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Capítulo

3.2

Antibióticos em Infecções Comunitárias

Luiza Helena Falleiros Arlant
Cristiana Maria Costa Nascimento de Carvalho
Cristina Cruz
Lêda Lúcia Moraes Ferreira
Dos produtos farmacêuticos disponíveis, foram selecionados os mais utilizados na prática clínica em infecções comunitárias.
Q

Q

Betalactâmicos Clássicos
Q

Penicilinas e cefalosporinas; penicilinas; penicilinas
naturais: conhecidas como G e V.

Penicilina G cristalina
Q
Q

Q
Q
Q
Q

Q
Q

Q

Q

Q
Q

Q

Pico de nível sérico: 20 a 40 mcg/mL;
biodisponibilidade: não se aplica (são de utilização
via parenteral);
excretada de forma inalterada: 80%;
meia-vida sérica: 0,5 a 5,1 h;
ligação proteica: 65%;
penicilina G potássica contém: 1,7 mEq K/g; penicilina G sódica contém: 2 mEq Na/g;
modo de eliminação principal: renal;
fazer ajustes se houver insuficiência renal, conforme
o clearance de creatinina;
fazer suplementação de doses após diálise peritoneal,
hemodiálise e hemofiltração contínua;
insuficiência hepática independentemente da gravidade não altera a dose;
segurança na gravidez: B;
penetração em LCR da penicilina G (exceto benzatina, procaína e penicilina V, as quais não devem ser
utilizadas em infecções de sistema nervoso central): 5
a 10% (níveis considerados potencialmente terapêuticos para o pneumococo suscetível à penicilina especificamente em infecções do sistema nervoso central,
conforme padrão definido em 2008). Penetração menor em meninges não inflamadas;
penetração em bile: 500%;

Q

interações medicamentosas: probenecida e sulfimpirazona (aumentam nível de penicilina G); administração simultânea da penicilina G potássica com diuréticos poupadores de potássio ou inibidores da
enzima de conversão da angiotensina II pode favorecer acúmulo de potássio;
eventos adversos: as penicilinas, especialmente as do
tipo G, são as mais importantes causadoras de reações de hipersensibilidade; a anafilaxia é a reação
mais grave, podendo ser fatal em até 10% dos casos.
Não há produtos disponíveis para testes de pele no
Brasil, precedendo a aplicação da benzatina, importante causadora do quadro. As penicilinas podem
acarretar reações urticariformes, exantemas de diversos tipos, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, doença do soro e febre por droga. Pruridos
frequentemente acompanham as manifestações de
pele. Reações de sistema nervoso central, como convulsões e mioclonias, podem acompanhar um paciente tratado com mais de 20.000.000 U/dia de penicilina cristalina. Anemias hemolíticas com teste de
Coombs positivo são raras, porém graves. Embora
muito raramente, mas em decorrência da hipersensibilidade, a penicilina G pode ocasionar “ites”, como
pneumonites, nefrites e hepatites. Reação de Jarisch-Herxheimer pode ocorrer no tratamento de espiroquetoses, como sífilis e doença de Lyme;
incompatibilidade em soluções contendo eritromicina, aminoglicosídeos, heparina, tetraciclina, tiopental, aminofilina e bicarbonato de sódio.

Espectro de ação microbiológico

Para Gram-positivo, as penicilinas G cristalinas têm
melhor eficácia contra: Streptococcus grupos A, B, C e G,
além de S. pneumoniae e S. milleri, o que não ocorre contra o estreptococo grupo viridans. Têm melhor atuação

endocardite. mantém níveis séricos baixos e constantes por até três semanas. Penicilina V Q Q Q Espectro de ação microbiológico Q Q Gram-positivo: basicamente o que foi referido no item penicilina cristalina. Doses usualmente indicadas em pediatria Penicilina G procaína Q Q Q Q É para utilização via IM. a partir do primeiro mês de vida. conforme a patologia.000 U/IM. eventos adversos: basicamente os mesmos da penicilina G. Atuam sobre Actinomyces. .000 U/kg/dia. Atuam contra a Listeria monocytogenes. impetigo estreptocócico. não deve ser usada em infecções de sistema nervoso central (baixa penetração). sífilis.5 a 8 h. Quanto aos anaeróbios.8 mEq K/g. Neisseria gonorrhoeae não produtora de betalactamases e Treponema pallidum. infecção de pele e de tecidos moles e erisipela. Penicilina G benzatina Q Q Q Q É para utilização via IM. Indicações clínicas Infecções provocadas por esses agentes: faringite. mas não têm boa atuação em Clostridium difficile.000 U/kg/dia. meningite.000 U/kg/dia. excretada de forma inalterada: 80%. dose única (máximo: 600. administradas a cada 12 ou 24 h. faringite e celulite estreptocócicas. administradas a cada 6 h. não sendo necessários ajustes em função renal alterada.1442 T R ATA D O D E P E D I AT R I A Q SEÇÃO 16 I N F E C TO LO G I A contra o Enterococcus faecalis que sobre o E. meia-vida sérica: 0. doses para meningite: 200.000 U/kg/dia. Indicações clínicas Q Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis: sepse. doses para pneumonia: 200. São altamente sensíveis à produção de betalactamases. potássio: 2. modo de eliminação principal: renal.200. Não atuam sobre micro-organismos considerados atípicos.000 a 100. Pacientes com mais de 27 kg: 1. A administração EV inadvertida pode causar tromboembolismo. segurança na gravidez: B. ligação proteica: 70%. Apenas a penicilina G (e não a V) tem atuação sobre Neisseria meningitidis. Haemophilus ducreyi e Treponema pallidum. embora possam cobrir esse agente em infecções mistas pélvicas e intra-abdominais. segurança na gravidez: B. parada cardíaca e morte.000 U).000 U/kg. Neisseria gonorrhoeae não produtora de betalactamases. segurança na gravidez: B. Q Q Q Q Indicações clínicas Q Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis por esses agentes: pneumonia pneumocócica. eventos adversos e interações medicamentosas: basicamente os mesmos das penicilinas cristalinas. eventos adversos e interações medicamentosas: basicamente os mesmos das penicilinas cristalinas. Q Q Pico de nível sérico: 5 mcg/mL. faecium.000 a 400. Q Q Q 50. administradas a cada 4 ou 6 h. profilaxia de febre reumática e sífilis. administrar 1 h antes ou 2 h após as refeições. não deve ser usada em infecções de sistema nervoso central (baixa penetração). dose única ou a cada 2 a 4 semanas. não deve ser usada em infecções de sistema nervoso central (baixa penetração). Espectro de ação microbiológico Doses usualmente indicadas em pediatria Gram-positivos: basicamente Streptococcus pyogenes e Treponema pallidum. aureus produtores de betalactamases. não sendo necessários ajustes em função renal alterada. não atuam sobre micro-organismos produtores de betalactamases. a cada 4 ou 6 h. sífilis e gonorreia.. não há necessidade de ajustes em insuficiência renal e/ou diálise. exceto Pasteurella multocida.000 a 50. Não atuam contra o Staphylococcus epidermidis e contra o S. Potencial menor de anafilaxia. biodisponibilidade: 60%. Não atuam sobre Gram-negativos. pneumonia. têm boa atuação sobre Peptostreptococcus sp e Clostridium sp. Pacientes com 27 kg ou menos: 50. administradas a cada 4 ou 6 h. podendo alcançar máximo de 6 a 20 milhões U/dia no adulto. ou seja. Doses usualmente indicadas em pediatria 25.

Não atua sobre Gram-negativo. incluindo o S. pneumoniae. vômitos. erisipela. penetração em LCR em meninges inflamadas: 13 a 14%. e aumento de transaminases. eventos adversos: exantema. Doses usualmente indicadas em pediatria Doses usualmente indicadas em pediatria Via oral: 25. profilaxia da endocardite e profilaxia da febre reumática. fazer ajustes se houver insuficiência renal. sobre atípicos e sobre anaeróbios. especialmente Streptococcus pyogenes. febre por droga.1 mEq/g. seu benefício incontestável é sua eficácia sobre os Staphylococcus aureus produtores de beta- Gram-positivo: Streptococcus A. lactamases. excretada de forma inalterada: 80%. segurança na gravidez: B. B. diarreia. meia-vida sérica: 0. leucopenia. oxacilina-suscetíveis (meticilina-suscetíveis). em insuficiência hepática moderada ou grave. Amoxicilina via oral Espectro de ação microbiológico Q Q Q Oxacilina Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Pico de nível sérico: 140 mcg/mL. Espectro de ação microbiológico Espectro de ação microbiológico Embora possa atuar sobre Streptococcus pyogenes e Streptococcus pneumoniae (atuação menor que das outras penicilinas). modo de eliminação principal: renal. independentemente da gravidade. sendo maior em meninges inflamadas. em três a quatro vezes (máximo: 500. contém sódio: 3. biodisponibilidade: 90% (é de utilização via oral). não altera a dose. nefrite intersticial.000 U/dia. ligação proteica: 17%. interações medicamentosas: probenecida diminui excreção renal e aumenta nível sérico da droga. aumento de transaminases.000. Isoxazolilpenicilinas Aminopenicilinas São as penicilinas penicilinase-resistentes. alcança potenciais níveis terapêuticos liquóricos. a cada 6 h (máximo de 12 g/ dia). penetração em bile: 25 a 100%. eficácia menor para o estreptococo grupo viridans. febre por droga. conforme o clearance de creatinina. hemodiálise e hemofiltração venovenosa contínua.5 a 1 h. segurança na gravidez: B. Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Pico de nível sérico: 4 a 5 mcg/ml.2 a 16 h. Penetração em meninges não inflamadas: 1%.A N T I B I ÓT I CO S E M I N F E CÇÕ E S CO M U N I TÁ R I A S Gram-positivo: basicamente o que foi referido para a penicilina cristalina. Pode diminuir nível de contraceptivos orais. Probenecida e dissulfiram podem elevar o nível sérico. eventos adversos: exantemas e todo o quadro de alergia já descrito para as penicilinas G. reservando-se a dose de 400 mg/kg/dia para infecções de sistema nervoso central. Indicações clínicas Indicações clínicas Infecções provocadas por esses agentes: faringite estreptocócica. das quais o Brasil dispõe da oxacilina. 50 a 400 mg/kg/dia. modo de eliminação principal: renal.000 U/kg/dia. reduzir a dose. biodisponibilidade: não se aplica (é de utilização via parenteral). insuficiência hepática. penetração em bile: 3. interações medicamentosas: alopurinol (aumenta frequência do exantema). Não é utilizada em infecções de sistema nervoso central. ligação proteica: 94%. essencialmente antiestafilocócica. fazer suplementação de doses após diálise peritoneal. C e G. excreção da droga: 50% por metabolismo hepático.7 mEq/g. já que é uma droga altamente estável à produção dessas enzimas. Não atua sobre Staphylococcus aureus meticilina-resistentes nem sobre Enterococcus sp.000 a 50. a cada 4 ou 6 h).000%. meia-vida sérica: 1. Atua sobre Enterococcus faecalis e fae- 1443 . quantidade de sódio: 2. Mediante altas doses IV.000 a 1. Infecções provocadas pelos estafilococcos produtores de betalactamases. sem necessidade de ajustes em insuficiência renal e diálise. penetração em LCR: 9 a 20%.

Indicações clínicas A formulação oral de ampicilina tem baixa absorção e provoca mais diarreia que a aplicação IV. Se a aplicação for intravenosa e rápida. Peptostreptococcus sp e Clostridium não difficile. aminoglicosídeos. como otites médias agudas. clindamicina. . coli. coli. Pasteurella multocida. em geral. infecção urinária. febre tifoide e gonorreia. incompatibilidade em soluções contendo: anfotericina B. etc. cloroquina e aztreonam. ligação proteica: 20%. As doses mais altas são para o tratamento de meningites meningocócicas. quantidade de sódio: 2. 50 a 400 mg/kg/dia. Peptostreptococcus sp e Clostridium não difficile. Para infecções causadas por pneumococos resistentes à penicilina (resistência intermediária ou plena conforme os novos padrões de sensibilidade considerados a partir de 2008). fazer ajustes se houver insuficiência renal. Q Q Q Q Q Indicações clínicas Q Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis: infecções de vias aéreas superiores e inferiores adquiridas na comunidade. Pasteurella multocida. crianças imunodeprimidas.000 g/dia). eventos adversos: exantemas e todo o quadro de alergia já descrito para as penicilinas G. meningitidis. Anaeróbios: Actinomyces. penetração em bile: 3. heparina. é associada a outros antibióticos. pneumonia e faringoamigdalite bacteriana. Não atua sobre estafilococos produtores de betalactamases nem sobre os chamados meticilino-resistentes. a cada 12 horas. Esta dose é a recomendada para infecções causadas por pneumococos suscetíveis à penicilina conforme os novos padrões de sensibilidade considerados a partir de 2008. pode causar convulsões. profilaxia de endocardite bacteriana. segurança na gravidez: B. principalmente aquelas que receberam antibioticoterapia nos últimos três meses. crianças frequentadoras de creches. modo de eliminação principal: renal. Klebsiella sp. além de infecção urinária. sinusites agudas. Haemophilus influenzae não produtor de betalactamases. Boa atuação sobre Enterococcus faecalis e faecium e Listeria monocytogenes.000%. fazer suplementação de doses após hemodiálise e hemofiltração contínua venovenosa. em especial no último mês. Altamente sensível à produção de betalactamases. corticosteroides. eritromicina. É droga de escolha na maioria das infecções enterocócicas e na meningite por N.7 mEq/g. a cada 6 h (máximo de 12 g/ dia). metronidazol. Alto potencial alérgico. Shigella sp e Salmonella sp. aumento da incidência do exantema em pacientes com EBV. Na sepse. A indicação clínica é especialmente para os grupos de alto risco para infecções causadas por pneumococos de alta resistência. febre por droga. Klebsiella sp. excretada de forma inalterada: 90%. ou seja. Ampicilina (para utilização IV e via oral) Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Pico de nível sérico: 48 mcg/mL (IV) 5 mcg/mL (VO). insuficiência hepática mesmo severa grave não altera a dose. Deve ser substituída pela amoxicilina. Espectro de ação microbiológico Gram-positivo: Streptococcus A. A formulação IV tem extensa aplicação em várias infecções em pediatria. pneumoniae. meia-vida sérica: 0. febre tifoide. por exemplo. penetração em meninges não inflamadas: 1%. conforme o clearance de creatinina.1444 T R ATA D O D E P E D I AT R I A Q SEÇÃO 16 I N F E C TO LO G I A cium e sobre Listeria monocytogenes. conforme a infecção e a gravidade desta. Gram-negativo: Neisseria meningitidis e N. pneumonia e faringoamigdalite bacteriana. C e G. eficácia menor para o estreptococo grupo viridans. em meninges inflamadas: 13 a 14%. vômitos. Doses usualmente indicadas em pediatria 25 a 50 mg/kg/dia. administradas a cada 12 horas (máximo 3. Gram-positivos ou Gram-negativos. HIV. a dose recomendada é de 80 a 90 mg/kg/ dia. Anaeróbios: Actinomyces. Shigella sp.8 a 10 h. B. biodisponibilidade: 40%. Não atua sobre estafilococcos produtores de betalactamases nem sobre os oxacilina-resistentes. infecções de vias aéreas superiores e inferiores adquiridas na comunidade. Salmonella sp e Haemophilus influenzae. Gram-negativos: Neisseria meningitidis. e aumento de transaminases. como otites médias agudas. Doses usualmente indicadas em pediatria As doses aqui reportadas são para aplicação IV. sinusites agudas. crianças com menos de 2 anos de idade. gonorrhoeae. leucemias linfocíticas ou em uso de alopurinol. não atua sobre micro-organismos produtores de betalactamases. diarreia (inclusive colite por Clostridium difficile). gonorreia. Proteus mirabilis parece responder melhor que E. interações medicamentosas: alopurinol (aumenta frequência do exantema). Proteus mirabilis parece responder melhor que E. infecções provocadas pelos agentes anteriormente referidos. incluindo o S.

Atua sobre estafilococos produtores de betalactamases (pela presença do clavulanato). vômitos. as ticarcilinas não são utilizadas em infecções adquiridas habitualmente na comunidade. a dose recomendada é de 80 a 90 mg/kg/ dia. Doses usualmente indicadas em pediatria 25 a 50 mg/kg/dia. Não é para utilização em infecções de sistema nervoso central. cuja proporção écerca de sete partes de amoxicilina para uma parte de clavulanato. Pasteurella multocida. conforme o clearance de creatinina. A indicação clínica é especialmente para os grupos de alto risco para infecções causadas por pneumococos de alta resistência. coli. Klebsiella sp. B. em especial no último mês. febre tifoide. principalmente aquelas que receberam antibioticoterapia nos últimos três meses. Moraxella catarrhalis.3 a 16 h/[1/2 h]. Formulação ES – proporção aproximada de 14 a 16:1 – uso oral Esta formulação tem essencialmente as mesmas indicações que a formulação BD. por exemplo. Probenecida e dissulfiram podem elevar o nível sérico. febre por droga. infecção urinária.000%. Bacteroides fragilis. Infecções provocadas por esses agentes: infecções de vias aéreas superiores e inferiores adquiridas na comunidade. Haemophilus ducreyi. crianças com menos de 2 anos de idade. penetração em bile: 3. etc. diarreia. conforme os novos padrões de sensibilidade considerados a partir de 2008. Também é indicada para profilaxia de endocardite bacteriana. insuficiência hepática. Salmonella sp. Haemophilus influenzae produtor de betalactamases. Existem três formulações de amoxicilina/clavulanato no mercado farmacêutico: Q formulação tradicional. excretada de forma inalterada: 80 a 40%. pneumonia e faringoamigdalite bacteriana. biodisponibilidade: 90%/60%.que não é utilizada em infecções adquiridas habitualmente na comunidade. cuja proporção é em torno de 14 a 16 partes de amoxicilina para 1 parte de clavulanato. Ureidopenicilinas Deste grupo. e aumento de transaminases. incluindo o S. Espectro de ação microbiológico Gram-positivo: Streptococcus A. de quatro partes de amoxicilina para uma parte de clavulanato. meia-vida sérica: 1. a cada 12 h. Esta dose é a recomendada para infecções causadas por pneumococos suscetíveis à penicilina. segurança na gravidez: B. de tratamento domiciliar. Atua bem sobre Enterococcus faecalis e faecium. independentemente da gravidade. Parece atuar melhor sobre Providencia sp e Aeromonas sp que sobre Morganella sp e Yersinia enterocolitica. Q formulação ES.2 mcg/mL. porém em condições clínicas nas quais a amoxicilina deve ser usada na dose de 80 a 90 mg/kg/dia. a cada 12 h. G. Amoxicilina/clavulanato Indicações clínicas De uso oral. conforme os novos padrões de sensibilidade considerados a partir de 2008). Para infecções causadas por pneumococos resistentes à penicilina (resistência intermediária ou plena.6 a 2. C. sinusites agudas. e gonorreia. Proteus mirabilis e vulgaris. modo de eliminação principal: renal. o Brasil dispõe da piperacilina. cuja proporção é. Formulação BD – uso oral Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Pico de nível sérico: 11. primeira a ser lançada. pneumoniae. Q Associações de Penicilinas com Inibidores de Betalactamases Q eventos adversos: exantemas e todo o quadro de alergia já descrito para as penicilinas G. aproximadamente. divididos a cada 12 h. crianças imunodeprimidas. penetração em LCR através de meninges inflamadas e em meninges não inflamadas: 1%. Gram-negativo: Neisseria meningitidis e gonorrhoeae. Anaeróbios: Actinomyces. crianças frequentadoras de creches. não altera a dose. eficácia menor para o estreptococo viridans. fazer suplementação de doses após hemodiálise e hemofiltração venovenosa contínua. de tratamento domiciliar (ver associação com inibidor de betalactamases). Peptostreptococcus sp e Clostridium não difficile. Essa dose é in- 1445 . ligação proteica: 60%/30%. de tratamento domiciliar (ver associação com inibidor de betalactamases). Shigella sp. fazer ajustes se houver insuficiência renal.A N T I B I ÓT I CO S E M I N F E CÇÕ E S CO M U N I TÁ R I A S Carbenicilinas Q Q As carbenicilinas não são utilizadas em infecções adquiridas habitualmente na comunidade. mas não atua sobre os oxacilina-resistentes. Pode diminuir nível de contraceptivos orais. interações medicamentosas: alopurinol (aumenta frequência do exantema). como otites médias agudas. E. Q formulação BD. Q serão abordadas apenas as formulações BD e ES.

pneumoniae. Anaeróbios: Actinomyces. Morganella sp. a cada 12 h (máximo de 12 g/dia). raramente. nas indicações clínicas comentadas anteriormente. Peptostreptococcus. boa penetração da cefadroxila em secreções respiratórias. e em infecções gonocócicas.5 a 22 h (cefadroxila). É particularmente útil nas infecções provocadas pelo Acinetobacter sp. coli. Atua sobre Enterococcus faecalis e faecium e Listeria monocytogenes. conforme o clearance de creatinina. eliminação primária: renal.7 a 16 h (cefalexina). contra Pseudomonas aeruginosa e Bacteroides fragilis. Gram-negativos: as de uso oral têm atuação apenas contra E. Aeromonas sp.1446 T R ATA D O D E P E D I AT R I A Q SEÇÃO 16 I N F E C TO LO G I A dicada basicamente nas infecções causadas pelo pneumococo de resistência plena. diálise peritoneal e hemofiltração contínua venovenosa. Yersinia enterocolitica. não altera a dose. Anaeróbios: não atuam contra anaeróbios. principalmente com envolvimento de flora mista (em diabéticos). principalmente contra Pseudomonas aeruginosa e Bacteroides fragilis. Apresenta potencial alérgico como toda penicilina. mas não sobre os estafilococos oxacilina-resistentes. pneumonia e faringoamigdalite bacteriana. fazer ajustes se houver insuficiência renal. ducreyi. Gram-positivos: Streptococcus A. Não são indicadas para tratamento domiciliar. incluindo o S. Drogas de largo espectro. a amoxicilina em otite média aguda e a penicilina G ou V em amigdalite estreptocócica. exceto Peptostreptococcus sp. e contra estafilococos oxacilina-suscetíveis. meia-vida sérica: 1. eventos adversos: exantema (alto potencial alérgico). Salmonella sp. sobretudo. Atua apenas sobre os estafilococos produtores de betalactamases. Moraxella catarrhalis. dependendo do agente infeccioso. Proteus mirabilis e vulgaris. como otites médias agudas. B. os eventos adversos são basicamente gastrointestinais e. estreptococos suscetíveis. insuficiência hepática. colite pseudomembranosa. Gram-negativos: Neisseria meningitidis e gonorrhoeae. por exemplo. sinusites agudas. Não é indicada para tratamento domiciliar. Clostridium sp e Bacteroides fragilis. E. excretada de forma inalterada: 90% a 98%. Ampicilina/sulbactam Cefalosporinas Apresentação oral Primeira geração Espectro de ação microbiológico As drogas de uso parenteral são cefalotina e cefazolina. eficácia menor para o estreptococo grupo viridans. Não atuam contra estafilococos oxacilina-resistentes nem sobre Enterococcus sp ou Listeria monocytogenes. Klebsiella sp e Proteus mirabilis. Pode ser indicada em infecções do trato urinário. segurança na gravidez: B. C e G. biodisponibilidade: 99%. Pasteurella multocida e H. Muito útil na terapêutica sequencial ao uso da apresentação parenteral. fazer suplementação de doses após hemodiálise. Shigella sp. 10% (cefalexina). Providencia sp. a saber. Nessas infecções. Acinetobacter sp. ligação proteica: 20% (cefadroxila). as de uso oral são cefalexina e cefadroxila. é importante lembrar que existem antibióticos com espectro mais reduzido como indicação de primeira escolha. Q Ticarcilina/clavulanato Piperacilina/tazobactam Droga de largo espectro. Espectro de ação microbiológico As cefalosporinas de primeira geração para uso oral têm atividade excelente contra alguns Gram-positivos. 0. mesmo grave. Cefadroxila e cefalexina (para uso oral) Q Q Q Q Q Q Q Q Indicações clínicas Q Q Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis por esses agentes: infecções de vias aéreas superiores e inferiores adquiridas na comunidade. . interações medicamentosas: drogas nefrotóxicas como aminoglicosídeos potencializam eventual nefrotoxicidade. Q Q Q Q Pico de nível sérico: 18 mcg/mL. penetração em LCR: < 10% (não são indicadas em infecções de sistema nervoso central). como pielonefrite. Haemophilus influenzae. Doses usualmente indicadas em pediatria Q 25 a 50 mg/kg/dia. infecções de pele e tecidos moles. coli. Não são utilizadas em infecções adquiridas habitualmente na comunidade. Não é utilizada em infecções adquiridas habitualmente na comunidade. Klebsiella sp.

não altera a dose. Anaeróbios: não atuam contra anaeróbios. A partir de então: Q cefalexina: 25 a 100 mg/kg/dia. eventos adversos: exantemas (potencial alérgico baixo). Neisseria meningitidis e gonorrhoeae. as de uso oral são cefaclor. eventos adversos: exantemas (potencial alérgico baixo). excretada de forma inalterada: 80%. a cada 6 h. Indicações clínicas Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis por esses agentes: especialmente. penetração em LCR: < 10% (não indicada em infecções de sistema nervoso central). Espectro de ação microbiológico Gram-positivos: atividade contra estreptococos suscetíveis e contra estafilococos oxacilina-suscetíveis. infecções de vias aéreas superiores adquiridas na comunidade. administradas a cada 8 ou 12 h. via oral (máximo de 2 g/dia). independentemente da gravidade. S. sinusites agudas e faringoamigdalite bacteriana. infecção urinária. As drogas de uso parenteral são as cefuroximas. fazer suplementação de doses após hemodiálise e hemofiltração venovenosa contínua. nem sobre Enterococcus sp ou sobre Listeria monocytogenes. fazer ajustes se houver insuficiência renal. 1447 . Gram-negativos: as cefalosporinas de segunda geração de uso oral. nem sobre Listeria monocytogenes. meia-vida sérica: 1. meia-vida sérica: 0. interações medicamentosas: drogas nefrotóxicas como aminoglicosídeos potencializam eventual nefrotoxicidade. segurança na gravidez: B. limitada penetração em secreções respiratórias. conforme o clearance de creatinina. como aminoglicosídeos. ligação proteica: 40%. modo de eliminação principal: renal. insuficiência hepática. potencializam eventual nefrotoxicidade. Doses usualmente indicadas em pediatria Não são recomendadas no primeiro mês de vida. ligação proteica: 25%. assim como o estreptococo viridans.A N T I B I ÓT I CO S E M I N F E CÇÕ E S CO M U N I TÁ R I A S Indicações clínicas Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis por esses agentes: principalmente. S. via oral. penetração em LCR: < 10% (não indicada em infecções de sistema nervoso central). insuficiência hepática. sobre Enterococcus sp. conforme o clearance de creatinina. pneumoniae não suscetíveis à penicilina respondem mal ao cefprozila. Moraxella catarrhalis e Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Pico de nível sérico: 10 mcg/mL. exceto Clostridium não difficile e Peptostreptococcus sp.4 mcg/mL. biodisponibilidade: 80%. Gram-negativos: as cefalosporinas de segunda geração para uso oral têm atuação contra E. a cada 12 h. interações medicamentosas: drogas nefrotóxicas. Klebsiella sp e Proteus mirabilis e têm espectro melhorado para Haemophilus influenzae. diálise peritoneal e hemofiltração venovenosa contínua. e infecções de pele e de tecidos moles. Q cefadroxila: 30 mg/kg/dia. conforme já mencionado. não altera a dose. cefprozila e acetilcefuroxima. biodisponibilidade: 95%. coli. têm atuação contra E. Anaeróbios: não atuam contra anaeróbios. segurança na gravidez: B. Moraxella catarrhalis e Neisseria meningitidis e gonorrhoeae. Cefprozila (para uso oral) Cefaclor (para uso oral) Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Pico de nível sérico: 8. Espectro de ação microbiológico Gram-positivos: atividade contra estreptococos suscetíveis e contra estafilococos oxacilina-suscetíveis. Doses usualmente indicadas em pediatria Segunda geração 20 a 40 mg/kg/dia. modo de eliminação principal: renal. infecções de pele e de tecidos moles. independentemente da gravidade. penetração em bile: 60%. Klebsiella sp e Proteus mirabilis e espectro melhorado para Haemophilus influenzae. Não atua contra estafilococos oxacilina-resistentes. infecções urinárias. fazer ajustes se houver insuficiência renal. Não atuam contra estafilococos oxacilina-resistentes. infecções de vias aéreas. excretada de forma inalterada: 65%. coli.8 a 3 h. pneumoniae não suscetível à penicilina responde mal ao cefaclor. exceto Peptostreptococcus sp. fazer suplementação de doses após hemodiálise. Há relatos de baixas concentrações em ouvido médio acarretando falhas terapêuticas em otite média aguda.3 a 6 h. como otites médias agudas.

4 mEq/g. Q Pico de nível sérico: 16 mcg/mL. independentemente da gravidade. sinusites agudas e faringoamigdalite bacteriana. artrite séptica. Cefuroxima (para uso IV ou via oral) Doses usualmente indicadas em pediatria Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Pico de nível sérico: 125 mcg/mL (IV). Q meia-vida sérica: 8 a 14 h. Q interações medicamentosas: varfarina.2 a 17 h. infecção urinária. exceto Clostridium não difficile e Peptostreptococcus sp. efedrina. sinusites agudas. Q segurança na gravidez: não deve ser indicada. a cada 12 h (máximo de 1 g/dia). fenitoína. Se ingerido concomitante ao álcool ou ao dissulfiram. de apresentação parenteral IV ou oral. Q penetração em LCR: níveis potencialmente terapêuticos: 60 a 70%. osteomielite. conforme o clearance de creatinina. 70 mcg/mL (VO). N. . penetração em LCR: < 10% (não indicada em infecções de sistema nervoso central. Q biodisponibilidade: 100% (IV ou oral). nariz. eventos adversos: exantemas (potencial alérgico baixo). fazer suplementação de doses após hemodiálise e hemofiltração venovenosa contínua. sódio: (preparado IV) – 2. Anaeróbios: não atuam Q Q 50 a 240/kg/dia administradas a cada 8 h (IV). Não atuam contra estafilococos oxacilina-resistentes. mesmo a apresentação IV. pela baixa erradicação dos micro-organismos em LCR). Q ligação proteica: 20%. nem sobre Enterococcus sp ou sobre Listeria monocytogenes. Q ajustes de dose: Q fazer ajustes se houver insuficiência renal. Neisseria meningitidis. infecções de vias aéreas superiores e inferiores adquiridas na comunidade. gonorrhoeae. como otites médias agudas. infecções de vias aéreas superiores adquiridas na comunidade. provoca psicose tóxica aguda (efeito antabuse). Gram-negativos: as de uso oral têm atuação contra E. fazer ajustes se houver insuficiência renal. Indicações clínicas Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis por esses agentes: especialmente. Providencia sp e Morganella sp. pneumoniae com resistência intermediária à penicilina respondem habitualmente melhor à cefuroxima que às outras cefalosporinas orais de segunda geração. conforme o clearance de creatinina. fenobarbital. não altera a dose. Espectro de ação microbiológico Gram-positivos: atividade contra estreptococos suscetíveis e contra estafilococos oxacilina-suscetíveis. Q sódio: 28 mEq Na/g. e celulite periorbitária. Klebsiella sp e Proteus mirabilis e espectro melhorado principalmente para Haemophilus influenzae. modo de eliminação principal: renal. segurança na gravidez: B. Doses usualmente indicadas em pediatria 15 a 30 mg/kg/dia. ligação proteica: 50%. pneumonias e faringoamigdalite bacteriana. boa penetração em secreções respiratórias. excretada de forma inalterada: 90%. contra anaeróbios. meia-vida sérica: 1. Moraxella catarrhalis. Terceira geração Orais: cefixima. infecções de pele e de tecidos moles. Não foram demonstradas vantagens com estes agentes em infecções do trato respiratório. Q excretada de forma inalterada: 20%. 30 a 50 mg/kg/dia em duas tomadas (máximo de 1 g/ dia).1448 T R ATA D O D E P E D I AT R I A Q SEÇÃO 16 I N F E C TO LO G I A Indicações clínicas Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis por esses agentes: especialmente. cefetamete pivoxila e cefpodoxima proxetila. Q fazer suplementação de doses após hemodiálise. infecções de pele e de tecidos moles. infecção urinária. ouvido e garganta quando comparados aos agentes convencionais. como otites médias agudas. mesmo a apresentação oral. Q ajustar a dose em caso de insuficiência hepática grave. biodisponibilidade: 52%. interações medicamentosas: drogas nefrotóxicas como aminoglicosídeos potencializam eventual nefrotoxicidade. S. coli. Q Outros Grupos de Antibióticos Oxazolidinonas Linezolida A única oxazolidinona sintetizada até o momento é a linezolida. insuficiência hepática. adrenalina e noradrenalina.

etc. taquipneia. independentemente da gravidade. 25% em meninges inflamadas. zumbidos. fazer suplementação de doses após diálise peritoneal. o ciprofloxacino é a fluoroquinolona mais usada. deve ser administrada 2 h após as refeições. pneumoniae de alta resistência a penicilinas. como cepas de Pseudomonas sp e micobactérias. desde que sejam oxacilina-suscetíveis. e gosto metálico na boca. Pseudomonas cepacia e Stenotrophomonas maltophilia. em doses muito próximas às doses terapêuticas. etc. exceto Acinetobacter sp. tonturas. penetração em bile: 3. parestesias. eosinofilia. portanto. caracterizada por hiperatividade neuromuscular (hiper-reflexia. interações medicamentosas: com inúmeras drogas. mal-estar gastrointestinal. vômitos. mioclonia. conforme o clearance de creatinina. foi descrita a síndrome da serotonina. sua utilização deverá ser acompanhada de explicação dos riscos e dos benefícios para os responsáveis pelo paciente. nos casos que foram seguidos e documentados. prurido. exacerbação de fibrose cística. principalmente quando são resistentes aos tratamentos usuais de primeira escolha. Vibrio cholerae. penetração em LCR: 10% em meninges não inflamadas. febre. enquanto não houver liberação e licenciamento de alguma quinolona pelos órgãos reguladores. insônia. Q Q Q Q Q Doses usualmente indicadas em pediatria Q 10 mg/kg/dose a cada 12 horas (máximo de 600 mg/ dose). ligação proteica: 30%.000%. trombocitopenia. modo de eliminação principal: renal. visão turva. neutropenia. osteomielite crônica. eventos adversos: destruição da cartilagem de crescimento. tendinite e ruptura do tendão do calcâneo. tremores. por via oral. Gram-negativos: têm excelente espectro para todos os Gram-negativos. Recomenda-se o uso eventual de fluoroquinolona em indivíduos com menos de 16 anos de idade em circunstâncias especiais: Q quando nenhuma outra droga for disponível como alternativa. quando uma terapêutica oral prolongada se impuser. Descrevem-se anemia.A N T I B I ÓT I CO S E M I N F E CÇÕ E S CO M U N I TÁ R I A S Q eventos adversos: reação ao dissulfiram. Gram-negativos entéricos e outros patógenos.8 (via oral) mcg/mL. excretada de forma inalterada: 70%. Q nas infecções causadas por micro-organismos multirresistentes. não administrar com nenhum outro medicamento. Até o presente momento. biodisponibilidade: 70%. incluindo os estafilococos oxacilina-resistentes. náuseas. sem causar artropatia.). Q Q Q Q Pico de nível sérico: 4. infecção gastrointestinal causada pelos seguintes agentes com resistência documentada: Shigella sp. sudorese. 1449 . infecção do trato urinário nas circunstâncias consideradas anteriormente. a utilização de fluoroquinolonas (incluindo ciprofloxacino) é contraindicada em crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade. hemodiálise e hemofiltração contínua. O mecanismo que leva a esse dano é ainda desconhecido. A experiência mostra que tem sido bem tolerada. Ciprofloxacino para utilização IV ou via oral Indicações clínicas Q Infecções provocadas pelos agentes suscetíveis por esses agentes.6 (IV) ou 2. infecções em imunossuprimidos nas circunstâncias consideradas anteriormente.) e hiperatividade do sistema autônomo (taquicardia. estomatite e candidíase vaginal. fazer ajustes se houver insuficiência renal. exantema. Anaeróbios: Clostridium sp e Bacteroides fragilis podem responder à droga. Q Q Q Q Q Q Q Espectro de ação microbiológico Q Gram-positivos: todos os Gram-positivos. Campylobacter jejuni ou coli. Essas drogas demonstraram causar dano à cartilagem de crescimento em modelos animais jovens. segurança na gravidez: C (não deve ser indicada). não altera a dose. otite crônica supurativa ou externa maligna. em especial em adolescentes no mundo todo. As indicações são as seguintes: após exposição oral ao Bacillus anthracis. os Enterococcus sp resistentes aos glicopeptídios e os S. Baixo potencial alérgico. hipo ou hipertensão arterial. se ingerido com álcool. Espectro de ação microbiológico Gram-positivo: infecções provocadas por estafilococos. a partir da primeira semana de vida. exantema. insuficiência hepática. enquanto as soluções parenterais devem ser por via direta ou infusão lenta. Q Q Quinolonas Q Q Geralmente. Recentemente. convulsões. meia-vida sérica: 4 a 8 h. estreptococos podem ser parcialmente sensíveis.

diphtheriae (profilaxia e tratamento). etc.). interação medicamentosa: semelhante à eritromicina. pertussis (profilaxia e tratamento). meia-vida: 3 a 4 h. clamídias. M. resistência antimicrobiana: igual à da eritromicina. redução de nível sérico de zidovudina e outros antirretrovirais. exceto D. alfentanila. Não deve ser indicada para anaeróbios. infecções por B. 20 a 30 mg/kg/dia em duas tomadas diárias. Bacillus anthracis). a qualquer suspeita de artralgia ou de artrite. penetração ruim no SNC. penetração ruim no sistema nervoso central. nicotina e midazolam. G. acrescido de cafeína. reações alérgicas são incomuns e mais frequentes em pacientes alérgicos a outros antibióticos. pneumococo. diarreia (podem ser reduzidos com o uso junto com alimento). entretanto. jejuni. etc. biodisponibilidade: do estolato é superior à do etilsuccinato. chelonei. Gram-negativas (Campylobacter jejuni. Pacientes com hipersensibilidade imediata à penicilina e com infecção estreptocócica. triazolam. henselae. Bordetella pertussis. M. 50 a 75% da dose. bromocriptina. biodisponibilidade: aumentada quando a ingesta é concomitante com alimento. Staphylococcus aureus suscetível à meticilina. via oral. em insuficiência renal com clearance de creatinina < 10 mL/min. pneumocócica. Q Macrolídeos Q Eritromicina Q Q Q Q Q Q Q Espectro de ação: bactérias Gram-positivas (estreptococos dos grupos A. a droga deve ser imediatamente suspensa. Q Indicações clínicas Já foram comentadas anteriormente. ciclosporina. Claritromicina Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Espectro de ação: acresce ao da eritromicina. estafilocócica (quadros superficiais) ou para profilaxia da febre reumática. interação medicamentosa: pela interferência no sistema hepático citocromo P-450. clearance de creatinina < 10 mL. uso intravenoso acarreta pico sérico igual a 10 a 15 mcg/mL e deve ser feito para tratamento de infecções graves. modo de eliminação: semelhante ao da eritromicina. Helicobacter pylori e micobactéria atípica (complexo Mycobacterium avium. terfenadina ou astemizol. dose máxima: 500 mg VO ou IV a cada 12 h. micoplasmas. Bartonella henselae ou quintana). varfarina. para correr em 40 a 60 min em veia de grosso calibre. diarreia por Clostridium difficile. indicações clínicas para uso: pacientes com hipersensibilidade imediata à penicilina e com amigdalite. infecções por Legionella sp (em combinação com rifampicina). mecanismo de ação: igual ao da eritromicina. clearance de creatinina 10 a 50 mL/min: usar 75% da dose. infecções por clamídias. infecções por C. ação em Haemophilus influenzae. pode haver aumento no nível sérico de teofilina (reduzir em 25 a 40% a dose). mantendo os intervalos entre elas. uso cuidadoso em insuficiência hepática e. é excretada no leite materno. resistência antimicrobiana: tem sido descrita para por todos os cocos Gram-positivos anteriormente enumerados e por T. pico de nível sérico: 3 mcg/mL. chelonei abscessus. contraindicação absoluta: uso concomitante com cisaprida. sinusite ou otite média aguda. carbamazepina (reduzir em 50% a dose). Q Doses usualmente indicadas em pediatria Q Em crianças de 1 a 6 anos de idade: 30 a 45 mg/kg/ dia a cada 8 h IV ou 30 a 60 mg/kg/dia a cada 8 ou 12 h. Moraxella catarrhalis. dose: ≥ seis meses de idade: 15 mg/kg/dia a cada 12 h. Treponema pallidum) e riquétsias. indicações clínicas para uso: pneumonia por M. . com monitoração do nível sérico. Os tratamentos devem ser monitorados e. prolongamento do intervalo QT (especialmente no uso intravenoso). pico de nível sérico: 1 a 2 mcg/mL. não há remoção por diálise ou hemodiálise. infecções por C. B.1450 T R ATA D O D E P E D I AT R I A Q SEÇÃO 16 I N F E C TO LO G I A Atípicos: têm bom espectro para Chlamydia sp e para Mycoplasma pneumoniae. Legionella spp. modo de eliminação: biliar. meia-vida: 1 a 2 h. a absorção do estolato não sofre interferência da presença do alimento no estômago. eventos adversos: desconforto gastrointestinal (em menor frequência que a eritromicina). e infecções por B. pneumoniae. pneumonia por micoplasma ou por clamídia. Uso intramuscular não deve ocorrer. pallidum. dose: 30 a 50 mg/kg/dia a cada 6 h via oral. vale acrescentar que não devem ser indicadas em infecções estafilocócicas em crianças em decorrência do alto índice de resistência que vem se apresentando. Nas outras faixas etárias. 50 mg/kg/ dia a cada 6 h via intravenosa. em crianças. Corynebacterium diphtheriae. eventos adversos: desconforto epigástrico. C. mecanismo de ação: inibição da síntese proteica dependente do RNA por ligação reversível com a subunidade 50S do ribossoma. preferencialmente. reduzir a dose para 50 a 75% da dose padrão. espiroquetas (Borrelia burgdorferi.

hemólise em pacientes com deficiência de G6PD. 10 mg/kg a cada 12 h por dois dias quando a idade for maior que um mês (portador de meningococo). cetoconazol. meningococo. jejuni. superior ao nível sérico em até 100 vezes. anaeróbios (Gram-positivos e Gram-negativos. H. Shigella sp e C. mecanismo de ação: interferência em duas etapas da síntese de ácido fólico pela bactéria. monitorar com hemograma a cada dois a três dias. monitorar tempo de protrombina de pacientes anticoagulados.6 (IV) ou 0. mecanismo de ação: igual ao da eritromicina. independentemente da dose. nefrite intersticial e hepatotoxicidade. de portadores de meningococo ou de H. rash cutâneo. atinge 30 a 50% do nível sérico no LCR. zidovudina. brucelose. não ajustar dose em diálises.000 a 40. teofilina. eventos adversos: desconforto gastrointestinal (em menor frequência que eritromicina ou em claritromicina). indicações clínicas para uso: otite média aguda. interação medicamentosa: potencializa as reações enzimáticas da citocromo P-450 e aumenta a excreção de diversas drogas como fenitoína. micobactérias e clamídias. indicações clínicas para uso: tratamento de tuberculose. prolonga-se em insuficiência hepática. é muito importante monitorar nível sérico cuja faixa terapêutica é de 10 a 20 mcg/L. dose: ≥ 6 meses de idade: 12 mg/kg/dia. pylori. interação medicamentosa: ausente com carbamazepina. Salmonella sp.3 (via oral) mcg/mL. infecções por Shigella sp (sempre como segunda alternativa). incluindo Bacteroides fragilis) e riquétsias. dose única diária. modo de eliminação: na forma inalterada. dose: 50 a 100 mg/kg/dia a cada 6 h. catarrhalis. pico de nível sérico: 7 a 15 mcg/mL. amidalite. 1451 . Rifampicina Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Espectro de ação: bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. por três dias (otite). glicocorticoides. modo de eliminação: metabolismo hepático e excreção biliar. influenzae tipo b). usar 50 a 100% da dose usual. aureus meticilina-resistente). tolbutamida e derivados da varfarina. Sulfametoxazol/trimetoprima Q Q Espectro de ação: bactérias Gram-positivas (incluindo S. catarrhalis. riquetsiose. dose única diária (tuberculose). H. síndrome gripal. melhor ação em H. pelas fezes. por exemplo. biodisponibilidade: nível tissular mantido após 48 h do uso. influenzae). meia-vida: 2 a 5 h. meningite bacteriana ou epiglotite em paciente com hipersensibilidade imediata a betalactâmicos. dose única diária. febre. com meia-vida tissular prolongada. abscesso cerebral. quando usada em monoterapia. febre tifoide.000 pacientes). Nocardia sp e Pneumocystis jiroveci. eventos adversos: reversível pancitopenia dose-dependente. 10 mg/kg/dia. dose (via oral): 10 a 20 mg/kg/dia. anemia aplásica (1 em 25. pode ocorrer Q até meses após o uso. resistência antimicrobiana: igual à da eritromicina. meia-vida: tissular 2 a 4 dias. mecanismos de ação: inibição da síntese proteica no ribossoma. influenzae. terfenadina. reduzir a dose para 50%. Gram-negativas (meningococo. modificar dose em insuficiência renal: para clearance de creatinina 10 a 50 mL/min. por cinco dias (amigdalite). mecanismos de ação: interfere na síntese proteica ao inibir a RNA polimerase dependente de DNA. 5 mg/kg a cada 12 h por dois dias em recém-nascidos. interação medicamentosa: pode prolongar a meia-vida de clorpropamida. Gram-negativas (Escherichia coli. cloranfenicol e digitálicos. há rápido surgimento de resistência. cimetidina. pico de nível sérico: 3. via oral. biodisponibilidade: rapidamente absorvido no trato gastrointestinal.A N T I B I ÓT I CO S E M I N F E CÇÕ E S CO M U N I TÁ R I A S Azitromicina Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Espectro de ação: ação inferior em cocos Gram-positivos quando comparada com eritromicina. resistência antimicrobiana: Mycobacterium fortuitum e Mycobacterium chelonei são resistentes. Cloranfenicol Q Q Q Q Q Q Q Espectro de ação: bactérias Gram-positivas (embora com concentração inibitória mínima alta). eventos adversos: coloração laranja-avermelhada das eliminações. ativa contra H. para clearance de creatinina < 10 mL/min ou pacientes em CAPD. Não há necessidade de mudança de dose em insuficiência renal. eosinofilia. indicações clínicas para uso: na ausência de opção menos tóxica. influenzae e M. M. 20 mg/kg em dose única diária por quatro dias (portador de H. síndrome do bebê cinza em recém-nascidos com menos de duas semanas. modo de eliminação: metabolização hepática com inativação pela glucuronil transferase. biodisponibilidade: boa absorção oral em jejum. midazolam. atingindo níveis liquóricos em concentração terapêutica. fenitoína. Shigella sp). desvantagem: importante associação com desenvolvimento da resistência do pneumococo. influenzae tipo b.

a ação contra enterococos e Listeria monocytogenes é potencializada. bacitracina. dose: uso intravenoso é preferido (infusão por 20 a 30 min). cocos Gram-positivos. hipotensão ou trombocitopenia. nível sérico de base: 5 a 10 mcg/mL (amicacina). Nocardia sp e Mycobacterium avium intracellulare (suscetíveis à amicacina).5 mg/kg/dia a cada 8 h).1452 T R ATA D O D E P E D I AT R I A Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q SEÇÃO 16 I N F E C TO LO G I A resistência antimicrobiana: crescente entre diversas bactérias. Pneumocystis jiroveci. inclusive no liquor. Uso de Drogas na Gestação – Classificação dos Riscos 1. indicações clínicas para uso: infecção por Pseudomonas aeruginosa (em combinação com betalactâmicos antipseudomonas). . feto – não parece haver nenhum antimicrobiano nesta categoria. Também tem caráter de potencialização a associação com drogas contra Pseudomonas sp. Estudos controlados mostram não haver riscos para o 2. Q Q Q Q Q Aminoglicosídeos Q Q Q Q Q Espectro de ação: bastonetes Gram-negativos. pico de nível sérico: 40 a 80 mcg/mL da sulfa. Evidência positiva de riscos ao concepto. indicações clínicas para uso: tratamento de infecções por Nocardia spp. por estreptococo viridans (em combinação com penicilina ou vancomicina). mas. não deve ser aplicado na vigência do aminoglicosídeo. podendo elevar os níveis séricos da bilirrubina não conjugada. interação medicamentosa: varia conforme o aminoglicosídeo. Riscos ao concepto não podem ser descartados. 2 a 8 mcg/mL do trimetoprima. como sulfato de magnésio. aumentando muito lentamente. biodisponibilidade: ampla penetração. está contraindicada em menores de dois meses de idade. se o clearance de creatinina for de 15 a 30 mL/min. 5. por enterococo (preferir gentamicina). oligúria) é reversível com a descontinuidade da droga. pico de nível sérico: 15 a 30 mcg/mL (amicacina). rash cutâneo. gentamicina (7. meia-vida: 8 a 10 h. Furosemida. mupirocina. fortuitum (amicacina com claritromicina). eliminada no leite materno. e de infecções por Mycobacterium marinum (droga alternativa). mecanismo de ação: ligação irreversível com a unidade 30S do ribossoma. penetração pobre em SNC. ou por M. Mycobacterium tuberculosis (suscetível à estreptomicina e à amicacina). proteinúria. eventos adversos: toxicidade aumenta quando o uso é feito por mais de sete dias. é sabidamente mais rápido em crianças que em adultos. atingindo nível urinário de 100 vezes o nível sérico. uso tópico de antimicrobianos: neomicina. Drogas nefrotóxicas concomitantes ou sequenciais potencializam a nefrotoxicidade e drogas ototóxicas concomitantes ou sequenciais potencializam a ototoxicidade. Em insuficiência renal. de brucelose. não há necessidade de ajuste de dose em insuficiência hepática. Contraindicação na gestação. intramuscular pode ser feito se não houver sepse. ototoxicidade é irreversível e com risco cumulativo de uso em momentos diferentes. interação medicamentosa: anticoagulante (fazer o exame tempo de protrombina) ou hipoglicemiante oral. basicamente com os betalactâmicos associados. ureia. como bloqueadores neuromusculares. especialmente em bolo. Desconforto gastrointestinal. mas. 6 a 10 mcg/mL (gentamicina e tobramicina). de enterite por Shigella (droga de escolha). pois aumenta muito a chance de ototoxicidade. ácido fusídico. Drogas curarizantes. Esse grupo de antibióticos é uma excelente opção para tratamento de infecções hospitalares por micro-organismos Gram-negativos. amicacina (creatinina sérica × 9 = horas do intervalo). profilaxia de infecção do trato urinário e de infecção por Pneumocystis jiroveci. creatinina e sumário de urina devem ser monitorados. o uso está contraindicado. 3. biodisponibilidade: distribui-se amplamente. por isso. eventos adversos: competição com a bilirrubina indireta pela conjugação com albumina. modo de eliminação: metabolização hepática (acetilação e glicuronidação) com eliminação de droga livre e metabólitos na urina. aumentar o intervalo da dose: gentamicina (creatinina sérica × 8 = horas do intervalo). rifampicina e polimixina B. por Listeria monocytogenes (em combinação com ampicilina). 5 mg/kg a cada 6 h para pneumonia por Pneumocystis jiroveci. caso o clearance de creatinina seja < 15 mL/min. pode prolongar a meia-vida da fenitoína. 4. dose (via oral): trimetoprima: 8 mg/kg/dia a cada 12 h. aumentam o risco de bloqueio neuromuscular e de parada respiratória. nefrotoxicidade (aumento da creatinina. 1 a 2 mcg/mL (gentamicina e tobramicina). resistência antimicrobiana: ainda é bastante baixa. deve haver redução de dose para a metade. Não há evidências de riscos em humanos. Q Q modo de eliminação: exclusivamente renal. amicacina (15 mg/kg/dia a cada 8 h).