quem e como deverá ser feito o
pagamento. O estudo é importante para, nos casos em que
houver mais de um devedor ou mais de um credor, sabermos de
quem pode ser cobrado e a quem pode ser pago . Por exemplo A
e B devem 500 mil para C... Quanto C pode cobrar de A e quanto
pode cobrar de B? A resposta parece e é SIMPLES ! Isso porque,
o objeto é divisível. (cont. >>>>)
OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL e INDIVISÍVEL
• Mas vejamos outro exemplo: A e B devem um touro
reprodutor para C... Quanto C pode cobrar de A e quanto pode
cobrar de B? Ou melhor, de quem C vai cobrar o touro ? A
resposta já não parece tão simples ! Isso porque, o objeto é
INdivisível. (cont. >>>>)
OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL e INDIVISÍVEL • Dois pontos merecem
especial atenção para se estudar obrigações divisíveis e
indivisíveis: o primeiro ponto é sobre o objeto da obrigação; o
segundo é sobre os sujeitos. Vejamos os dois..
obre o primeiro ponto: Em regra, se o objeto da obrigação é
INdivisível, a obrigação será indivisível. O objeto de que se fala é
o imediato, ou seja, a prestação. Mas para entender se a
prestação é divisível, precisamos entender, também, se a coisa,
ou seja, o objeto mediato, é ou não divisível. E o que é um objeto
divisível ? É aquele que pode ser fracionado sem prejuízo de sua
essência e sem ofender a lei e/ou o contrato. Por exemplo: um
animal vivo seria exemplo de objeto mediato que não dá pra
dividir, sob pena de se perder sua essência. Também se foi
acertado por contrato que as duas casas seriam entregues
juntas, não o credor ser obrigado a recebê-las separadamente,
sob pena de ofensa ao contrato e ao princípio da identidade da
coisa devida. Note que é o próprio objeto mediato, ou seja, a
prestação que não pode ser dividida.
Sobre o segundo ponto: saber se o objeto é divisível ou não
perde a importância se só houver um credor e um único
devedor... Pois a pergunta “de quem cobrar ? ” não apresentará
nenhuma dificuldade, já que só existe um devedor. Logo, o
estudo das obrigações divisíveis e indivisíveis só é importante
para obrigações que tenham mais de um devedor ou mais de um
credor... Sim, também quando há mais de um credor é
relevante ! Veja esse exemplo: A deve para B e C um touro
reprodutor. Para quem A deve entregar ? • A seguir começamos
pelos conceitos....
OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL e INDIVISÍVEL “Quando na obrigação
concorrem um só credor e um só devedor ela é única ou simples.
As obrigações divisíveis e indivisíveis, porém, são compostas pela
multiplicidade de sujeitos. Nelas há um desdobramento de
pessoas no polo ativo ou passivo, ou mesmo em ambos,
passando a existir tantas obrigações distintas quantas as pessoas
dos devedores ou dos credores. Nesse caso, cada credor só pode
exigir a sua quota e cada devedor só responde pela parte
respectiva (CC, art. 257).” – Roberto Gonçalves
OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL e INDIVISÍVEL ➢ CONCEITO: obrigação
divisível é aquela cuja prestação é suscetível de cumprimento
parcial sem prejuízo de sua substância e de seu valor. (M.H.D.) ➢
Obrigações divisíveis e indivisíveis: relação com o objeto mediato
divisível e indivisível (art. 87 e 88 ).
✓ Obrigação simples: um único devedor e um único credor. ✓
“As obrigações divisíveis e indivisíveis são compostas pela
multiplicidade de sujeitos”. (Roberto Gonçalves – mas
ATENÇÃO !) ➢ Só interessa quando há multiplicidade de
sujeitos ! (cont. >>>)
Havendo um só credor e um só devedor : art. 314 “Na realidade,
havendo um só credor e um só devedor, seria irrelevante
averiguar se a prestação é ou não divisível, visto que, segundo o
art. 314 do Código Civil, divisível ou não, o credor não pode ser
obrigado a receber nem o devedor a pagar, por partes, se assim
não se ajustou. De fato, o problema da divisibilidade somente
oferece algum interesse no direito das obrigações se houver
pluralidade de pessoas na relação obrigacional.” – R. Gonçalves •
Exemplos : art. 252, § 2º,; 812; 830; 831; 1.297;1.326 1.997;
“A divisibilidade ou indivisibilidade da prestação, no entanto,
confunde-se com a de seu objeto, sendo lícito afirmar que a
obrigação é divisível quando é possível ao devedor executá-la
por partes; indivisível, no caso contrário.” Roberto Goncalves
Mutiplicidade de sujeitos: pólo passivo e pólo ativo. Cada credor
só pode exigir a sua quota e cada devedor só responde pela
parte respectiva (CC, art. 257). – Atente para a exceção que será
estuda como assunto das próximas aulas : as obrigações
solidárias… Neste tipo, MESMO QUE O OBJETO SEJA DIVISÍVEL, o
credor, por exemplo, pode exigir a totalidade da prestação de
um único devedor. A e B devem 500 mil para C... Quanto C pode
cobrar de A e quanto pode cobrar de B? Depende: se a obrigação
for SOLIDÁRIA, C pode cobrar até 500 de quaisquer dos
devedores (não dos dois !) Se é DIVISÍVEL, só poderia cobrar 250
de cada um, é o que diz o art. 257.
➢ INDIVISIBILIDADE da obrigação pode ser: A. Física ou material
(ex.: restituir documento; pedra preciosa) B. Legal ou jurídica
( ex. parcelamento de imóveis) C. Convencional ou contratual
(ex. O contrato determina que 10 veículos sejam entregues em
um único ato... Perceba que, até existe a divisibilidade natural,
pois os carros poderiam ser entregues um a um, mas a
indivisibilidade contratual prevalece !) D. Judicial – quando há
uma ordem determinado a inidivisbilidade. Ex. O juiz determina
que as dez parcelas atrasadas sejam pagas de uma única vez.
EFEITOS na DIVISÍVEL: Obrigação de um sujeito, não altera do
outro (art. 257 – tantas obrigações distintas, quantos credores e
devedores) : ✓ Cada devedor se libera do vínculo pagando sua
parte; ✓ Nenhum credor pode exigir mais que sua parte;
EFEITOS na INDIVISÍVEL: A) multiplicidade de DEVEDORES: ✓
Cada devedor é obrigado pela dívida toda (art. 259); ✓ O
devedor que pagar, subroga-se no direito do credor (259, p.u) –
(350) ✓ O credor não pode recusar-se a receber por inteiro de
um só devedor ✓ Nulidade quanto a um devedor estende-se a
todos; ✓ A insolvência de um devedor não prejudica o credor.
B) multiplicidade de CREDORES: ✓ Cada credor pode exigir o
débito por inteiro (art. 260); ✓ O devedor deve pagar a todos
CONJUNTAMENTE, mas... ✓ Pode pagar a um, desde que
AUTORIZADO pelos demais - caução de ratificação. ✓ Remissão
não atinge os demais, mas diminui o valor ou extensão da
obrigação.
➢ PERDA DA INDIVISIBILIDADE • A obrigação se torna divisível
ao se resolver em perdas e danos (art. 263) • Impossibilidade de
cumprimento (perecimento ou deterioração) - SOMENTE o
Culpado responde por perdas e danos; mas todos respondem
pelo equivalente ao objeto da prestação.
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS ➢
CONCEITO "Obrigação solidária é aquela que, havendo
multiplicidade de credores ou devedores, ou uns e outros, cada
credor tem o direito à totalidade da prestação, ou cada devedor
está obrigado pelo débito todo” (M.H.D.) “Caracteriza-se a
obrigação solidária pela multiplicidade de credores e/ ou de
devedores, tendo cada credor direito à totalidade da prestação,
como se fosse credor único, ou estando cada devedor obrigado
pela dívida toda, como se fosse o único devedor." (R. G.)
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS PRINCIPAL ELEMENTO
Incompatibilidade com o fracionamento do objeto da relação
obrigacional. - Multiplicidade unificada A doutrina aponta,
principalmente, quatro característica das obrigações solidárias :
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS
• Pluralidade de sujeitos (ativos e/ou passivos)
• Multiplicidade de vínculos
• Unicidade da prestação (cada um exige/responde pelo todo)
• Corresponsabilidade dos interessados
RIGAÇÕES SOLIDÁRIAS ➢
Solidariedade quanto aos sujeitos (subjetiva) • ATIVA • PASSIVA
• RECÍPROCA ou MISTA ◆ Atenção: Relações externas e internas
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS EXEMPLOS:
1. Solidariedade ATIVA ➢ A, B e C são credores de D do valor de
90 mil. A (ou qualquer outro) pode exigir que D entregue 90 mil,
e não apenas 30. D pode pagar a integralidade apenas para
(qualquer) um deles sem risco de pagar errado.
2. Solidariedade PASSIVA ➢ A é credor de B, C e D, no valor de
90 mil. A pode exigir o cumprimento integral de B (ou outro), de
até 90 mil, não estando limitado a apenas 30 mil.
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS EXEMPLOS:
1. Solidariedade MISTA ➢ A, B e C são credores de D, E e F.
Aplicando-se as regras da solidariedade ativa e passiva.
◆ Relação EXTERNA: essa antes descrita, ou seja a existente o
devedor e os credores (ativa) ou entre o credor e os devedores
(passiva).
RELAÇÃO INTERNA: a existente entre os próprios devedores OU
entre os próprios credores. Por que é importante ? Veja no
próximo slide>>>>
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS
◆ Relação EXTERNA e INTERNA • Quando um dos credores
(solidariedade ativa) recebe na relação externa (do devedor) ele
deve prestar contas com os outros credores (na relação interna).
Também quando um dos devedores (na solidariedade passiva)
paga ao credor, ele deve prestar contas com os demais
devedores (na relação interna). Logo é possível dizer: não há
SOLIDARIEDADE nas relações INTERNAS, só nas externas. Como
assim ? Veja no próximo...
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS ➢
Solidariedade e obrigações condicionais
• Variabilidade entre os sujeitos (condições ou termo para uns e
outros não)- pluralidade de vínculos – art. 266.
• princípio da variabilidade da natureza da obrigação solidária.
• Condições ou termos apostos posteriormente não podem
prejudicar os demais
OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS
➢ Solidariedade (fonte) • LEGAL (Ex. : art. 18 do CDC; 154, do
CC) Obs.: convenção da partes pode extinguir solidariedade
legal?
• CONVECIONAL