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Lúcia Brenda da Conceição Roberto

PLANIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM


(Licenciatura em Ensino de Geografia)

Universidade Pedagógica
Lichinga
2017
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Lúcia Brenda da Conceição Roberto

PLANIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM


(Licenciatura em Ensino de Geografia)

Trabalho avaliativo da Cadeira de Didáctica


de Geografia II, a ser apresentado no DCTA,
2º Ano, Curso de Licenciatura em Ensino de
Geografia, sob orientação do
MSC. Nhachungue

Universidade Pedagógica
Lichinga
2017
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Índice

Introdução.........................................................................................................................................3

Planificação......................................................................................................................................4

Planificação do ensino......................................................................................................................5

Componentes do Plano de Ensino....................................................................................................5

Avaliação..........................................................................................................................................8

Modalidades de Avaliação...............................................................................................................9

Avaliação Formativa ou Processual.................................................................................................9

Avaliação Sumativa........................................................................................................................10

Instrumentos de Avaliação.............................................................................................................10

Bibliografia.....................................................................................................................................11
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Introdução

Actualmente a planificação é um acto necessário em quase todos os sectores da vida humana.


Aliás, sempre foi, só que, actualmente torna-se mais necessário e eficiente planificar as suas
futuras realizações com vista a evitar improvisos e insucessos. É nesse contexto que o presente
trabalho da cadeira de Didáctica de Geografia II fará abordagem do assunto acima referenciando,
estamos falando concretamente de Planificação e que o primeiro grupo foi incumbido a
desenvolver o tema: planificação e avaliação no processo de ensino e aprendizagem.

Ao fazer as suas abordagens, destaca a  importância de se considerar que na planificação eram


geografia deve-se ter em conta a ideia de quem vai aprender no contexto de ensino e
aprendizagem da geografia; o que é importante ensinar/aprender; e para quê se ensina/aprende
Geografia na escola hoje. Ao abordarmos este assunto não deixamos de lado aquilo que são os
itens que o grupo acha relevantes como é caso dos conceitos de planificação de acordo com
vários autores, tipos de plano, os tipos de plano, as etapas que devem ser obedecidas na
planificação de uma aula, os componentes de um plano de aula, estrutura de plano de aula
algumas considerações a ter em conta na aula de geografia e por fim apresentaremos um plano de
aula.

Com este trabalho pretende-se na generalidade compreender o processo de planificação em


Geografia. Alcançado este objectivo pretendemos também, alcançar os outros que são
específicos: definir a planificação, apresentar os vários tipos de planificação que existem,
apresentar os diferentes tipos de plano, descrever os passos a seguir na elaboração de um plano,
justificar a importância da planificação do ensino, observar algumas dicas para a planificação em
geografia, elaborar um plano de lição/aula.

No que diz respeito a parte metodológica usada pelo grupo, de salientar foi um pouco difícil para
a selecção de obras bibliográficas sobretudo que tratam de conteúdos relevantes a Didáctica de
Geografia.
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Planificação

Planificação ou planificar de acordo com (PILETTI; 2004: 61), planificar é estudar. É assumir
uma atitude seria e curiosa diante de um problema, procura-se planificar para decidir quais as
melhores alternativas de acção possíveis para alcançar determinados objectivos a partir de certa
realidade.

Ainda para este autor ao planificarmos procuramos responder as seguintes questões:

 O que pretendo alcançar?


 Em quanto tempo pretendo alcançar?
 Como posso alcançar isso que pretendo?
 O que fazer e como fazer?
 Quais os recursos necessários?
 O que e como analisar a situação a fim de verificar se o que pretendo foi alcançado?

Para PROENÇA, (1989:149), ´´a planificação de ensino é uma necessidade decorrente da


concepção do processo didáctico como uma acção cientificamente conduzida para alcançar
determinadas finalidades educativas``.

Portanto, se a planificação é um acto necessário em quase todas áreas da vida humana, quando se
trata da planificação em geografia deve “se pensar os elementos da Didáctica do ensino de
Geografia são consideradas as dimensões humana, político-social e técnica. Ancorada na tríade
prática-teoria-prática proposta pela Pedagogia histórico -crítica, preconizada por Demerval
Saviani (1992), busca-se uma praxis transformadora” (MELLO; s⁄d: 21).

Todo ato de planificar é uma actividade intencional, isto significa que, ao planificarmos uma
aula, fazemos escolhas. Tais escolhas pressupõem valores, opções teóricas, filosóficas e
ideológicas, o que nos leva a pensar que nenhum acto de planificar é neutro isento de valor, mas
sim ideologicamente comprometido (LIBÂNEO, 1994).

O ensino visa a transmissão de conhecimentos e desenvolver capacidades, tais metas não podem
ser deixadas ao acaso, até porque estão definidas nos programas oficiais. O professor lida com
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um conjunto de conteúdos programáticos que deve transmitir aos seus alunos, procurando através
dessa transmissão desenvolver uma serie de capacidades e competências. Ora, tal processo não
pode ser deixado ao acaso. Como vimos, no acto didáctico confluem uma serie de vectores
decorrentes da posição do professor perante o ensino, e do conteúdo científico da disciplina a ser
leccionada. A articulação destes vectores só será possível se o processo didáctico for procedido
de uma profunda reflexão e rigorosa planificação das suas fases. (PROENÇA; 1989:149).

Planificação do ensino

Na perspectiva de PILETTI, (2004: 62), é a especificação da planificação do currículo. Que


consiste e traduzir em termos mais concretos e operacionais o que o professor fará na sala de
aula, para conduzir os alunos a alcançar os objectivos educacionais propostos, e este devera
prever:

 Objectivos específicos (ou instrucionais) estabelecidos a partir dos objectivos


educacionais;
 Conhecimentos a serem adquiridos pelos alunos no sentido determinado pelos objectivos;
 Procedimentos e recursos de ensino que estimulam a actividade de aprendizagem;
 Procedimentos de avaliação que possibilitem verificar, de alguma forma, ate que ponto os
objectivos foram alcançados, (PILETTI; 2004:62).

Componentes do Plano de Ensino

O plano de ensino é resultado de vários processos e compostos relevantes na sua elaboração,


execução, e avaliação. Por tanto, PILETTI (2004:65-69), diz que, compõem ao plano de ensino,
os seguintes elementos:

Objectivo – é a descrição clara do que se pretende alcançar, como resultado da nossa actividade.
Os objectivos nascem da própria situação: da comunidade, da família, da escola, da disciplina, do
professor e principalmente do aluno. Neles, podemos encontrar duas (2) subdivisões de
objectivos educacionais que são os valores mais amplos que a escola procura atingir, e
institucionais, são proposições mais especificas referentes as mudanças comportamentais
esperadas para um determinado grupo - classe.
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Conteúdo – refere-se a organização do conteúdo por si, com base nas suas regras. Abrange
também as experiencias educativas no campo do conhecimento, devidamente seleccionadas e
organizadas pela escola. Constituí o elemento fundamental para se alcançar os objectivos, (Idem).

Amparadas nas ideias de CAVALCANTI (2006:71), acreditamos que “os conteúdos curriculares
são entendidos como um conjunto de conhecimentos, saberes, procedimentos, valores,
construídos e reconstruídos constantemente nesse espaço da sala de aula e da escola em geral”,
e não como algo prescrito que não viabilize a busca de novas relações na sociedade.

Procedimentos de ensino – são acções, processos ou procedimentos planificados pelo professor


para colocar o aluno em contacto directo com coisas, factos ou fenómenos, que lhes possibilitem
modificar sua conduta, em função dos  objectivos previstos, para isso o professor deve organizar
meios ou técnicas de ensino para provocar a actividade dos alunos no processo de aprendizagem,
(PILETTI; 2004: 65-69).

Recursos de ensino – são os componentes do ambiente de aprendizagem que dão origem a


estimulação do aluno, que podem ser classificados em: Humanos (professor, aluno que podem ser
colegas de outras turmas, pessoal escolar, comunidade), Materiais: neste são subdivididos em
dois (2), nomeadamente, do Ambiente – natural – água, folha, pedra, etc. – escolar – quadro, giz,
cartazes, etc. Da Comunidade – biblioteca, industrias, lojas, repartições públicas, etc.

Avaliação - é o processo pelo qual se determinam o grau e a quantidade de resultados


alcançados, em relação aos objectivos, considerando o contexto das condições em que o trabalho
foi desenvolvido. Na planificação da avaliação importa considerar as necessidades de: avaliar
continuamente o desenvolvimento do aluno; seleccionar situações de avaliação diversificadas
coerentes com os objectivos propostos; registar os dados da avaliação; interpretar os resultados e
compará-los com os critérios estabelecidos.
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Escola Secundária do Aeroporto 9ª Classe; Turma G. Curso Diurno.

Professora: Lúcia Brenda da Conceição Roberto Data: 18/05/2017


Disciplina: Geografia Duração:45'
Unidade Temática II: Agricultura e Pecuária Tema: Factores da Produção Agraria
Objectivos:
 Explicar os principais factores que influenciam a produção agrícola
 Localizar principais produtos agrários no mapa.

T FDD Actividades Método de Ensino Meios de


Conteúdo Professor Aluno Ensino
Controlo dos aspectos Controla as condições Livro de turma
Introdução e organizacionais da de higiene da turma e Fica atento e responde as Expositivo
5' Motivação turma e presenças faz chamadas chamadas

Explica os factores da Presta atenção na


Mediação e Factores que produção agraria e sua explicação e na localização Expositivo e Giz; quadro
25' Assimilação influenciam a localização no mapa dos factores conducentes a Indutivo preto, mapas
produção agraria geográfico, dita produção agrícola, passa
apontamentos apontamentos.

Domínio e Reflexão da matéria Faz uma sumula dos Fica atento no resumo da Elaboração Giz; quadro
10' Consolidação conteúdos mensurados e aula e expõe duvidas Conjunta preto, mapas e
esclarece duvidas manual do
aluno
Controlo e Marca o TPC e explica Passa o TPC no caderno e Trabalho Giz; quadro-
Avaliação Marcação de TPC como elabora-lo fica atento na explicação do Independente preto, manual
5' professor do aluno
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Avaliação

Segundo LUCKESI, (1978), a avaliação é definida como: um julgamento de valor sobre


manifestações relevantes da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão.

É preciso compreender que a frase exprime três elementos que oportunizam uma prática
escolar baseada em actos arbitrários e autoritários. Contudo, dentre os três, um tem maior
poder de impacto possibilitando ao professor enquanto “detentor” do conhecimento utilizar
em suas acções educacionais um tipo de avaliação que lhe dê uma maior autoridade.

Salienta-se a importância de conhecer conceitos acerca da avaliação do ponto de vista de


outros autores:

 A avaliação educativa é um processo complexo, que começa com a formulação de


objectivos e requer a elaboração de meios para obter evidência de resultados,
interpretação dos resultados para saber em que medida foram os objectivos alcançados
e formulação de um juízo de valor. (SARRABBI, 1971).

 É um processo contínuo, sistemático, compreensivo, comparativo, cumulativo,


informativo e global, que permite avaliar o conhecimento do aluno. (MARQUES,
1956).

 A avaliação significa a uma dimensão mensurável do comportamento em relação a um


padrão de natureza social ou científica. (BRADFIELD & MOREDOCK, 1963).

Conforme os conceitos acima expressos, ficou evidenciado que os autores consideram-na


como um processo e não como condição que produz dinamismo à prática escolar, pois
diagnóstica uma situação e permite modificá-la de acordo com as necessidades detectadas.
Pode-se também relacionar como dificuldade a ausência de orientação na elaboração de um
programa de avaliação.

Enquanto a avaliação estiver voltada para o aluno, sem haver um despertamento, uma
conscientização para as necessidades de uma nova metodologia e uma inclusão da própria
escola neste processo, a qualidade do ensino permanecerá comprometida.
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Modalidades de Avaliação

Evidencia-se, portanto, a necessidade de se questionar: O que deve ser avaliado? Quando


fazer a avaliação? Quem deve fazer a avaliação? Que instrumental pode ser usado para
colectar e registar informações? O que se pode fazer com as informações obtidas?

Avaliação Diagnóstica

Visa determinar a presença, ou ausência, de conhecimentos e habilidades, inclusive buscando


detectar pré-requisitos para novas experiências de aprendizagem. Permitindo averiguar as
causas de repetidas dificuldades de aprendizagem. Normalmente se faz quando o aluno chega
à escola, em geral no início do ano lectivo, durante as primeiras semanas para observar e
conhecer características relevantes do aluno; chegada de novo aluno para saber onde enturmá-
lo e como recuperar a falta de base ou de pré-requisitos; no início de cada unidade para
provocar interesse pelo tema e identificar o que já sabem sobre o assunto.

Podendo ser feita em qualquer momento que o professor ou a escola detectarem problemas
graves de aprendizagem, motivação e aproveitamento. Alunos e professores, a partir da
avaliação diagnóstica de forma integrada, reajustarão seus planos de acção fazendo uma
reflexão constante, crítica e participativa.

Avaliação Formativa ou Processual

É realizada com o propósito de informar o professor e o aluno sobre o resultado da


aprendizagem, durante o desenvolvimento das actividades escolares. Localiza deficiências na
organização do ensino-aprendizagem de modo a possibilitar reformulações no mesmo e
assegurar o alcance dos objectivos.

É denominada formativa porque demonstra como os alunos estão se modificando em direcção


aos objectivos. A avaliação formativa ou processual pode ser feita de maneira contínua e
informal, no dia-a-dia da sala de aula, e pode também ser feita em oportunidades regulares,
incluindo o uso de instrumentos mais formais como sabatinas, testes, provas, apresentações de
relatórios de trabalhos, competições e jogos.
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Avaliação Sumativa

É uma decisão que leva em conta a soma de um ou mais resultados. Normalmente refere-se a
um resultado final – uma prova final, um concurso, um vestibular. Nas escolas, de um modo
geral, a avaliação sumativa é a decisão tomada no final do ano para deliberar sobre a
promoção de alunos.

É usada, tipicamente, para tomar decisões a respeito da promoção ou reprovação dos alunos
que não obtiveram êxito no processo de ensino-aprendizagem.

Instrumentos de Avaliação

Para PAIS & MONTEIRO (1996:62) distinguem os instrumentos de avaliação em dois


grupos: “observação (avaliação formal) e entrevistas (avaliação informal)”.

A observação inclui o registo de incidentes críticos listas de verificação, escalas de


classificação e grelhas de observação. A observação permite a recolha de informações
enquanto decorre o PEA, sobre o desempenho dos alunos, das destrezas desenvolvidas e das
suas atitudes. Praticando a observação, o professor aprende a identificar e a responder as
necessidades de cada aluno consequentemente, a planificação a efectuar será mais porque
adaptará a realidade do educando.

As entrevistas incluem testes escritos, testes orais, exercícios de aplicação e outras formas que
avaliam o processo de aquisição de conhecimento e o desenvolvimento de capacidades
cognitivas. As entrevistas permitem obter informações sobre complexos de pensamento,
perceber qual o raciocínio do aluno, uma vez que é possível pedir explicações e obter por isso
informações mais pormenorizadas.

Portanto, como instrumento de avaliação da aula definida no plano usar-se-á a avaliação


formativa visto que esta é feita no dia-a-dia na sala de aula fazendo com que o aluno integre-
se melhor na percepção dos conteúdos levados a cabo.
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Bibliografia

CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, Escola e Construção de Conhecimentos. 17ed.


Campinas: Papirus, 2010.

LIBANÊO, José Carlos. Didáctica. Colecção Magistério, II Grau, S/Ed. São Paulo, 1994.

LUCKESI, C.C. Avaliação da Aprendizagem Escolar.9 ed, São Paulo, Cortez,1999.

PAIS, Ana  & MONTEIRO, Manuela. Avaliar uma Pratica Diária. Editora Presença,   
Lisboa 1996

PILETTI, Claudino. Didáctica Geral. 14ª Ed. Actica. São Paulo, 1991.

PILETTI, Claudino. Didáctica Geral. 14ª Ed. São Paulo: Editora Ática, 1991