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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 6º VARA DE

ARAPIRACA / CÍVEL RESIDUAL DA COMARCA DE ARAPIRACA/AL

Processo n.º 0708920-47.2019.8.02.0058

Katiana Pereira de Araujo, C.P.F.: 061.690.364-27, RG: 2003001063914


SSP/AL, já qualificado nos autos, por seu advogado AMARÍLIO MARQUES,
OAB 001962/AL, legalmente constituído, conforme a procuração anexa, com
escritório estabelecido na Rua Barão de Penedo, nº 61, Sala 102, Edifício
Afrânio Lages, Centro, CEP: 57020-340, Maceió/AL, vem, respeitosamente,
perante V. Exa., apresentar

CONTESTAÇÃO
Ao pedido inicial ajuizado por Autor, também já qualificado nos autos, nos
seguintes termos:

I – Das alegações do autor


O requerente mantém, com a parte requerida, contrato de locação verbal, com prazo de 05
(cinco) meses tendo início em 13/08/2019 até 13/01/2020.

O requerente firmou acordo de locação com a requerida em 13/04/2019, quando recebeu o


valo de 10.000,00 ( dez mil reais) referente a adiantamento para entrar no imóvel. Acontece
que passados 03 ( três) sem que fosse honrado o compromisso, e uma vez que já encontrava-
se no imóvel locado, resolveram que seria a quitação dos meses em aberto e que a partir dali
se faria contrato escrito com prazo determinado.

Feito o contrato e apresentado na loja a pessoa do Sr. EUGÊNIO, esposo da requerida e


responsável pela loja, falou que colheria a assinatura da esposa e requerida e que pagaria os
meses em aberto.

Ocorre que desde o dia 13/09/2019 a requerida vem desonrando com o pactuado, deixando
de pagar os aluguéis mensais, pois pagou 50% do valor vencido no dia 13/09/2019 e não pagou
o vencimento do dia 13/10/2019.

O contrato foi autorizado e efetuado verbalmente por meio de seu esposo EUGENIO, que
disse ser o responsável por toda negociação pois sua esposa estaria em Maceió.
A partir de Julho, a requerida relutou em pagar, pediu prazo para honrar com a obrigação e
esse prazo foi concedido. Entretanto, essa atitude só serviu para instigar a inadimplência do
referido.

Foram feitos vários contatos via whatsApp, na tentativa de regularizar a situação, mas que
sempre foi mostrado descaso e tentativas de ganhar tempo e continuar com a inadimplência.

Foi pedido a requerente que desocupasse o imóvel pois o Requerente tem como única fonte
de renda a locação desse imóvel, não tendo outra saída senão buscar a justiça a fim de
obrigá-lo a honrar com as prestações vencidas e desocupar o imóvel.

O comportamento da requerida é de total ͞zombaria͟, ͞descaso͟, chegando a informar que não


possui a intenção de sair do imóvel.

Sendo a tutela de urgência antecedente a única medida possível para solucionar o conflito,
antes que mais danos sejam causados ao autor.

EM RESUMO:

Contrato verbal firmado em: 13/08/2019;

Início do inadimplemento: 13/09/2019;

Locatário: João Alves de Moura;

Locador: Katiana Pereria de Araújo;

Valor mensal do aluguel: R$ 4.000,00;

Data do vencimento: 13ª dia de cada mês;


Pagamento das contas de água e luz de responsabilidade do locatário;

Total da dívida até 17/10/2019: R$ 6.000,00 ( seis mil reais).

Ante o inadimplemento das obrigações e tentativas frustradas de conciliação, postula-se a


imediata saída do imóvel, com a cobrança dos alugueis vencidos e vincendos, bem como os
demais encargos referentes às contas de água e luz.

II. I – Da impugnação ao pedido de pagamento

Não tem cabimento, tal reivindicação pleiteada pelo autor por não ser
verdadeira, pós a verdade foi a seguinte:

I- O autor alega que a locatária manteve contrato verbal com prazo de


05 meses, informação essa equivocada, dado ao fundamento e as
regras de um contrato comercial.
II- Referente os R$ 10.000,00 (Dez mil reais) foi para pagamento das
parcelas vincendas que começaria a contar após funcionamento da
loja, caracterizando assim, outro equívoco por parte do autor.

III- O contrato entre ambos, foi feito pelo esposo da ré, mas não foi
cumprido da forma anteriormente apresentada.

IV- Ocorre que devido à falta de compromisso do autor de não realizar o


contrato para regulamentar junto a prefeitura para abertura da loja,
dificultou o início de pagamento do aluguel, que foi acordado a
realização do pagamento após abertura da loja. Além do mais, o
imóvel se encontrava com debito na prefeitura; procuramos o autor
para regularizar, mas sempre colocava pretexto para não ir a
prefeitura, informando apenas que estava tudo certo.

V- O Esposo da Ré, tentou de várias forma realizar a efetivação do


acordo firmado anteriormente, contudo, ao passar dos meses o autor
queria de forma diferente do acordado. Para diminuir a tensão que
estava ocorrendo e não ser prejudicado o senhor eugenio, esposo da
ré, autorizou o contrato, sendo responsável pelo acolhimento da
assinatura de sua esposa em Maceió.

VI- Após abertura da loja foi realizado pagamento, comprovado através


recibo anexado junto ao processo.

VII- O funcionário da ré, Paulo Sergio gomes dos santos, gerente da loja,
foi ameaçado e ofendido na frente de seus funcionário com
alegações falsa, comprovado isso através de um boletim de
ocorrência, registrado na Delegacia Especial de defesa dos direitos
da mulher de Arapiraca – Arapiraca – AL.

VIII- Além das ameaças e falsas alegações, o autor retirou o contador de


energia, forçando a saída arbitraria, sem qualquer justificação ou
alegação.

IX- Foram gasto para melhoria do imóvel para adequação da loja, que o
mesmo não mencionado na petição inicial, deixando prejuízo para a
ré.

X- O imóvel já foi desocupado pela a ré, antes mesmo do prazo legal


aumentando ainda o prejuízo.

XI- Em nenhum momento a ré efetuou “zombaria” ou qualquer meio pífio,


muito menos de permanece no imóvel de forma ilegal, pós saiu do
mesmo imediatamente à ameaças realizado pelos filhos do autor.
Nesse sentido:

Não existe devolução do valores pago pela locação, pós quem não cumpriu
com os acordados iniciais foi o autor.

II. II – Da impugnação das parcelas vencidas.

Ademais, sem prejuízo do acolhimento da impugnação acima, o réu também


impugna todos os valores pretendidos pelo autor a título de danos morais e
materiais. É que, em que pese as alegações do autor não deu causa a tudo
isso que ocorreu. O Atraso do pagamento do aluguel foi devido a falta de
compromisso do autor na não regularização do contrato. Com tudo isso, insisti
maliciosamente, agindo de má-fé judicialmente, para buscar uma indenização
para si de forma graciosa.

III – Dos pedidos


Ante o exposto, requer:

1. O indeferimento e a improcedência da presente ação.

2. A gratuidade judicial, por ser uma pessoa insuficiente na forma da lei,


pós o que ganha no seu dia-a-dia no seu trabalho, só dar, para seu
sustento e de sua família. Note-se que o art. 98 do NCPC assim prevê:

“art. 98. A pessoa natural ou


jurídica, brasileira ou estrangeira,
com insuficiência de recursos para
pagar as custas, as despesas
processuais e os honorários
advocatícios tem direito à
gratuidade da justiça, na forma da
lei”.

3. Requer Indenização por Danos Morais e Materiais no valor de R$


10.000,00 (Dez Mil Reais), como estabelece o art. 292, V do CPC, em
sua vertente compensatória, em decorrência das ameaças, injuria, as
reforma no imóvel, valorizado assim o mesmo, e os gastos proveniente
a retirada do contador de energia pelo autor, no que tange ao exposto,
bem como, conforme forte doutrina norte americana que se incorpora ao
Direito Brasileiro, o dano moral preventivo e educativo, que leva em
conta os aspecto e reflexos sociológicos da conduta, sendo tal valor
arbitrado pelo juízo atendendo a proporcionalidade e adequação entre
os fatos e os danos que já causou e vem causando, direito que lhe
assiste da forma do Art. 5º Inciso X da CF/88; Arts 186 e 187 do
CC/2002, bem como o Art. 6º VI do CDC;

Protesta por todos os meios de direito admitidos para comprovar os fatos


alegados, especialmente a prova testemunhal e depoimento pessoal das partes
envolvidas.

Pretende a ré participar de eventual audiência de conciliação/mediação


porventura designada por V. Exa.

Nestes termos, pede deferimento.

Maceió-Al, 31 de Janeiro de 2020.

AMARÍLIO MARQUES
OAB 001962/AL