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Direito Constitucional

4.2 Habeas corpus, mandado de segurança, mandado de injunção e habeas data.

Habeas corpus
O habeas corpus está previsto no art. 5o, que diz em seu inciso LXVIII, conceder- se-á
habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou
coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.

Trata-se de um remédio constitucional (garantia), mas não é só. Trata-se de uma


garantia que se traduz em um instrumento colocado à disposição do indivíduo para
proteger seus direitos, diante de uma legalidade ou abuso de poder cometido pelo
poder público.

A CF fala em liberdade de locomoção, incluindo o direito de ir, vir e permanecer do


indivíduo. Trata-se apenas de pessoa natural, não cabendo ser impetrado em favor de
pessoa jurídica.

A ação de habeas corpus possui natureza penal e isenta de custas, conforme o inciso
LXXVII, que diz são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da
lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.

O habeas corpus pode ser:


- repressivo ou liberatório: o indivíduo já teve desrespeitado o seu direito de
locomoção.
- preventivo (com salvo-conduto): há apenas uma ameaça de que seu direito de
locomoção fique limitado.

É possível a obtenção de liminar em habeas corpus.

Qualquer pessoa pode impetrar habeas corpus: nacional, estrangeiro, analfabeto,


doente mental, com ou sem representação, pessoa jurídica em favor de pessoa física
etc.
Não há necessidade de advogado, mas em caso de eventual recurso surge uma
discussão sobre a existência de capacidade postulatória ou não.

O HC será impetrado contra um ato do sujeito coator. Quem pode ser coator?
• Autoridade pública (delegado, promotor, juiz);
• Particular (ex.: médico que não dá alta ao paciente.)

Ofensa indireta ao exercício de locomoção justifica a impetração de HC?


O STF diz que o HC é cabível também nos casos de ofensa indireta, potencial, ao direito
de locomoção. A ofensa indireta se dá quando o ato impugnado puder resultar em
detenção ou reclusão do impetrante.

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Então, é possível impetrar HC no caso em que se determinou a quebra do sigilo bancário,
no caso em que o sujeito está respondendo a processo por sonegação fiscal. Neste caso,
ao final, poderá ser condenado a uma pena de detenção ou reclusão. Ao contrário seria
a hipótese de HC para um processo administrativo fiscal, sem que tenha havido ameaça
à liberdade de locomoção. Aqui, caberia mandado de segurança.

Se o sujeito é convocado para depor numa CPI como testemunha, caberá a impetração
de habeas corpus, pois esta convocação pode influir sobre o direito de locomoção, eis
que se o sujeito não comparecer voluntariamente será conduzido coercitivamente,
razão pela qual é cabível o HC.

O STF vai elencar algumas hipóteses em que é incabível o HC:


• para impugnar decisões do Plenário ou de qualquer Turma do STF, eis que será ele
mesmo que irá decidir;
• para impugnar a suspensão de direitos políticos;
• para impugnar penalidade imposta de caráter administrativo disciplinar;
• para impugnar decisão condenatória a pena de multa, ou mesmo a processo penal,
cuja pena prevista daquela infração seja apenas de multa;
• para discutir mérito de punições disciplinares militar. A CF não impede que seja
impetrado HC para que o P. Judiciário analise a legalidade da medida adotada, ainda que
da seara militar (ex.: competência da autoridade militar);
• para discutir acerca da perda de cargo público, afastamento de cargo, controvérsia
sobre guarda de filho, etc;
• para discutir acerca de processo de extradição;
• para questionar pena privativa de liberdade já extinta;
• para questionar processos de impeachment, eis que o crime de responsabilidade tem
natureza política;
• para questionar indiciamento em inquérito policial, eis que isto não vincula o MP para
oferecer a denúncia.
Se não há risco à liberdade de locomoção: ir, vir ou permanecer não cabe HC. É uma
ação de natureza criminal.

Mandado de segurança
A CF diz no inciso LXIX que conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito
líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável
pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica
no exercício de atribuições do Poder Público.

O MS possui um caráter subsidiário, eis que cabe quando não cabível habeas corpus ou
habeas data.

O particular em si não pode ser autoridade coator, salvo se estiver exercendo função do
poder público.

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É uma ação judicial de rito especial, possuindo natureza residual. É uma ação de
natureza civil, ainda quando impetrado contra ato de processo criminal.

É cabível MS decorrente de uma ação comissiva ou omissiva, desde que haja violação a
direito líquido e certo.

A lei dirá quando não cabe mandado de segurança:


• quando se tratar de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo,
independentemente de caução;
• quando se tratar de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
• quando se tratar de decisão judicial transitada em julgado.
• contra lei em tese, mas somente quando a lei é produtora de efeitos concretos, eis
que esta possui destinatário certo, podendo violar diretamente direitos subjetivos. Lei
de efeito concreto equivale a ato administrativo, razão pela qual caberia MS.

O STF vai abrandar a regra de que não caiba mandado de segurança quando couber
recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução, desde
que o próprio administrado interpôs o recurso administrativo. O que é vedado é que o
administrado impetre recurso administrativo enquanto pendente a decisão do recurso
que ele mesmo impetrou. Giza-se, então, que não pode o administrado impetrar o MS
e, ao mesmo tempo, recorrer administrativamente da decisão que lhe foi negativa.

O que é direito líquido e certo? Direito líquido e certo é aquele que é demonstrado de
plano, de existência manifesta. É apto a ser exercitado no momento da impetração do
mandado de segurança.

Cabe atentar que o mandado de segurança não comporta dilação probatória. As provas
devem ser pré-constituídas e, em regra, documentais.

Atenção, a exigência de liquidez e certeza recai sobre a matéria de fato. A matéria de


direito, por maior que ela seja, e por mais complexa que se apresente, pode ser
apreciada em mandado de segurança.

Quem pode impetrar mandado de segurança?


• Pessoas físicas;
• Pessoas jurídicas, nacionais ou estrangeiras, domiciliadas ou não no Brasil;
• Universalidade de bens, como espólio, condomínio, massa falida, herança
jacente, tendo capacidade processual para defesa de seus direito;
• Órgão público de grau superior podem impetrar MS para defender sua prerrogativa e
atribuições;
• Agentes políticos também podem impetrar MS na defesa de suas atribuições (ex.:
governador, magistrado, prefeito, etc.).

Quem é legitimado passivo?


• Autoridade pública;

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• Representantes ou órgãos de partidos políticos;
• Representantes de entidades autárquicas;
• Dirigentes de pessoa jurídica de direito privado, desde que estejam no exercício
de atribuição do poder público e somente no que diz respeito a essa atribuição.

E se for atribuição delegada, quem será a autoridade coatora, o agente delegado ou


quem delegou? É o agente delegado a autoridade coatora. Isso é importante para definir
de quem é a competência para processo e julgamento, eis que o juízo do Tribunal
competente para apreciar os atos será o juízo do Tribunal competente para apreciar
aquela autoridade delegada. Então, se um ministro de Estado receber uma delegação
do presidente da República, o Tribunal competente será o STJ, e não o STF, o qual seria
se a autoridade coatora fosse o presidente.

Impetrado o MS, cabe à autoridade coatora prestar as informações ao magistrado. Na


petição inicial, o juiz determina a notificação da autoridade coatora com cópia da
petição inicial, a fim de prestar informações no prazo de 10 dias.

Além dessa notificação, o juiz determina que se dê ciência do feito ao órgão de
representação judicial da pessoa jurídica interessada (Ex.: ato de delegado federal, o juiz
manda dar ciência à AGU, para que, querendo, ingressa no feito, por meio da União).

Cabe medida liminar em mandado de segurança? SIM. O magistrado, ao despachar a


inicial, pode apreciar, se houver, o requerimento de concessão do pedido de medida
liminar. Neste caso, poderá exigir do impetrante que preste caução, fiança ou depósito
para assegurar eventualmente o ressarcimento à pessoa jurídica.

Se for deferida a liminar, o processo passa a ter prioridade de julgamento, a fim de que
não fique permanecendo definitivamente a medida precária. Não cabe medida liminar
quando o MS tem por objeto:
• compensação de créditos tributários;
• entrega de mercadorias ou bens provenientes do exterior;
• reclassificação ou equiparação de servidores públicos, como a concessão de
aumento ou pagamentos de qualquer natureza.

Em suma, se for causar prejuízo para o ente público não cabe medida liminar.
Essas matérias podem ser objeto de mandado de segurança, mas o que não pode é ser
objeto de liminar. Mesmo que, no mérito, seja concedida a segurança, não é admitida a
execução provisória da medida, sendo necessário ganhar contornos de efetividade
primeiro.

O prazo para impetração do MS é de 120 dias, a contar da data que o interessado tiver
conhecimento oficial do ato a ser impugnado. Este prazo é decadencial, não sendo
passível de suspensão ou interrupção, nem mesmo o pedido de reconsideração
administrativo vai interromper a contagem deste prazo.

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Todavia, se o ato impugnado é de trato sucessivo, o prazo renova-se a cada ato.
Se o MS for do tipo preventivo, não há que se falar em prazo decadencial, eis que não
há ato para iniciar a contagem do prazo.

A competência para julgamento do MS é definida pela autoridade coatora e pela sua


sede funcional.

Não cabe ao STF julgar MS contra atos de Tribunais e seus órgãos. Se o ato é do Tribunal,
é ele mesmo quem detém a competência para julgar originariamente o mandado de
segurança contra seus atos, seus respectivos presidentes, das Câmaras, Turmas, etc.

Sendo concedida a segurança em 1a instância, aquela sentença está sujeita ao duplo


grau de jurisdição por meio de reexame necessário. Trata-se de sentença de 1a
instância, ou seja, não há duplo grau de jurisdição obrigatório se a decisão é proferida
por Tribunal, mesmo quando atue em competência originária.

No caso de pagamento de vencimentos e vantagens, assegurados em uma sentença


concessiva de MS a servidor público, só será efetuado relativamente às prestações
vincendas a partir do ajuizamento da ação. A ideia aqui é evitar que o MS substitua uma
ação de cobrança. O servidor fazendo jus ao benefício desde 2014, por exemplo, em
janeiro de 2016, ele impetra o MS, sendo que em outubro torna-se definitivo. Ele tem
direito de receber a partir de janeiro de 2016. Para cobrar o que não foi pago antes de
janeiro de 2016 só poderá ser cobrado por meio de uma ação de cobrança.

Lembrando que não há condenação de honorários advocatícios em mandado de


segurança, mas há custas e demais despesas processuais.

É também admissível a desistência do mandado de segurança em qualquer momento e


grau de jurisdição, independentemente do consentimento do impetrado.

Mandado de segurança coletivo


No que toca ao mandado de segurança coletivo, este é direcionado à defesa de direitos
coletivos e individuais homogêneos.

Quem pode impetrar?


• Partido político com representação no Congresso Nacional, na defesa de interesses
legítimos, relativos aos seus integrantes ou relativos à finalidade partidária;
• Organização sindical;
• Entidade de classe;
• Associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 ano.

Este MS coletivo é em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade ou de parte de


seus membros ou associados, na forma do Estatuto e pertinentes à sua finalidade, sendo
dispensado autorização dos seus associados. Na verdade, neste caso, essas entidades
atuam como substitutos processuais, em nome próprio, defendendo direito alheio.

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No caso de mandado de segurança coletivo impetrada contra autoridade vinculada à
pessoa jurídica de direito público, poderá ser concedida liminar, mas após a audiência
do representante judicial da pessoa jurídica, ou seja, o juiz manda ouvir o representante
judicial da pessoa jurídica, ou manda esse representante legal se pronunciar no prazo
de 72 horas. Antes da concessão da liminar, deverá haver essa audiência do
representante judicial da pessoa jurídica de direito público.

Mandado de Injunção
O mandado de injunção sofreu uma regulamentação recente pela Lei 13.300/16.

Conceito
O que seria a ideia do mandado de injunção?
A CF consagra uma série de direitos, mas é possível que esses direitos, ou parte deles,
não possa ser exercida efetivamente pelo seu titular, em razão da falta de norma
regulamentadora. Neste caso, promove-se uma ação em que se pleiteia que o Judiciário
reconheça a necessidade de edição dessa norma, seja pelo Poder Executivo ou pelo
Poder Legislativo, a fim de que o Judiciário supra a falta dessa lei ou ato normativo, para
que o titular desse direito possa exercê-lo de maneira idônea.

A CF vai dizer no art. 5o, LXXI, que conceder-se-á mandado de injunção sempre que a
falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.

A Lei 13.300, em seu art. 2o, traz, basicamente, a mesma redação do inciso LXXI, mas
com um acréscimo: “Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total ou
parcial de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à
cidadania”.

Observe que a lei faz um detalhamento do que justifica a impetração do mandado de


injunção, que é pela falta total ou parcial da norma regulamentadora:
• Falta total: inexistência da norma.
• Falta parcial: existência da norma, mas que é insuficiente para que o direito possa ser
integralmente gozado (p.ú. do art. 2o).

Conceitua-se mandado de injunção como sendo uma ação de cunho constitucional


(remédio constitucional) que pode ser proposta por qualquer interessado, com o
objetivo de que torne viável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, e que não estão
sendo possíveis ser exercidos em razão da falta total ou parcial da norma
regulamentadora (Dizer O Direito – Márcio André).

Síndrome da inefetividade das normas constitucionais


A síndrome da inefetividade das normas constitucionais ocorre quando o legislador não
edita a norma regulamentadora necessária para que seja exercido um direito

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constitucional, situação na qual o direito acaba por não ser exercido. Esta omissão é
inconstitucional, pois viola a CF, fazendo com que as normas constitucionais fiquem
ineficazes.

A CF dispõe sobre dois instrumentos para combate desta síndrome:


• ação direta de inconstitucionalidade por omissão
• mandado de injunção

Forma de aplicação
A lei que regula o MI é de 2016, e a CF é de 1988. Todavia, o STF já entendia que a norma
constitucional que previa a possibilidade de se conceder mandado de injunção seria
autoaplicável, sendo classificada como norma de eficácia plena.

Qual era o procedimento a ser adotado? O MI seguia as regras procedimentais do


mandado de segurança, por analogia.

Espécies
Existem duas espécies de mandado de injunção:
- Mandado de injunção individual: pode ser proposto por qualquer pessoa, seja física,
jurídica, em nome próprio, defendendo interesse próprio.
- Mandado de injunção coletivo: deve ser proposto por legitimados previstos em lei.

Neste último caso, esses legitimados propõem a ação em nome próprio, defendendo
interesses alheios, razão pela qual atuará como substituto processual.

O MI coletivo não encontra previsão expressa na CF, mas o STF já o admitia antes da Lei
13.300.

Natureza da norma regulamentadora


O MI só cabe quando faltar uma norma regulamentadora. Se alguém promove a ação
de mandado de injunção, e durante a pendência do processo é editada a norma
regulamentadora, haverá a perda do objeto.

Mas qual é a natureza desta norma regulamentadora? Deve ser uma norma de caráter
geral e abstrato. Com isso, pode ser proveniente tanto do Poder Executivo como um ato
decorrente do Poder Legislativo.

Direito subjetivo
No mandado de injunção se discute um direito subjetivo do impetrante, seja individual
ou coletivo. Neste caso, o controle de constitucionalidade é concreto e incidental, eis
que é analisado para viabilizar o exercício de um direito, diferentemente de uma ação
direta de inconstitucionalidade por omissão, que é um processo objetivo, tendo por
finalidade declarar a omissão.

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Competência para julgamento
A própria competência para julgamento do mandado de injunção depende da
autoridade que figura no polo passivo, a qual possui atribuição para editar a norma.
Sendo o presidente da República, caberá ao STF julgar o processo.

Se for competente uma autoridade estadual, será necessário consultar a CE para definir
se for um juiz estadual, ou um Tribunal de Justiça, caso a omissão, por exemplo, seja da
Assembleia Legislativa.

Mandado de injunção estadual


É possível mandado de injunção estadual, desde que haja previsão na Constituição
Estadual.

Ainda assim, o procedimento a ser observado será o da Lei 13.300/16.

Legitimidade ativa do MI
No mandado de injunção, o seu autor é o impetrante.
A legitimidade ativa do mandado de injunção individual, segundo a lei, são as pessoas
naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das
prerrogativas referidos no art. 2o (art. 3o).

É possível se extrair do trecho “que se afirmam titulares” que a Lei adota a teoria da
asserção, pois a verificação da legitimidade ad causam é feita a partir daquilo que é
narrado na petição inicial. Se ao final for verificado que o sujeito não é titular do direito
do qual se diz ser titular, o feito é julgado improcedente, mas há legitimidade para a
causa.

A legitimidade ativa do mandado de injunção coletivo está prevista no art. 12 da Lei:


Ministério Público: quando a tutela requerida for especialmente relevante para a
defesa da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais
indisponíveis;
Partido político com representação no Congresso Nacional: para assegurar o exercício
de direitos, liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a
finalidade partidária;
Organização sindical, Entidade de Classe ou Associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos 1 (um) ano: para assegurar o exercício de direitos,
liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou
associados, na forma de seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades,
dispensada, para tanto, autorização especial. Neste caso, atuam como substitutas
processuais, não sendo representação, eis que atuam em nome próprio em interesse
alheio.
Defensoria Pública: quando a tutela requerida for especialmente relevante para a
promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos
necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5o da Constituição Federal.

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Perceba que há uma ampliação da legitimidade ativa do MI coletivo com relação ao
mandado de segurança coletivo, pois atribui ao Ministério Pública e à Defensoria Pública
a legitimidade para promover o mandado de injunção.
Cabe ressaltar que, segundo o parágrafo único, os direitos, as liberdades e as
prerrogativas protegidos por mandado de injunção coletivo são os pertencentes,
indistintamente, a uma coletividade indeterminada de pessoas ou determinada por
grupo, classe ou categoria.

Legitimidade passiva do MI
O legitimado passivo do MI pode ser o Poder, o órgão ou a autoridade com atribuição
para editar a norma regulamentadora (art. 3o).

Cabe destacar que, se a lei é de iniciativa reservada do chefe do Poder Executivo, do


Presidente do STF ou do Procurador-Geral da República. Cita-se também um exemplo,
que se não houver um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional, sem que ocorra
a denominada inércia deliberante, em verdade, esse mandado de injunção deverá ser
impetrado em face do Presidente da República, ou em face do PGR, ou do Presidente
do STF para que eles apresentem a proposição ao Parlamento, já que a iniciativa é
reservada a eles.

Competência recursal
O MI, no tocante a competência recursal, encontra disciplina expressa na CF.

Segundo o art. 102, inciso II, ‘a’, da CF, compete ao Supremo Tribunal Federal,
precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe julgar, em recurso ordinário, o
mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se
denegatória a decisão. Caso, então a decisão seja denegatória, o recurso ordinário é
para o STF.

No mesmo sentido é o teor do art. 121, §4o, V, da CF que estabelece ser competência
do TSE julgar o recurso interposto pelo autor contra a decisão dos Tribunais Regionais
Eleitorais quando denegarem o mandado de injunção.

Procedimento do MI
O procedimento do mandado de injunção está previsto na Lei 13.300/16. Se houver
alguma omissão, aplicam-se a lei do mandado de segurança e o Novo CPC.

a) Requisitos da petição inicial


A petição inicial do mandado de injunção deve preencher os requisitos do art. 319 e 320
do NCPC. Na petição inicial, segundo o art. 4o da Lei, o autor deverá indicar, além do
órgão impetrado, a pessoa jurídica que ele integra ou aquela a que está vinculado, ou
seja, se o ato impetrado for do presidente da República, o impetrante deverá indicar,
além dele, a União, que é a pessoa jurídica a qual ele integra.

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b) Casos de indeferimento da petição inicial (art. 6o)
Quais os casos de indeferimento da petição inicial? A verdade é que a lei vai dizer que a
petição inicial será desde logo indeferida quando for:
- Manifestamente incabível: quando há uma falha processual, como falta de
legitimidade ad causam. Ex.: partido político impetrou, mas é causa de ilegitimidade do
partido.
- Manifestamente improcedente: ocorre quando o pedido é manifestamente
improcedente, tal como no caso de o sujeito dizer que não há lei regulamentando,
quando, na verdade, já existe a norma regulamentadora.

c) Recurso contra o indeferimento da petição inicial


Caso o juiz de 1a instância indeferir a petição inicial, o recurso cabível é o recurso de
apelação, sendo admitido o juízo de retratação.

Se o indeferimento se der em decisão monocrática do Relator, no caso de competência


originária do Tribunal, então o recurso será o de agravo interno. Atente- se que este
agravo interno não tem o mesmo contorno do agravo interno do NCPC, eis que o prazo
é outro. Na Lei 13.300, o agravo interno é de 5 dias, enquanto no NCPC esse recurso é
de 15 dias. Cabe ressaltar que, por não haver a previsão expressa de como deve ser
contado o prazo, será considerado como dias úteis, devendo ser aplicada a regra do art.
219 do NCPC.

d) Recebimento da petição inicial


Ao receber a petição inicial, o juiz ou Relator dará um despacho, ordenando a notificação
do impetrado sobre o conteúdo da petição inicial, a fim de que, no prazo de 10 dias,
preste informações.

No despacho também se ordena ciência do ajuizamento da ação ao órgão de


representação judicial da pessoa jurídica interessada, devendo-lhe ser enviada cópia da
petição inicial, para que, querendo, ingresse no feito.

e) Ministério Público
Não sendo caso de mandado de injunção coletivo, mas sim individual, após terminar o
prazo para o impetrado apresentar as suas informações, o Ministério Público é ouvido,
dando o seu parecer no prazo de 10 dias. Esgotado o prazo, quer tenha ou não dado o
parecer, os autos são conclusos para a decisão, sentença ou acórdão (art. 7o).

f) Liminar
A Lei não prevê a possibilidade de concessão, mas o STF já possui precedentes no
sentido de não ser possível a concessão de liminar no mandado de injunção.

g) Eficácia do mandado de injunção


Existem, basicamente, duas correntes sobre a eficácia do MI:
• Teoria Não Concretista
• Teoria Concretista

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A Teoria Não Concretista estabelece que, ao julgar o MI, o Poder Judiciário apenas
comunica o órgão omisso, sem regulamentar a falta da norma, pois isto violaria a
separação dos poderes, ou seja, por esta corrente, não há concretização do direito.

A Teoria Concretista estabelece que há concretização do direito. O Poder Judiciário, ao


julgar procedente o mandado de injunção, reconhece a omissão do poder público,
editando a norma que regulamenta o caso, resolvendo o caso concreto.

Dentro desta teoria, há algumas correntes:


Concretista direta: o Poder Judiciário implementa desde já a solução para o caso
concreto, não sendo necessária qualquer providência.
Concretista intermediária: o Poder Judiciário, antes de viabilizar o direito, fixa um
prazo para que o órgão omisso venha a criar a norma regulamentadora, e se esta
determinação não é cumprida, então o Judiciário regulamentará a norma, viabilizando
a prerrogativa.

Ainda dentro da corrente concretista, há aquele que dirão quem serão as pessoas
atingidas pela decisão, sendo possível que a solução encontrada para o MI valha para
uma pessoa ou que ela já tenha efeito erga omnes, valendo para todas as pessoas na
mesma situação.

Concretista individual: é aquela corrente que entende que a norma concretizada pelo
MI só valerá para a pessoa que impetrou o MI.

Concretista geral: é aquela corrente que entende que a norma concretizada pelo MI
valerá para todas as pessoas na mesma situação.

O STF já chegou a adotar a teoria não concretista, mas, após a superação do seu próprio
entendimento adotado (overulling), o Supremo (2007) adotou a teoria concretista
direta geral.

Todavia, a Lei 13.300 via de regra adota a teoria concretista intermediária individual
(art. 8o)
Qual é a primeira providência quando o juiz julga procedente o mandado de injunção?
O juiz reconhece a mora, deferindo a injunção. Neste caso, o impetrado tem um prazo
para editar a norma regulamentadora. Se ele não supre esta omissão, o Poder Judiciário
estabelece as condições em que o direito será exercido.

Cabe ressaltar que este prazo para regulamentação poderá ser dispensado, cabendo ao
Poder Judiciário regulamentar diretamente. Nesse caso, será necessário demonstrar
que outros mandados de injunções já foram julgados, e que já foram concedidos prazos,
e aquele poder ou órgão não supriu a omissão no prazo estabelecido no mandado de
injunção anterior à norma objeto de apreço. Nessa situação específica, não precisaria
adotar a primeira providência, que seria a concessão do prazo, podendo regulamentar
o tema desde já (art. 8o, p.ú.).

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h) Eficácia subjetiva individual
Como se vê, a eficácia adotada pela Lei 13.300 é a eficácia subjetiva individual da
decisão. Ou seja, num mandado de injunção individual, a decisão terá eficácia subjetiva
limitada às partes (art. 9o).

Todavia, no mandado de injunção coletivo, a lei vai além, estabelecendo que a coisa
julgada atingirá as pessoas integrantes da coletividade substituídas pelo impetrante.
Ou seja, vai atingir aquele grupo, mas ficará limitada a eles.

É possível que a decisão do mandado de injunção assuma efeitos erga omnes ou ultra
partes? A Lei 13.300 estabelece no art. 9o, §1o, que poderá ser conferida eficácia ultra
partes ou erga omnes à decisão, quando isso for inerente ou indispensável ao exercício
do direito, da liberdade ou da prerrogativa objeto da impetração.
Isto poderá ocorrer tanto no mandado de injunção individual como no coletivo.

i) Coisa julgada no mandado de injunção


A Lei 13.000 traz uma regra específica sobre coisa julgada. No mandado de injunção, a
sentença faz coisa julgada, mas frisa-se que no mandado de injunção coletivo a sentença
faz coisa julgada limitadamente às partes integrantes da coletividade e do grupo,
substituídas pelo impetrante.

O mandado de injunção coletivo não induz litispendência em relação aos individuais,


então se o sujeito impetrou mandado de injunção individual, e posteriormente outro
veio impetrar mandado de injunção coletivo, não haverá litispendência. Todavia, os
efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante se ele não requereu a desistência
da demanda individual no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência comprovada da
impetração coletiva (parágrafo único do art. 13).

Se houver uma norma posterior regulamentando a matéria, já tendo inclusive transitado
em julgado a decisão concessiva do MI, a nova norma vai produzir efeitos ex nunc, ou
seja, não retroage, devendo respeitar o ato jurídico perfeito, direito adquirido e a coisa
julgada. Poderá retroagir desde que seja mais favorável. O que a Constituição veda é
que a lei prejudique o ato jurídico perfeito, direito adquirido e a coisa julgada, razão pela
qual se for para beneficiar poderá retroagir.

j) Ação de revisão
A Lei 13.300 vai estabelecer a possibilidade de haver uma ação de revisão da decisão
que concedeu o mandado de injunção. Esta ação não se confunde com a revisão criminal
e nem com ação rescisória.

Esta ação de revisão está prevista no art. 10, que diz sem prejuízo dos efeitos já
produzidos, a decisão poderá ser revista, a pedido de qualquer interessado, quando
sobrevierem relevantes modificações das circunstâncias de fato ou de direito.
A ação de revisão vai ter o mesmo procedimento do mandado de injunção. Para apreciar
a ação de revisão, o juízo será o mesmo que proferiu a decisão no mandado de injunção.

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k) Improcedência do mandado de injunção
Se o mandado de injunção é julgado improcedente por falta de provas, poderá ser
reproposto caso surjam novas provas.
Se vários mandados de injunções individuais tratarem sobre o mesmo tema, e tendo um
deles sido julgado procedente, será possível que esta decisão seja aproveitada para os
demais processos que tratam do mesmo assunto? SIM. Conforme o art. 9o, § 2o, que diz
estabelece que transitada em julgado a decisão, seus efeitos poderão ser estendidos aos
casos análogos por decisão monocrática do relator. Neste caso, há o princípio da
celeridade processual. Há uma homenagem também à seguridade jurídica.

Habeas data
Conceito
O habeas data é um remédio constitucional, sendo um instrumento das garantias
constitucionais.
Segundo o art. 5o, LXXII, conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do
impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo
sigiloso, judicial ou administrativo;

Finalidade
A Lei vai deixar isso mais claro, pois o habeas data vai se justificar tanto para o acesso à
informação quanto para retificação, bem como para justificação da informação. O
indivíduo pode requerer que na informação conste o motivo de sua existência.

O habeas data é tem rito civil, sumário, e basicamente há três aspectos importantes que
se busca proteger:
• Direito de acesso aos registros;
• Direito de retificação;
• Direito de complementação do registro.
A Lei 9.507, em seu art. 7o, inciso III, prevê expressamente o cabimento dessa medida
para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre
dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.

O STF já decidiu que o habeas data é um instrumento adequado para a obtenção de
informações fiscais.

Legitimados ativos
O habeas data pode ser impetrado por qualquer pessoa física, brasileira, estrangeira,
bem como por pessoa jurídica.

A ação é personalíssima, só podendo ser impetrada pelo titular do direito.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 13


Legitimados passivos
São legitimados passivos as entidades governamentais, instituições e pessoas jurídicas
de direito privado, detentoras de bancos de dados contendo informações que possam
ser transmitidos a terceiros (ex.: SPC e Serasa).

Características do habeas data


Interesse de agir: O STF entende que, para que exista interesse de agir para impetrar
habeas data, é necessário que o impetrante tenha feito o prévio requerimento
administrativo e este tenha sido negado, ou que tenha passado período superior ao
razoável, para ser admitido o habeas data.

Inexistência de prazo prescricional: A ação de habeas data não está sujeito a um prazo
decadencial ou prescricional.

Gratuidade da ação: é gratuita o habeas data, não havendo inclusive honorários


advocatícios, mas é exigida a presença de advogado.

Ação popular
A ação popular está previsto no art. 5o, LXXIII, da CF, dizendo que qualquer cidadão é
parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-
fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.

Legitimado ativo
A pessoa jurídica, o MP, a pessoa sem gozo dos direitos políticos não podem propor ação
popular, eis que não são considerados cidadãos, pois para isso é indispensável o gozo
dos direitos políticos.

A ação popular tem natureza coletiva, pois visa tutelar um direito da coletividade como
um todo. Essa ação pode ser proposta de modo preventivo ou de modo repressivo:

Preventivo: visa evitar a ocorrência de um ato lesivo ao patrimônio público;


Repressivo: a ação ocorre após o ato lesivo ao patrimônio.

O cidadão é aquele que está no gozo dos seus direitos políticos, podendo, por esta razão,
propor a ação a partir dos seus 16 anos, eis que aqui já há capacidade eleitoral ativa.

Legitimado passivo
No polo passivo devem figurar todas as pessoas jurídicas em nome das quais o ato foi
praticado e se busca anular, seja de direito privado ou público.

Além disso, todas as autoridades e administradores que houverem autorizado,


aprovado ou ratificado a prática do ato.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 14


Em suma, todas as autoridades que, de alguma forma, contribuíram para a ocorrência
da lesão.

Além disso, todos os beneficiários do ato ou contrato ilegal devem fazer parte do polo
passivo.

Basicamente, são três grupos do polo passivo:


- Pessoas jurídicas, públicas ou privadas, em nome das quais o ato foi praticado;
- Pessoas ou autoridades que contribuíram para a prática do ato;
- Todos os beneficiários diretos do ato ou do contrato ilegal.

O MP atuará como fiscal da lei. Todavia, se o autor da ação abandoná-la ou se omitir, o


Ministério Público poderá atuar como substituto ou sucessor do autor. A análise do MP
se fundamenta na existência de interesse público em continuar com o feito.

Com relação à gratuidade da ação popular, esta não se estende ao réu.

Objeto da ação popular


O objeto da ação popular é extremamente amplo, pois não é apenas o ato lesivo ao
patrimônio material do Estado, podendo também justificar e ser objeto de uma ação
popular o patrimônio moral do Estado, patrimônio histórico, patrimônio ambiental do
Estado.

É possível perceber isso em razão da existência de ação popular, visando impedir o


aumento de subsídio de vereadores que a própria Câmara Municipal concedeu.

Também é caso de ação popular quando o cidadão deseja anular uma isenção tributária
concedida ilegalmente a uma empresa, por se tratar de uma violação ao patrimônio
público.

Essa ação também caberá se houver o desmatamento de uma área protegida pelo
patrimônio ambiental.
O STF entende que não cabe ação popular contra ato de conteúdo jurisdicional. Com
base neste entendimento, é possível extrair que a ação popular se restringe à atuação
administrativa de quaisquer dos Poderes, não cabendo em face de atuação legislativa
ou jurisdicional.

A sentença que julga improcedente a ação popular está sujeita ao duplo grau de
jurisdição, sendo denominado de reexame necessário.

A segunda turma do STJ entende que, em sede de ação popular, a lesividade é fato
condição para que se possa condenar o agente que figure no polo passivo a ressarcir o
dano causado. A corte entendeu que “o binômio ilegalidade-lesividade configura
pressuposto elementar para a admissibilidade e a consequente procedência da Ação
Popular, para que haja a condenação dos requeridos no ressarcimento ao Erário,

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 15


decorrente dos prejuízos comprovadamente averiguados ou nas perdas e danos
correspondentes (arts. 11 e 14 da Lei 4.717/65).

Competência
A competência para julgamento da ação popular é definida pela origem do ato a ser
anulado.

Portanto, se o ato tem origem na União, a competência será do juiz federal da seção em
que se consumou o ato.

Atenção, pois se o presidente da República praticar uma ilegalidade, a ação popular será
oferecida ao Juiz Federal, e não ao STF.

Todavia, se a ação popular é contra ato realizado pelo Estado-membro, a competência


será do juiz estadual. Será também o juiz estadual nos casos de atos praticados pelo
município.

O juízo da ação popular é um juízo universal, impondo-se a reunião de todas as ações


conexas. Isso significa que a ação popular previne a jurisdição do juízo para que todas
as ações posteriormente intentadas contra as mesmas partes e com os mesmos
fundamentos sejam conexas, devendo ser remetidas a este juízo, por ele estar prevento.

Não há foro por prerrogativa de função na ação popular.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 16


QUESTÕES Acertos 23 de 26

1. (Ano: 2018 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2018 - UEM – Advogado) Não se
trata de ação constitucional:
A) Mandado de Segurança, individual ou coletivo.
B) Ação popular.
C) Habeas corpus.
D) Desapropriação.
E) Habeas data.

2. (Ano: 2018 Banca: UDESC Órgão: UDESC Prova: UDESC - 2018 - UDESC - Técnico
Universitário de Suporte) A Constituição Federal Brasileira é o mais expressivo e rico
arsenal jurídico na enunciação do sistema processual e de seus valores, estabelecendo
tanto garantias constitucionais do processo quanto de jurisdição constitucional das
liberdades. No tocante à jurisdição constitucional das liberdades, há expressa previsão
de remédios processuais que são elevados à dignidade constitucional.

Com relação aos remédios constitucionais, assinale a alternativa correta.

A) Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor,
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e de ônus da sucumbência.

B) Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de


sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção apenas por ilegalidade.

C) O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com
representação no Congresso Nacional ou por organização sindical, entidade de classe
ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos dois anos, em
defesa dos interesses de seus membros ou associados.

D) O mandado de injunção será concedido sempre que a falta de norma


regulamentadora torne inviável o exercício de qualquer direito de titularidade do
indivíduo.

E) Concede-se o habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à


pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter privado.

3. (Ano: 2018 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: CONSULPLAN - 2018 - TJ-MG -
Titular de Serviços de Notas e de Registros – Remoção) Em relação aos instrumentos
constitucionais para a proteção dos direitos fundamentais, assinale a alternativa
correta.
A) Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 17


B) O mandado de segurança pode ser usado como sucedâneo de ação popular.
C) O habeas corpus é o meio adequado para impugnação de pronunciamento em
processo administrativo que haja implicado a perda de cargo público.
D) É cabível habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a
processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.

4. (Ano: 2018 Banca: FUNRIO Órgão: AL-RR Prova: FUNRIO - 2018 - AL-RR – Procurador)
Intimado a depor em uma CPMI do Congresso Nacional, José, empresário do ramo de
publicidade, ingressou com uma demanda junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e
conseguiu uma liminar que lhe garantia permanecer sem responder aos
questionamentos dos parlamentares. José compareceu à sessão e entregou o
documento que ele chamou de salvo conduto.

Considerando ser esse o nome popular do instrumento, o CORRETO é que José do


conseguiu uma liminar em
A) mandado de segurança preventivo.
B) habeas-corpus preventivo.
C) mandado de segurança.
D) habeas-data.

5. (Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: IPHAN Prova: CESPE - 2018 - IPHAN - Analista I - Área
4) Com base nas disposições legais acerca de patrimônio cultural, julgue o próximo item.

(.C ) A sociedade pode acionar o sistema de proteção do meio ambiente e da cultura por
meio de provocação ao Ministério Público e, também, mediante ação popular que vise
anular ato lesivo ao patrimônio público.

6. (CESPE – 2018 - TCE-PB - Agente de Documentação) Jorge, cidadão brasileiro com


dezoito anos de idade, deseja tomar medida jurídica, sob o fundamento de que
determinada prerrogativa inerente a sua cidadania não pode ser usufruída em razão de
omissão legislativa na edição de norma regulamentadora de dispositivo constitucional.
Nessa situação hipotética, para buscar tutela jurisdicional, de acordo com o rol de
direitos e garantias fundamentais, Jorge deverá valer-se de
a) habeas data.
b) mandado de injunção.
c) mandado de segurança.
d) ação direta de inconstitucionalidade por omissão.
e) ação popular.

7. (FEPESE – 2017 - PC-SC - Agente de Polícia Civil) Com base na Constituição Federal de
1998, sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação
em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, conceder-se-á:
a) habeas data.
b) habeas corpus.
c) mandado de segurança.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 18


d) ação popular.
e) reclamação.

8. (FCC – 2017 - TRF - 5ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Adamastor,


advogado, pretende ingressar com medida destinada à proteção de direito líquido e
certo à retificação de dados a seu respeito constantes dos arquivos de repartição pública
federal. Sabendo-se que Adamastor não tem condições de pagar custas processuais sem
prejuízo do sustento de sua família, pode-se afirmar que para a retificação desejada
deverá ingressar com
a) habeas data, sem que necessite pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu
favor, já que, consoante a Constituição Federal, o habeas data, o mandado de injunção
e o habeas corpus são ações gratuitas.
b) mandado de segurança e pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu favor.
c) habeas data e pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu favor.
d) habeas corpus, se se tratar de dados pertinentes à vida pregressa na esfera criminal,
pleiteando os benefícios da Justiça gratuita em seu favor.
e) habeas data, sem que necessite pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu
favor, já que, consoante a Constituição Federal, o habeas data e o habeas corpus são
ações gratuitas.

9. (CESPE – 2017 - TRE-TO - Técnico Judiciário - Área Administrativa) Jonas, servidor


público federal, respondeu a processo administrativo disciplinar e, ao final, foi absolvido
das acusações. No entanto, por um equívoco, no seu assentamento funcional passou a
constar a informação de que ele havia sido condenado. Ao saber do erro, Jonas solicitou
a retificação dos dados, mas o seu pedido foi indeferido.

Nessa situação hipotética, a ação cabível, de acordo com a CF, é


a) a ação direta de inconstitucionalidade.
b) a ação popular.
c) o habeas corpus.
d) o mandado de injunção.
e) o habeas data.

10. (VUNESP – 2017 - IPRESB – SP - Analista de Processos Previdenciários) A respeito dos


remédios constitucionais que visam garantir os direitos individuais e coletivos, é correto
afirmar:
a) o habeas data é cabível sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável
o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania.
b) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado: por partido político com
representação no Congresso Nacional; por organização sindical; pelo Ministério Público
e pela Defensoria Pública.
c) o cidadão, ao propor ação popular, ficará isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência como autor, quando a ação for improcedente, salvo comprovada má-fé.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 19


d) conceder-se-á mandado de segurança sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade
ou abuso de poder.
e) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter
público, o cidadão deve se utilizar do mandado de injunção.

11. (CESPE – 2017 - PJC-MT - Delegado de Polícia Substituto) Com referência ao habeas
corpus e ao mandado de segurança, julgue os itens seguintes, de acordo com o
entendimento do STF.
I Não caberá habeas corpus nem contra decisão que condene a multa nem em processo
penal em curso no qual a pena pecuniária seja a única imposta ao infrator.
II O habeas corpus é o remédio processual adequado para garantir a proteção do direito
de visita a menor cuja guarda se encontre sob disputa judicial.
III Nos casos em que a pena privativa de liberdade já estiver extinta, não será possível
ajuizar ação de habeas corpus.
IV O mandado de segurança impetrado por entidade de classe não terá legitimidade se
a pretensão nele veiculada interessar a apenas parte dos membros da categoria
profissional representada por essa entidade.

Estão certos apenas os itens


a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.

12. (FGV – 2018 - SEFIN-RO - Contador) Eraldo, após preencher os requisitos exigidos
para a fruição de determinado direito social perante o Poder Público, compareceu à
repartição competente e formulou o respectivo requerimento.
Apesar de ter apresentado todos os documentos exigidos, o que foi reconhecido pela
autoridade competente, o seu pedido foi indeferido de maneira arbitrária, sem qualquer
fundamentação.
À luz da sistemática constitucional e da desnecessidade de ser produzida qualquer outra
prova que não a documental, é correto afirmar que o instrumento mais adequado à
tutela do direito de Eraldo, perante o Poder Judiciário, é o
a) habeas data.
b) mandado de injunção.
c) direito de petição.
d) mandado de segurança.
e) mandado de fruição.

13. (FCC – 2017 - TCE-SP - Agente de Fiscalização – Administração) É correto afirmar,


sobre a garantia constitucional de habeas data:

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 20


a) os processos de habeas data terão prioridade sobre todos os atos judiciais, inclusive
mandado de segurança.
b) no caso de sentença concessiva de habeas data, o recurso cabível será o de apelação,
que terá os efeitos suspensivo e devolutivo.
c) contra atos de Ministro de Estado, a competência originária para julgamento será do
Supremo Tribunal Federal.
d) o requerimento será apresentado ao órgão ou entidade depositária do registro ou
banco de dados e será deferido ou indeferido no prazo de 24 horas.
e) o pedido de habeas data poderá ser renovado somente se a decisão denegatória não
lhe houver apreciado o mérito.

14. (FCC – 2017 – TST - Técnico Judiciário – Área Administrativa) Considere as seguintes
situações:
I. Ação ajuizada pelo Ministério Público com vistas a obter a devolução ao erário de
valores correspondentes a despesas efetuadas com recursos públicos para custear
viagens pessoais de familiares de servidores públicos.
II. Ação ajuizada por cidadão para anular autorização administrativa concedida para a
realização de empreendimento imobiliário em desacordo com a legislação ambiental
pertinente.
III Ação ajuizada por pessoa jurídica interessada em obter acesso a dados constantes a
seu respeito de cadastro de inadimplentes mantido por órgão da Administração pública.

À luz da Constituição Federal, os itens I, II e III cuidam, respectivamente, de:


a) I - Ação popular
II - Ação civil pública
III - Mandado de segurança

b) I - Ação civil pública


II - Ação popular
III - Mandado de segurança

c) I - Ação civil pública


II - Ação popular
III - Habeas data

d) I - Ação popular
II - Ação civil pública
III - Habeas data

e) I - Mandado de segurança
II - Ação civil pública
III - Ação popular

15. (CESPE – 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Analista Judiciário - Área Administrativa) Após
ter sido negada a sua solicitação de financiamento para a aquisição de imóvel residencial

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 21


— seu nome estava negativado no serviço de proteção ao crédito —, Pedro procurou a
entidade responsável pelo banco de dados em questão, mas lhe foi negado o
fornecimento de informações acerca de seu cadastro.

Nessa situação hipotética, para garantir o acesso aos dados, o remédio constitucional
cabível em sede judicial é o(a)
a) mandado de injunção.
b) habeas data.
c) ação popular.
d) mandado de segurança

16. (CESPE – 2017 – DPU - Defensor Público Federal) A respeito da teoria e do regime
jurídico dos direitos fundamentais, julgue o item que se segue à luz das disposições da
CF.

(. E ) Sob o aspecto da legitimidade ativa, por meio de habeas data é possível obter
informações relativas a qualquer pessoa, desde que as informações sejam classificadas
como públicas.

17. (CESPE – 2017 - TCE-PE - Conhecimentos Básicos - Cargos 1 e 2) A respeito do


controle jurisdicional da administração pública no direito brasileiro, julgue o item a
seguir.
(. E ) O remédio constitucional do habeas data permite que o impetrante obtenha
informações cadastrais relativas a todas as partes de um processo do qual seja parte,
exceto aquelas protegidas por sigilo bancário.

18. (FGV – 2017 - Prefeitura de Salvador – BA - Técnico de Nível Superior II – Direito)


Antônio, servidor público municipal, analisou o regime jurídico da categoria e constatou
que determinado direito afeto aos servidores públicos, previsto na Constituição da
República desde a sua promulgação, não havia sido objeto de disciplina pela legislação
infraconstitucional.

Por entender que esse estado de coisas não poderia comprometer a eficácia da norma
constitucional, formulou requerimento administrativo para que o direito fosse
concedido. O requerimento, no entanto, foi indeferido, sob o argumento de que eram
ignorados os requisitos a serem preenchidos por Antônio, já que a lei ainda não os
estipulara. Ato contínuo, ele procurou um advogado para que ingressasse com a medida
judicial cabível.

À luz da narrativa acima, assinale o instrumento constitucional passível de ser utilizado


pelo advogado de Antônio.
a) Mandado de Injunção
b) Mandado de Segurança
c) Ação Popular
d) Habeas Data

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 22


e) Ação Estatutária

19. (CESPE – 2017 - TRE-BA - Técnico Judiciário – Área Administrativa) O remédio


constitucional que representa, no plano institucional, a mais expressiva reação jurídica
do Estado às instituições que lesem, efetiva ou potencialmente, os direitos de
conhecimento de informações relativas à pessoa interessada constantes de registros ou
bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, bem como de
retificação de dados e complementação de registros existentes, é o(a)
a) habeas data.
b) mandado de segurança.
c) habeas corpus.
d) ação popular.
e) mandado de injunção.

20. (CESPE – 2018 - TCE-PB - Auditor de Contas Públicas - Demais Áreas) Servidores
públicos de determinado estado da Federação iniciaram movimento grevista, motivados
pelo atraso no pagamento de seus vencimentos, na tentativa de regularizar a situação
salarial. Inconformado com a paralisação de atividades que julgava essenciais, o gestor
público expediu ato administrativo determinando o desconto do salário dos servidores
grevistas, bem como o processamento da devida anotação funcional.

Nessa situação hipotética, o instrumento processual de controle judicial que o sindicato


dos servidores deverá invocar para suspender o ato administrativo de desconto e
anotação dos dias não trabalhados é o
a) mandado de injunção.
b) recurso ordinário.
c) habeas corpus.
d) habeas data.
e) mandado de segurança.

21. (FCC – 2017 - TCE-SP - Agente de Fiscalização – Administração) Assinale a alternativa


correta sobre o mandado de segurança.
a) A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o mérito,
impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os respectivos
efeitos patrimoniais.
b) Cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de
concessionárias de serviço público.
c) O mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais.
d) É possível a renovação do pedido no mandado de segurança, desde que dentro do
prazo decadencial, ainda que a decisão denegatória tenha apreciado o mérito, pois
presume-se a ilegalidade do ato.
e) O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição
inicial.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 23


22. (FCC – 2017 - TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário - Área Judiciária) À luz da
disciplina normativa e jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca das ações
constitucionais destinadas à tutela de direitos fundamentais,
a) a decisão proferida em mandado de injunção terá eficácia erga omnes, podendo, no
entanto, excepcionalmente, ter sua eficácia subjetiva limitada às partes, quando restar
comprovado que a eficácia erga omnes causaria grave lesão à ordem, economia e
segurança públicas.
b) não cabe mandado de segurança contra nenhuma espécie de lei, mas tão somente
em face de ilegalidade ou abuso de poder, como previsto na Constituição, evidenciando
a intenção do legislador constituinte de afastar a possibilidade de controle da
juridicidade das leis por meio de mandado de segurança, opção feita em razão da
construção de sistemas próprios de controle da constitucionalidade das leis e atos
normativos.
c) a decisão proferida em mandado de injunção determinará prazo razoável para que
o impetrado promova a edição da norma regulamentadora e estabelecerá as condições
em que se dará o exercício dos direitos, liberdades ou prerrogativas reclamados ou, se
for o caso, as condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a
exercê-los, caso não suprida a mora legislativa no prazo determinado, salvo se
comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado de injunção anterior, ao
prazo estabelecido para a edição da norma, quando então se deixará de fixar prazo,
estabelecendo-se de imediato as condições de exercício do direito, liberdade ou
prerrogativa reclamado.
d) a ação popular poderá ser proposta por qualquer pessoa, física ou jurídica, assim
como pelo Ministério Público, na defesa do patrimônio público, da moralidade
administrativa, do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural.
e) o mandado de injunção será admissível sempre que ato de autoridade pública ou
agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público tornar inviável o
exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania.

23. (CESPE – 2017 - TRF - 1ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Federal) A respeito do mandado de segurança, da ação popular, da ação civil pública e
da ação de improbidade administrativa, julgue o item a seguir.

(.C ) Se o mandado de segurança não for conhecido, será possível a renovação do pedido,
desde que observado o prazo decadencial do remédio constitucional.

24. (FCC – 2017 – TST - Analista Judiciário – Área Judiciária) Sindicato constituído
regularmente em janeiro de 2017 impetrou mandado de segurança coletivo em julho
do mesmo ano, perante a Justiça Federal, a fim de garantir o direito líquido e certo de
empresas a ele filiadas de não serem compelidas ao pagamento da contribuição
previdenciária incidente sobre a folha de salários com base em alíquota que foi
majorada para as empresas em geral, e não apenas para as empresas do ramo daquelas
filiadas ao Sindicato. A petição inicial foi instruída por documentos que comprovavam a
regularidade da constituição e do funcionamento do sindicato, mas não por autorização

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 24


expressa de seus filiados para que o pleito fosse deduzido judicialmente. À luz da
Constituição Federal e da jurisprudência do STF, a impetração do mandado de segurança
pelo sindicato é
a) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o sindicato não estava
constituído há, pelo menos, um ano.
b) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o sindicato não apresentou
autorização expressa de seus filiados para que a ação fosse proposta.
c) compatível com a Constituição Federal.
d) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que sindicato não tem
legitimidade para representar seus filiados em demanda que pretende o afastamento
de obrigação tributária imposta às empresas de modo geral.
e) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que a ação deveria ter sido
proposta perante a Justiça do Trabalho.

25. (MPE-SP – 2017 - MPE-SP - Promotor de Justiça Substituto) Quanto ao mandado de


segurança coletivo, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Os direitos individuais homogêneos protegidos por mandado de segurança coletivo
devem ser líquidos e certos.
b) A sentença proferida em mandado de segurança coletivo faz coisa julgada apenas
quanto aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante.
c) A entidade de classe pode impetrar mandado de segurança quando a pretensão
interessar a toda a categoria ou apenas a uma parte dela.
d) O partido político com representação no Congresso Nacional tem legitimidade para
impetrar mandado de segurança coletivo na defesa de seus interesses legítimos
relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária.
e) Para ajuizamento de mandado de segurança coletivo, por entidade de classe em
favor de seus associados, é necessária autorização especial.

26. (FCC – 2017 – TST - Juiz do Trabalho Substituto) Sobre direitos e garantias
fundamentais de natureza processual, a Constituição Federal de 1988 prevê que
a) o mandado de injunção objetiva tornar viável o exercício de direitos inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania, não sendo cabível quando a obrigação de
prestar o direito deva ser cumprida por particulares.
b) qualquer pessoa é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor,
salvo comprovada má-fé, isento de custas processuais e do ônus da sucumbência.
c) a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua
tramitação não alcançam o âmbito administrativo.
d) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político sem
representação no Congresso Nacional.
e) cabe mandado de segurança individual para proteger direito líquido e certo não
amparado por habeas corpus quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder
for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder
Público.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 25


GABARITO COMENTADO

1. LETRA D
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS:
HC ( Habeas Corpus): é usado sempre que alguém sofre ou se achar ameaçado de
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. Ele
é GRATUITO e NÃO precisa de ADVOGADO.
HD (Habeas Data): é usado para assegurar o conhecimento ou retificação de
informações pessoais de entidades governamentais ou de cráter público.
É GRATUITO, mas PRECISA de ADVOGADO.
AP( Ação Popular): proposta por qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos
para anular ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico cultural. É GRATUITO, salvo má
fé. PRECISA de ADVOGADO.
MS ( Mandado de Segurança): usado para proteger direito líquido e certo e não
amparado por HC e HD, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública. Isso quer dizer que só é possivel MS quando não há possibilidade
de HC ou HD, e não na possibilidade de já tiver tentado HC e HD e não ter conseguido
êxito,como pode parecer. NÃO é GRATUITO e PRECISA de ADVOGADO.
MI ( Mandado de Injunção): mecanismo usado para cumprir a lei que não tem norma
regulamentadora. NÃO é GRATUITO e PRECISA de ADVOGADO.

A desapropriação possui natureza jurídica de procedimento administrativo, que


muitas vezes culmina em um processo judicial. Nem por isso pode ser considerada
como uma das ações constitucionais.

2. LETRA A
HC ( Habeas Corpus): é usado sempre que alguém sofre ou se achar ameaçado de
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. Ele
é GRATUITO e NÃO precisa de ADVOGADO.
HD (Habeas Data): é usado para assegurar o conhecimento ou retificação de
informações pessoais de entidades governamentais ou de cráter público.
É GRATUITO, mas PRECISA de ADVOGADO.
AP( Ação Popular): proposta por qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos
para anular ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico cultural. É GRATUITO, salvo má
fé. PRECISA de ADVOGADO.
MS ( Mandado de Segurança): usado para proteger direito líquido e certo e não
amparado por HC e HD, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública. Isso quer dizer que só é possivel MS quando não há possibilidade
de HC ou HD, e não na possibilidade de já tiver tentado HC e HD e não ter conseguido
êxito,como pode parecer. NÃO é GRATUITO e PRECISA de ADVOGADO.
MI ( Mandado de Injunção): mecanismo usado para cumprir a lei que não tem norma
regulamentadora. NÃO é GRATUITO e PRECISA de ADVOGADO.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 26


3. LETRA A
A) CORRETO. Súmula 365, STF - Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor
ação popular.

B) INCORRETO. Súmula 101, STF - O mandado de segurança não substitui a ação


popular.

C) INCORRETO. Súmula 694, STF - Não cabe habeas corpus contra a imposição da
pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública.

Será incabível habeas corpus para impugnar penalidade imposta mediante decisão
administrativa de caráter disciplinar (advertência, suspensão, demissão, destituição
de cargo em comissão, cassação de aposentadoria etc.), ou trancar o andamento do
correspondente processo administrativo, porque nessas hipóteses não está em jogo
a liberdade de ir e vir; (HC 100.664/DF, rel. Min. Marco Aurélio, 02.12.2010).

D) INCORRETO. Súmula 693, STF - Não cabe habeas corpus contra decisão
condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a
que a pena pecuniária seja a única cominada.

4. LETRA B
O HC preventivo/salvo-contudo é usado por pessoa convocada para prestar
depoimento em CPI na condição de testemunha quando, na verdade, trata-se de
investigado. A razão do HC nesse caso é que o acusado/investigado tem o direito de
ficar em silêncio, ao contrário do que acontece com a testemunha, que pode ser presa
em flagrante se mentir ou ficar em silêncio (crime de falso testemunho).

5. CERTO
CF/88. Art. 5º, LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que
vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus
da sucumbência;

6. LETRA B
LEI Nº 13.300, DE 23 DE JUNHO DE 2016.
Art. 1o Esta Lei disciplina o processo e o julgamento dos mandados de injunção
individual e coletivo, nos termos do inciso LXXI do art. 5o da Constituição Federal.
Art. 2o Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total ou parcial de
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à
cidadania.
Parágrafo único. Considera-se parcial a regulamentação quando forem insuficientes
as normas editadas pelo órgão legislador competente.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 27


Art. 3o São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas
naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das
prerrogativas referidos no art. 2o e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a
autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora.

7. LETRA B
Art. 5°.
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado
de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou
abuso de poder;

8. LETRA E
Art: 5 LXXII - conceder-se-á habeas data:
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso,
judicial ou administrativo;

LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os
atos necessários ao exercício da cidadania.

9. LETRA E
LXXII - conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso,
judicial ou administrativo.

10. LETRA C
Art. 5.º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer o se achar ameaçado
de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou
abuso de poder;
LXIX - conceder-se´-a mandado de segurança para proteer direito líquido e certo, não
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade
ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício
de atribuições do Poder Público;
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros
ou associados;
LXXI - conceder-se-á habeas data:

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 28


a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo siiloso,
judicial ou administrativo;
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural,
ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência.
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os
atos necessários ao exercício da cidadania;

11. LETRA B
I - CORRETO: "Como tutela do direito à liberdade de locomoção, o habeas corpus está
intimamente ligado à prisão. Isso quer dizer que essa ação tem por função prevenir
ou reprimir prisões ilegais. Essa é a razão pela qual já se decidiu que “não cabe habeas
corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso
por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada” (Súmula 693 do
STF) e que “não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade”
(Súmula 695 do STF)".
II - ERRADO: Se o habeas corpus está intimamente ligado a prisão, "É totalmente
inadequada a via eleita - habeas corpus - quando utilizada, tal sucede no caso, como
mero instrumento de impugnação recursal das decisões assumidas na esfera civil. Em
situação que tais, é dentro da própria sitemática processual civil que se hão de buscar
as vias recursais impugnativas" (HC 81681).
III - CORRETO: Súmula 695 do STF (vide item I)

IV - ERRADO: Art. 21 da Lei 12.016/09. O mandado de segurança coletivo pode ser


impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional, na defesa
de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou
por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e
em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos
da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus
estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto,
autorização especial.

12. LETRA D
Art. 5º, LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data , quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no
exercício de atribuições do poder público;

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 29


13. LETRA E
a) ERRADO. Lei 9.507/97. Art. 19. Os processos de habeas data terão prioridade sobre
todos os atos judiciais, exceto habeas-corpus e mandado de segurança. Na instância
superior, deverão ser levados a julgamento na primeira sessão que se seguir à data
em que, feita a distribuição, forem conclusos ao relator. Parágrafo único. O prazo para
a conclusão não poderá exceder de vinte e quatro horas, a contar da distribuição.

b) ERRADO. Lei 9.507/97. Art. 15. Da sentença que conceder ou negar o habeas data
cabe apelação.
Parágrafo único. Quando a sentença conceder o habeas data, o recurso terá efeito
meramente devolutivo.

c) ERRADO. Lei 9.507/97. Art. 20. O julgamento do habeas data compete: I -


originariamente: b) ao Superior Tribunal de Justiça, contra atos de Ministro de Estado
ou do próprio Tribunal;
CF Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I - processar e julgar,
originariamente: b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de
Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou
do próprio Tribunal;

d) ERRADO. Lei 9.507/97. Art. 2° O requerimento será apresentado ao órgão ou


entidade depositária do registro ou banco de dados e será deferido ou indeferido no
prazo de quarenta e oito horas.
Parágrafo único. A decisão será comunicada ao requerente em vinte e quatro horas.

e) CERTO. Lei 9.507/97. Art. 18. O pedido de habeas data poderá ser renovado se a
decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito.

14. LETRA C
Item I: AÇÃO CIVIL PÚBLICA (Lei 7.347)
Art. 1º Regem-se pelas disposições desta Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações
de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados:
VIII – ao patrimônio público e social.

Item II: AÇÃO POPULAR (Lei 4.717)


Art. 1º Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração
de nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados,
dos Municípios, de entidades autárquicas, de sociedades de economia mista
(Constituição, art. 141, § 38), de sociedades mútuas de seguro nas quais a União
represente os segurados ausentes, de empresas públicas, de serviços sociais
autônomos, de instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro
público haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio
ou da receita ânua, de empresas incorporadas ao patrimônio da União, do Distrito
Federal, dos Estados e dos Municípios, e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades
subvencionadas pelos cofres públicos.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 30


Item III: HABEAS DATA (Lei 9.507)
Art. 7° Conceder-se-á habeas data:
I - para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter
público;

15. LETRA B
LXXII – conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso,
judicial ou administrativo;

16. ERRADO
LXXII - conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso,
judicial ou administrativo.

17. ERRADO
LXXII - conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;

18. LETRA A
- Lei 13.300/16: Art. 2o Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total
ou parcial de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania
e à cidadania.

19. LETRA A
LXXII - conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso,
judicial ou administrativo.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 31


20. LETRA E
Art. 5º, LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no
exercício de atribuições do Poder Público;

21. LETRA E
Resposta conforme a Lei 12.016/09:
a) ERRADO. Art. 19. A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança,
sem decidir o mérito, não impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os
seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais.

b) ERRADO. Art. 1o. § 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão
comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de
economia mista e de concessionárias de serviço público.

c) ERRADO. Art. 22. § 1o O mandado de segurança coletivo não induz litispendência


para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o
impetrante a título individual se não requerer a desistência de seu mandado de
segurança no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência comprovada da impetração
da segurança coletiva.

d) ERRADO. Art. 6. § 6o O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado


dentro do prazo decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o
mérito.

e) CERTO. Art. 10. § 2o O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o
despacho da petição inicial.

22. LETRA C
a) INCORRETA
O Mandado de Injunção é uma ação constitucional de garantia individual, regulado
pela Lei 13.300/16:
Art. 9o A decisão terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá efeitos até o
advento da norma regulamentadora.
§ 1o Poderá ser conferida eficácia ultra partes ou erga omnes à decisão, quando isso
for inerente ou indispensável ao exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa
objeto da impetração.
§ 2o Transitada em julgado a decisão, seus efeitos poderão ser estendidos aos casos
análogos por decisão monocrática do relator.

b) INCORRETA
Conforme o STF não cabe MS contra lei em tese, porém o STJ entende que cabe nos
casos de lei com efeitos concretos.
Súmula 266 do STF - não cabe Mandado de Segurança contra lei em tese.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 32


c) CORRETA
Art. 8o Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para:
I - determinar prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma
regulamentadora;
II - estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades
ou das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o
interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora
legislativa no prazo determinado.
Parágrafo único. Será dispensada a determinação a que se refere o inciso I do caput
quando comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado de injunção
anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma.
A título de curiosidade, trata-se da posição concretista intermediária, em que é dado
ao impetrado a possibilidade de suprir a omissão e, só então, mantida a mora, a
decisão judicial concretiza o direito fundamental.

d) INCORRETA
A ação popular só poderá ser proposta por cidadão, isto é, pessoa física com as
obrigações eleitorais em dia.
STF, Súmula Nº 365 - Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.

e) INCORRETA
Lei 13.300/16: Art. 2o Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total
ou parcial de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania
e à cidadania.

23. CERTO
LEI 12.016/09 (Mandado de segurança).
Art. 6º A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei
processual, será apresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruírem a
primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa
jurídica que esta integra, à qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições.

[...]

§ 6º O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo


decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito.

24. LETRA C
Art. 5º, LXX - CF/88 - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso Nacional;

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 33


b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros
ou associados;

25. LETRA E
a) CERTA. Art. 21, Lei nº 12.106/09 - O mandado de segurança coletivo pode ser
impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional, na defesa
de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou
por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e
em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos
da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus
estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto,
autorização especial.

b) CERTA. Art. 22, Lei nº 12.016/09 - No mandado de segurança coletivo, a sentença


fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo ou categoria substituídos
pelo impetrante.

c) CERTA. Art. 21, Lei nº 12.016/09 - O mandado de segurança coletivo pode ser
impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional, na defesa
de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou
por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e
em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos
da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus
estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto,
autorização especial.

d) CERTA. Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido
político com representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses
legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização
sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em
funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos
da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus
estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto,
autorização especial.

Alternativa E: ERRADA. Art. 21, in fine, Lei nº 12.016/09 - "dispensada, para tanto,
autorização especial".

26. LETRA E
A) INCORRETA.
“Mandado de injunção. Agravo regimental contra despacho que não admitiu
litisconsórcio passivo e indeferiu liminar. - Já se firmou o entendimento desta Corte,
no sentido de que, em mandado de injunção, não cabe agravo regimental contra
despacho que indefere pedido de concessão de liminar. - Por outro lado, na Sessão

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 34


Plenária do dia 8.8.1991, ao julgar este Plenário agravo regimental interposto no
mandado de injunção 335, decidiu ele, por maioria de votos, que, em face da natureza
mandamental do mandado de injunção, como já afirmado por este Tribunal, ele se
dirige as autoridades ou órgãos públicos que se pretendem omissos quanto a
regulamentação que viabilize o exercício dos direitos e liberdade constitucionais e das
prerrogativas inerentes a nacionalidade, a soberania e a cidadania, não se
configurando, assim, hipótese de cabimento do litisconsórcio passivo entre essas
autoridades e órgãos públicos que deverão, se for o caso, elaborar a regulamentação
necessária, e particulares que, em favor do impetrante do mandado de injunção,
vierem a ser obrigados ao cumprimento da norma regulamentadora, quando vier
esta, em decorrência de sua elaboração, a entrar em vigor. Agravo que se conhece
em parte, e nela se lhe nega provimento.” (MI nº 323/DF- AgR, Tribunal Pleno, Relator
o Ministro Moreira Alves, DJ de 14/02/92).

Lei 13.330, Art. 3o São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes,
as pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades
ou das prerrogativas referidos no art. 2o e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a
autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora.

B) INCORRETA.
Art. 5º, LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a
anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural,
ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência;

C) INCORRETA.
Art. 5º, LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a
razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua
tramitação.

D) INCORRETA.
Art. 5°, LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros
ou associados;

E) CORRETA.
Art. 5º, LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data , quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no
exercício de atribuições do poder público;

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 35


VAMOS REVISAR O QUE JÁ FOI ESTUDADO NAS SEMANAS ANTERIORES???

AS QUESTÕES ABAIXO FORAM SELECIONADAS A PARTIR DOS SEGUINTES TÓPICOS:


1 Constituição.
1.1 Conceito, classificações
1.1. princípios fundamentais
2 Direitos e garantias fundamentais. 2.1 Direitos e deveres individuais e coletivos,
Habeas corpus, mandado de segurança, mandado de injunção e habeas data.

Questão 1: CESPE - TJ (TRE PI)/TRE PI/Administrativa/2016


Assunto: Constituição: conceito, estrutura, supremacia e classificação
As constituições classificam-se, quanto
a) à estabilidade, em imutáveis, rígidas, flexíveis ou semirrígidas.
b) à origem, em escritas ou não escritas.
c) à forma, em materiais ou formais.
d) ao conteúdo, em dogmáticas ou históricas.
e) ao modo de elaboração, em analíticas ou sintéticas.

Questão 2: CESPE - AJ TRT8/TRT 8/Judiciária/"Sem Especialidade"/2016


Assunto: Constituição: conceito, estrutura, supremacia e classificação
Acerca do conceito de Constituição, da classificação das Constituições, da
classificação das normas constitucionais e dos princípios estabelecidos na
Constituição Federal de 1988 (CF), assinale a opção correta.
a) Normas constitucionais de eficácia plena são autoaplicáveis ou
autoexecutáveis, como, por exemplo, as normas que estabelecem o mandado de
segurança, o habeas corpus, o mandado de injunção e o habeas data.
b) Quanto à estabilidade, a CF classifica-se como super-rígida, porque, em
regra, pode ser alterada por processo legislativo ordinário diferenciado, sendo,
excepcionalmente, imutável em alguns pontos (cláusulas pétreas).
c) A repristinação ocorre quando uma norma infraconstitucional revogada pela
anterior ordem jurídica é restaurada tacitamente pela nova ordem constitucional.
d) A CF, compreendida como norma jurídica fundamental e suprema, foi
originalmente concebida como um manifesto político com fins essencialmente
assistencialistas, tendo a atuação do constituinte derivado positivado direitos
políticos e princípios de participação democrática no texto constitucional.
e) Decorrem do princípio da supremacia das normas constitucionais tanto a
exigência de que os estados-membros se organizam obedecendo ao modelo
adotado pela União quanto a de que as unidades federativas estruturem seus
governos de acordo com o princípio da separação de poderes.

Questão 3: CESPE - AFCE (TCE-SC)/TCE-SC/Controle Externo/Direito/2016


Assunto: Constituição: conceito, estrutura, supremacia e classificação
Acerca da normatividade da Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item que
se segue.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 36


A CF é classificada como dogmática, razão por que o significado normativo de
suas cláusulas pétreas, tais como a forma federativa de Estado e a separação
dos poderes, deve ser buscado nas formulações ideais dos autores clássicos que
primeiramente abordaram esses temas, a exemplo de Madison, Hamilton e Jay,
em Os Artigos Federalistas, e Montesquieu, em O Espírito das Leis.
Certo
Errado

Questão 4: CESPE - AC TCE PR/TCE-PR/Jurídica/2016


Assunto: Constituição: conceito, estrutura, supremacia e classificação
Assinale a opção correta no que concerne às classificações das constituições.
a) As Constituições cesaristas são elaboradas com base em determinados
princípios e ideais dominantes em período determinado da história.
b) Constituição escrita é aquela cujas normas estão efetivamente positivadas
pelo legislador em documento solene, sejam leis esparsas contendo normas
materialmente constitucionais, seja uma compilação que consolide, em um só
diploma, os dispositivos alusivos à separação de poderes e aos direitos e
garantias fundamentais.
c) A classificação ontológica das Constituições põe em confronto as pretensões
normativas da Carta e a realidade do processo de poder, sendo classificada como
nominativa, nesse contexto, a Constituição que, embora pretenda dirigir o
processo político, não o faça efetivamente.
d) As Constituições classificadas como populares ou democráticas são
materializadas com o tempo, com o arranjo e a harmonização de ideais e teorias
outrora contrastantes.
e) As Constituições semânticas possuem força normativa efetiva, regendo os
processos políticos e limitando o exercício do poder.

Questão 5: FCC - AFRE (SEFAZ MA)/SEFAZ MA/Administração Tributária/2016


Assunto: Constituição: conceito, estrutura, supremacia e classificação
Constituição flexível
a) exclui a forma escrita.
b) prescinde de alguma forma de controle de constitucionalidade.
c) não se sujeita a usos e costumes institucionais.
d) requer elaboração e modificação por uma Assembleia Nacional Constituinte.
e) exclui a possibilidade de exibir estabilidade no tempo assemelhada a de uma
constituição tecnicamente rígida.

Questão 6: CESPE - AJ (TRE PI)/TRE PI/Administrativa/2016


Assunto: Dos princípios fundamentais da Constituição (arts. 1º a 4º da
CF/1988)
A respeito dos princípios fundamentais constantes da Constituição Federal de
1988 (CF), assinale a opção correta.
a) O Estado brasileiro, atendidos os requisitos legais, é obrigado a conceder asilo
político a estrangeiro, em decorrência de princípio orientador de suas relações
internacionais constante na CF.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 37


b) Princípios relativos à prestação positiva do Estado não figuram entre os
princípios fundamentais constantes da CF.
c) A eletividade e a temporariedade são conceitos inerentes ao princípio
republicano extraído da CF.
d) Em decorrência do princípio federativo, há relação de hierarquia entre a União
e os demais entes integrantes da Federação.
e) Os objetivos da República Federativa do Brasil estão previstos expressamente
em rol taxativo na CF.

Questão 7: CESPE - Ag Pol (PC PE)/PC PE/2016


Assunto: Dos princípios fundamentais da Constituição (arts. 1º a 4º da
CF/1988)
Assinale a opção correta acerca dos princípios fundamentais que regem as
relações do Brasil na ordem internacional conforme as disposições da CF.
a) Em casos de profunda degradação da dignidade humana em determinado
Estado, o princípio fundamental internacional da prevalência dos direitos
humanos sobrepõe-se à própria soberania do Estado.
b) O princípio da independência nacional conduz à igualdade material entre os
Estados, na medida em que, na esfera econômica, são iguais as condições
existentes entre eles na ordem internacional.
c) O princípio da não intervenção é absoluto, razão por que se deve respeitar a
soberania de cada um no âmbito externo e por que nenhum Estado pode sofrer
ingerências na condução de seus assuntos internos.
d) Em razão do princípio fundamental internacional da concessão de asilo
político, toda pessoa vítima de perseguição, independentemente do seu motivo
ou de sua natureza, tem direito de gozar asilo em outros Estados ou países.
e) A concessão de asilo político consiste não em princípio que rege as relações
internacionais, mas em direito e garantia fundamental da pessoa humana,
protegido por cláusula pétrea.

Questão 8: FCC - TNS (PGM Teresina)/Pref Teresina/Analista


Administrativo/2016
Assunto: Dos princípios fundamentais da Constituição (arts. 1º a 4º da
CF/1988)
Sobre o significado da expressão “independência e harmonia dos poderes”, na
clássica divisão tripartite entre as funções do Poder,
a) no exercício das atribuições que lhes sejam próprias, precisam os titulares
consultar os outros e necessitam de sua autorização.
b) a investidura e a permanência das pessoas num órgão do governo não
dependem da confiança nem da vontade dos outros.
c) na organização dos respectivos serviços, o titular é livre e soberano para
dispor conforme suas convicções.
d) não cabe exclusivamente ao Presidente da República prover e extinguir
cargos públicos da Administração federal, bem como exonerar ou demitir seus
ocupantes.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 38


e) não compete com exclusividade às Câmaras do Congresso e aos Tribunais
elaborar os respectivos regimentos internos, em que se consubstanciam as regras
de seu funcionamento, sua organização, direção e polícia.

Questão 9: CESPE - JD (TJDFT)/TJDFT/2016


Assunto: Características (Direitos Fundamentais)
Em atenção aos direitos e garantias fundamentais da Constituição brasileira,
assinale a opção correta.
a) A constituição consagra expressamente a teoria absoluta do núcleo essencial
de direitos fundamentais.
b) Direitos fundamentais formalmente ilimitados, desprovidos de reserva legal,
não podem sofrer restrições de qualquer natureza.
c) O gozo da titularidade de direitos fundamentais pelos brasileiros depende da
efetiva residência em território nacional.
d) Há direitos fundamentais cuja titularidade é reservada aos estrangeiros.
e) A reserva legal estabelecida para a inviolabilidade das comunicações
telefônicas é classificada como simples, e para a identificação criminal reserva
qualificada.

Questão 10: FCC - DP BA/DPE BA/2016


Assunto: Características (Direitos Fundamentais)
No âmbito da Teoria dos Direitos Fundamentais,
a) em que pese a doutrina reconhecer a eficácia dos direitos fundamentais nas
relações entre particulares (eficácia horizontal), a tese em questão nunca foi
apreciada ou acolhida pelo Supremo Tribunal Federal.
b) a cláusula de abertura material do catálogo de direitos fundamentais
expressa no § 2o do art. 5o da Constituição Federal não autoriza que direitos
consagrados fora do Título II do texto constitucional sejam incorporados ao
referido rol.
c) o princípio da proibição de retrocesso social foi consagrado expressamente
no texto da Constituição Federal.
d) os direitos fundamentais de primeira dimensão ou geração possuem função
normativa de natureza apenas defensiva ou negativa.
e) a dimensão subjetiva dos direitos fundamentais está atrelada, na sua origem,
à função clássica de tais direitos, assegurando ao seu titular o direito de resistir
à intervenção estatal em sua esfera de liberdade individual.

Questão 11: FCC - DP BA/DPE BA/2016


Assunto: Características (Direitos Fundamentais)
É considerado pela doutrina como (sub)princípio derivado do princípio da
proporcionalidade:
a) Proibição de retrocesso social.
b) Estado de direito.
c) Segurança jurídica.
d) Proibição de proteção insuficiente.
e) Boa-fé objetiva.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 39


Questão 12: FCC - DP ES/DPE ES/2016
Assunto: Características (Direitos Fundamentais)
Em relação ao fenômeno da “constitucionalização” do Direito, impactando as
diversas disciplinas jurídicas, como, por exemplo, o Direito Civil, o Direito
Processual Civil, o Direito Penal etc., e a força normativa da Constituição,
considere:

I. A nova ordem constitucional inaugurada em 1988 tratou de consolidar a força


normativa e a supremacia da Constituição, muito embora mantida a centralidade
normativo-axiológica do Código Civil no ordenamento jurídico brasileiro.

II. Em que pese parte da doutrina atribuir força normativa à Constituição, ainda
predomina, sobretudo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o
entendimento de que a norma constitucional possui natureza apenas
programática.

III. No âmbito do Direito Privado, a eficácia entre particulares (ou vertical) dos
direitos fundamentais é um exemplo significativo da força normativa da
Constituição e da “constitucionalização” do Direito Civil.

IV. Não obstante a força normativa da Constituição e o novo rol de direitos


fundamentais consagrado pela Constituição Federal de 1988, o ordenamento
jurídico brasileiro ainda se encontra assentado normativamente em um
paradigma ou tradição liberal-individualista

V. A “despatrimonialização” do Direito Civil, conforme sustentada por parte da


doutrina, é reflexo da centralidade que o princípio da dignidade da pessoa
humana e os direitos fundamentais passam a ocupar no âmbito do Direito
Privado, notadamente após a Constituição Federal de 1988.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I e III.
b) III, IV e V.
c) II e III.
d) III e V.
e) V.

Questão 13: FCC - DP ES/DPE ES/2016


Assunto: Características (Direitos Fundamentais)
No julgamento do Recurso Extraordinário nº 592.581/RS, o Supremo Tribunal
Federal decidiu que o Poder Judiciário pode determinar que a Administração
Pública realize obras ou reformas emergenciais em presídios para garantir os
direitos fundamentais dos presos, como sua integridade física e moral. A respeito
do controle judicial de políticas públicas, considere:

I. Caracteriza-se como hipótese de controle judicial de políticas públicas o

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 40


ajuizamento de ação civil pública pela Defensoria Pública para obrigar ente
federativo a assegurar saneamento básico em determinada localidade em
benefício de pessoas necessitadas.

II. O controle judicial de políticas públicas é limitado ao âmbito dos direitos


fundamentais sociais, não se configurando na hipótese dos demais direitos
fundamentais de primeira e terceira dimensão (ou geração).

III. O ajuizamento de ações coletivas pela Defensoria Pública com o objetivo de


exercer o controle judicial de políticas públicas deve se dar independentemente
de qualquer esgotamento da via administrativa ou tentativa extrajudicial de
resolução do conflito, já que tal medida não acarreta qualquer limitação ao
princípio da separação de poderes.

IV. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sedimentou entendimento de


que é possível o controle judicial de políticas públicas na hipótese de violação ao
direito ao mínimo existencial, superando o argumento da reserva do possível.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I e II.
b) I e IV.
c) I e III.
d) III e IV.
e) II, III e IV.

Questão 14: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item que se
segue, acerca dos direitos e garantias fundamentais, da nacionalidade e dos
direitos políticos.

Dada a garantia constitucional de acesso à justiça, é vedada a exigência de prévio


ingresso pelas vias extrajudiciais como requisito para o acesso ao Poder
Judiciário, não sendo extensível, tal vedação, às ações relativas às competições
desportivas.
Certo
Errado

Questão 15: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 (CF), julgue o item que se
segue, acerca dos direitos e garantias fundamentais, da nacionalidade e dos
direitos políticos.

Para que direitos e garantias expressos em tratados internacionais ratificados


pelo Brasil sejam formalmente reconhecidos no sistema jurídico brasileiro, é

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 41


necessária a aprovação de cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,
por três quintos dos votos dos respectivos membros.
Certo
Errado

Questão 16: CESPE - Aud (TCE-PR)/TCE-PR/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
Com base na CF e no entendimento do STF, assinale a opção correta quanto aos
direitos e garantias fundamentais e aos partidos políticos.
a) A legislação brasileira veda a extradição se, para o crime cometido pelo
extraditando, a legislação do país requerente previr pena perpétua, ainda que tal
país se comprometa a comutá-la em prisão de, no máximo, trinta anos.
b) O TCU não tem competência para julgar as contas dos partidos políticos ou
dos seus gestores, os quais estão submetidos ao controle da justiça eleitoral.
c) A licitude da entrada forçada em domicílio, sem mandado judicial, depende
de haver fundadas razões, que devem ser posteriormente informadas, de
que ocorre situação de flagrante delito dentro da casa, sob pena de
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de
nulidade dos atos praticados.
d) Os direitos, as vedações e a forma de investidura do MP junto aos tribunais
de contas não estão previstos na CF, devendo ser objeto de lei complementar.
e) Se o estatuto da associação previr, ainda que de forma genérica, que a ela
caiba representar judicial e extrajudicialmente os seus associados em todas as
ações judiciais, será desnecessária a autorização expressa dos associados nesse
sentido em demanda específica.

Questão 17: CESPE - AJ (TRE PI)/TRE PI/Administrativa/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
No que se refere aos direitos e às garantias fundamentais, assinale a opção
correta.
a) Não poderá ser conhecido habeas corpus impetrado em benefício alheio por
indivíduo destituído de sanidade mental que não esteja representado ou assistido
por outrem.
b) Dado o direito à estabilidade sindical, assegurado pela CF, é vedada a
dispensa do empregado sindicalizado a partir da posse no cargo de direção ou
representação sindical e até um ano após o término do mandato.
c) As hipóteses de perda ou suspensão de direitos políticos estão previstas na
CF em rol exemplificativo.
d) Se uma obrigação imposta a todos contrariar convicção de natureza filosófica
de determinado indivíduo, esse indivíduo pode invocar o direito à escusa de
consciência.
e) A responsabilidade pela divulgação do direito de resposta proporcional ao
agravo é do autor da ofensa, e não da direção do órgão de comunicação.

Questão 18: CESPE - AJ TRT8/TRT 8/Judiciária/"Sem Especialidade"/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 42


Acerca dos direitos e das garantias fundamentais previstos na CF, assinale a
opção correta.
a) É permitido ao preso provisório e ao maior de dezoito anos de idade
internado ao tempo em que era adolescente alistar-se ou transferir o título de
eleitor para o domicílio dos estabelecimentos penais e de internação onde se
encontrem.
b) A CF assegura personalidade jurídica aos partidos políticos, na forma da lei,
além de estabelecer as sanções cabíveis no caso de indisciplina partidária, que
podem ser tanto a advertência quanto a perda do mandato.
c) Os direitos sociais assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos
incluem a proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos
específicos e piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho,
atendidas as condições estabelecidas em lei.
d) Todos os direitos e as garantias expressos na CF foram expressamente
editados como cláusula pétrea, constituindo rol taxativo, cuja ampliação depende
de edição de emendas constitucionais.
e) No que se refere aos direitos e garantias fundamentais elencados na CF, os
estrangeiros residentes e não residentes no Brasil equiparam-se aos brasileiros.

Questão 19: FCC - JT TRT1/TRT 1/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
Um grupo de trabalhadores, alimentando suspeitas de que a empresa em que
trabalhavam estaria recorrendo à prática denominada de caixa 2, redigiu um
conjunto de panfletos denunciando essa empresa, em caráter anônimo, e o
distribuiu ao público nas redondezas da mesma empresa. Contendo o documento
diversas considerações sobre a reprovabilidade do ilícito, os trabalhadores
terminaram sendo descobertos pela empresa e foram dispensados por justa
causa, por mau procedimento.

Tudo considerado, a dispensa foi


a) nula, porque os trabalhadores estariam exercendo seu direito de livre
expressão de opinião.
b) nula, porque a qualquer do povo é dado o direito de denunciar fatos ilícitos
de que tenha conhecimento.
c) válida, porque os trabalhadores não poderiam divulgar a denúncia ao público
antes de transmiti-la às autoridades competentes.
d) nula, porque não se poderia esperar dos trabalhadores que se identificassem,
sob pena de sofrerem as represálias que, de fato, acabaram sofrendo.
e) válida, porque os trabalhadores não poderiam ter divulgado manifestação
com imputação de conduta criminosa sem se identificarem.

Questão 20: FCC - JT TRT1/TRT 1/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
Sobre a garantia constitucional da inviolabilidade do domicílio, é INCORRETO
afirmar:

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 43


a) O juiz pode ordenar o ingresso no domicílio, à noite, para promover a prisão
em flagrante delito.
b) Em caso de tragédia ambiental, o domicílio poderá ser invadido a qualquer
momento.
c) Correndo iminente perigo de vida o morador, a qualquer do povo é lícito
invadir o domicílio para socorrê-lo.
d) O juiz pode ordenar o ingresso no domicílio, à noite, para apreensão de coisa
litigiosa.
e) Sem o consentimento do morador, a autoridade policial pode entrar no
domicílio, durante o dia, para apreensão de coisa litigiosa.

Questão 21: CESPE - JE TJAM/TJ AM/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
Considerando a jurisprudência do STF, assinale a opção correta acerca do Poder
Judiciário, do STF e das justiças federal, do trabalho e eleitoral.
a) Caso o número total da composição dos tribunais estaduais, TREs e TRFs
não seja divisível por cinco, arredondar-se-á a fração restante (seja superior ou
inferior à metade) para o número inteiro seguinte, a fim de alcançar-se a
quantidade de vagas destinadas ao quinto constitucional assegurado a
advogados e membros do MP.
b) Se o fundamento da impetração de mandado de segurança for nulidade
ocorrida na elaboração da lista tríplice pelos tribunais competentes, o presidente
da República não poderá ser considerado autoridade coatora no mandado de
segurança impetrado contra ato de sua competência em que ele tenha nomeado
magistrado.
c) A falta ou a insuficiência de fundamentação de prisão preventiva podem ser
supridas pela fundamentação constante das informações prestadas em habeas
corpus ou em acórdão que o denegue ou negue provimento a recurso, o que
afasta a causa de nulidade da decisão por descumprimento do disposto na CF
acerca da publicidade dos julgamentos.
d) Não satisfaz a exigência de fundamentação das decisões o ato judicial que
apenas faz remissão expressa a manifestações ou peças processuais existentes
nos autos, produzidas pelas partes, pelo MP ou por autoridades públicas, cujo
teor indique os fundamentos de fato e(ou) de direito que justifiquem a decisão
emanada do Poder Judiciário.
e) A publicidade assegurada constitucionalmente alcança os autos do processo,
e não somente as sessões e audiências, razão pela qual padece de
inconstitucionalidade disposição normativa que determine abstratamente
segredo de justiça em todos os processos em curso perante vara criminal.

Questão 22: CESPE - Esc Pol (PC PE)/PC PE/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
No que se refere aos direitos e às garantias fundamentais, assinale a opção
correta.
a) O direito fundamental ao contraditório não se aplica aos inquéritos policiais.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 44


b) O início de execução da pena criminal condenatória após a confirmação da
sentença em segundo grau ofende o princípio constitucional de presunção da
inocência.
c) Os direitos e as garantias individuais não são assegurados às pessoas
jurídicas, uma vez que elas possuem dimensão coletiva.
d) O sigilo de correspondência e o sigilo das comunicações telefônicas são
invioláveis ressalvadas as hipóteses legais, por ordem judicial ou administrativa
devidamente motivada.
e) O tribunal do júri tem competência para o julgamento dos crimes culposos e
dolosos contra a vida.

Questão 23: CESPE - Del Pol (PC PE)/PC PE/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
Acerca dos direitos e garantias fundamentais previstos na CF, assinale a opção
correta.
a) Em obediência ao princípio da igualdade, o STF reconhece que há uma
impossibilidade absoluta e genérica de se estabelecer diferencial de idade para o
acesso a cargos públicos.
b) Conforme o texto constitucional, o civilmente identificado somente será
submetido à identificação criminal se a autoridade policial, a seu critério, julgar
que ela é essencial à investigação policial.
c) São destinatários dos direitos sociais, em seu conjunto, os trabalhadores,
urbanos ou rurais, com vínculo empregatício, os trabalhadores avulsos, os
trabalhadores domésticos e os servidores públicos genericamente considerados.
d) Embora a CF vede a cassação de direitos políticos, ela prevê casos em que
estes poderão ser suspensos ou até mesmo perdidos.
e) Os direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata, razão por que
nenhum dos direitos individuais elencados na CF necessita de lei para se tornar
plenamente exequível.

Questão 24: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Comunicação/Jornalismo/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 (CF) e respectivas
regulamentações e complementações acerca do direito de resposta, julgue o item
seguinte.

O direito de resposta, amparado pela CF, foi regulamentado em 2015 com a


sanção de lei federal.
Certo
Errado

Questão 25: FCC - Proc (PGE MA)/PGE MA/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
No julgamento de caso que serviu de precedente à edição da súmula vinculante
que versa sobre a prisão do depositário infiel, foi registrado o seguinte debate

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 45


entre Ministros presentes à sessão respectiva – doravante referidos como “Min.
1”, “Min. 2”, “Min. 3”, “Min. 4”, “Min. 5”:

Min. 1: “Vossa Excelência, Min. 2, confere, portanto, hierarquia constitucional aos


tratados internacionais de direitos humanos?

Min. 2: “Sim, confirmo hierarquia constitucional.”

Min. 1: “E vale-se, para tanto, da noção de bloco de constitucionalidade?”

Min. 2: “Exatamente.”

Min. 1: “E erige, em consequência, os tratados internacionais de direitos


humanos à condição de parâmetro de controle, para efeito de fiscalização de
constitucionalidade?”

Min. 2: “De controle de constitucionalidade.”

Min. 1: “O voto de Vossa Excelência coincide, precisamente, com os fundamentos


que dão suporte ao meu próprio voto proferido sobre a matéria ora em exame.
Registro, ainda, que o meu voto, considerados os fundamentos nele invocados,
também se estende à figura do
depositário judicial infiel, contra quem – segundo sustento – não cabe a
decretação da prisão civil.”

E, mais adiante:

Min. 3: “Vossa Excelência está acompanhando o Min. 1 e não o Min. 4” (...)


Porque a posição do Min. 4, na linha sustentada ... por mim, é no sentido de que
os tratados de direitos humanos teriam força supralegal, mas infraconstitucional”.

(...)

Min. 5 “A não ser nos casos do § 3o do artigo 5º.”

Min. 3 “Sim. Aí, no caso, por força expressa de emenda constitucional. Apenas
para entender: Vossa Excelência está, portanto, atribuindo força de emenda
constitucional aos tratados de direitos humanos, independentemente de força de
norma constitucional. É isso?”

Considerados os debates acima transcritos à luz da disciplina constitucional da


matéria, tem-se que:

I. Min. 1 e Min. 2 reconhecem aos tratados internacionais de direitos humanos a

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 46


hierarquia constitucional, de maneira que passem a servir de parâmetros para o
controle de constitucionalidade.

II. Min. 3 e Min. 4 reconhecem hierarquia constitucional apenas aos tratados de


direitos humanos que tenham sido aprovados em cada Casa do Congresso
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros.

III. O entendimento sufragado por Min. 3 e Min.4, no que se refere


especificamente à prisão civil do depositário infiel, conduz à prevalência da norma
estabelecida em tratado internacional sobre a norma estabelecida em nível legal,
no ordenamento brasileiro, mas não sobre a previsão constitucional.

IV. A Súmula Vinculante editada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria
reflete o entendimento sufragado por Min. 1 e 2, inclusive no que se refere à
extensão de seus efeitos ao depositário judicial infiel, não sendo compatível, no
entanto, com o entendimento sufragado por Min. 3 e 4.

Está correto o que se afirma APENAS em:


a) I, III e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) I e IV.

Questão 26: CESPE - Esc Pol (PC GO)/PC GO/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
A respeito dos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal
de 1988, assinale a opção correta.
a) De acordo com a lei, a prática da tortura é considerada crime inafiançável e
insuscetível de graça ou anistia, por ele respondendo os mandantes, os
executores e os que, podendo evitá-lo, se omitirem.
b) A prisão em flagrante deve ser imediatamente relaxada pela autoridade
judiciária, devido ao fato de ser vedado levar pessoas à prisão ou mantê-las na
prisão nas situações em que a lei admitir a liberdade provisória.
c) Nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação
criminal ou instrução processual penal, permite-se que ordem judicial afaste a
inviolabilidade do sigilo da correspondência.
d) Constituem crimes inafiançáveis e imprescritíveis o terrorismo e os definidos
como crimes hediondos; a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado democrático.
e) É permitida a extradição de brasileiro naturalizado, em caso de crime comum
praticado após a naturalização ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins.

Questão 27: CESPE - Diplomata/IRBr/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 47


Acerca da personalidade jurídica, da hierarquia das normas e dos princípios,
direitos e garantias fundamentais constantes da Constituição Federal de 1988,
julgue o item que se segue.

Dada a garantia constitucional do direito de associação, o vínculo associativo


somente pode ser dissolvido compulsoriamente mediante sentença judicial.
Certo
Errado

Questão 28: FCC - AJ TRT20/TRT 20/Judiciária/"Sem Especialidade"/2016


Assunto: Dos direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF/1988)
Uma fila de pessoas esperando às 10 horas da manhã a chegada de um ônibus
em uma rodoviária para embarcar para a cidade de São Paulo não constitui uma
reunião, para os fins previstos no artigo 5º, inciso XVI, da Constituição Federal
(Direito de Reunião). No exemplo, em específico, o direito de reunião NÃO está
configurado porque falta especificamente o elemento
a) teleológico.
b) temporal.
c) espacial.
d) objetivo e circunstancial.
e) civilista independente.

Questão 29: CESPE - JD (TJDFT)/TJDFT/2016


Assunto: Habeas Corpus
Em atenção aos direitos e garantias fundamentais e às ações constitucionais,
assinale a opção correta.
a) É consolidado no STF o entendimento de que, presente a dúvida sobre o real
interesse do paciente na impetração do habeas corpus, deve o juiz intimá-lo para
que manifeste sua vontade em prosseguir ou não com a impetração.
b) O direito ao duplo grau de jurisdição é assegurado expressamente na CF,
decorre da proteção judiciária efetiva e não admite ressalvas, salvo a preclusão
decorrente da própria inação processual.
c) A arbitragem, alheia à jurisdição estatal no que se refere ao compromisso
arbitral firmado, tem sua sentença sujeita à revisão judicial, por meio de recurso
próprio, em atenção ao princípio da universalidade da jurisdição do Poder
Judiciário.
d) Atos ou decisões de natureza política são indenes à jurisdição, ainda que
violadoras de direitos individuais, conforme jurisprudência consolidada do STF.
e) O STF possui orientação pacífica segundo a qual a fixação de prazo
decadencial para impetração de mandado de segurança ou de habeas corpus é
compatível com a ordem constitucional.

Questão 30: CESPE - AC TCE PR/TCE-PR/Jurídica/2016


Assunto: Habeas Corpus
À luz da jurisprudência do STF, assinale a opção correta acerca de habeas corpus.

Acompanhamento TJDFT – Semana 5 - Dir. Constitucional 48


a) O habeas corpus é instrumento viável para a revisão de súmulas de tribunais
se o teor da súmula atentar abstratamente contra o direito à liberdade de
locomoção.
b) A utilização do habeas corpus como mecanismo judicial para salvaguarda do
direito à liberdade de locomoção é limitada no tempo, sujeitando-se a preclusão
e decadência.
c) A inadmissibilidade de impetração sucessiva de habeas corpus, ou seja, de
apreciação de um segundo habeas corpus quando ainda não definitivamente
julgado o anteriormente impetrado, é relativizada se se tratar de ilegalidade
flagrante e prontamente evidente.
d) O habeas corpus é meio idôneo para impugnar ato de sequestro ou confisco
de bens em processo criminal.
e) O afastamento de cargo público é impugnável por habeas corpus.

Questão 31: CESPE - Esc Pol (PC PE)/PC PE/2016


Assunto: Mandado de Segurança
Uma autoridade pública de determinado estado da Federação negou-se a emitir
certidão com informações necessárias à defesa de direito de determinado
cidadão. A informação requerida não era sigilosa e o referido cidadão havia
demonstrado os fins e as razões de seu pedido.

Nessa situação hipotética, o remédio constitucional apropriado para impugnar a


negativa estatal é o(a)
a) ação popular.
b) mandado de segurança.
c) habeas data.
d) habeas corpus.
e) mandado de injunção.

Questão 32: CESPE - JD (TJDFT)/TJDFT/2016


Assunto: Ação Popular
No que se refere à ação popular, assinale a opção correta.
a) A decisão proferida pelo STF em ação popular possui força vinculante para
juízes e tribunais, quando do exame de outros processos em que se discuta
matéria similar.
b) A ação popular sujeita-se a prazo prescricional quinquenal previsto
expressamente em lei, que a jurisprudência consolidada do STJ aplica por
analogia à ação civil pública.
c) Para o cabimento da ação popular é exigível a demonstração do prejuízo
material aos cofres públicos.
d) O MP, havendo comprometimento de interesse social qualificado, possui
legitimidade ativa para propor ação popular.
e) Compete ao STF julgar ação popular contra autoridade cujas resoluções
estejam sujeitas, em sede de mandado de segurança, à jurisdição imediata do
STF.

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Questão 33: FCC - DP BA/DPE BA/2016
Assunto: Ação Popular
Acerca do sistema constitucional de proteção dos direitos humanos e
fundamentais, é correto afirmar:
a) Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da
República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações
decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil
seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer
fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para
a Justiça Federal.
b) De acordo com a posição firmada pelo Supremo Tribunal Federal, os tratados
internacionais de direitos humanos incorporados antes da inserção do § 3 o no
artigo 5o da Constituição Federal, levada a efeito pela Emenda Constitucional
no 45/2004, possuem hierarquia constitucional, prevalecendo em face de
qualquer norma infraconstitucional interna.
c) A norma constitucional atribui legitimidade exclusiva ao Ministério Público
para a propositura de ação civil pública para a proteção do patrimônio público e
social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.
d) Ação popular teve o seu objeto ampliado por disposição da Constituição
Federal de 1988, autorizando expressamente o seu manuseio para a defesa dos
direitos do consumidor.
e) O serviço público de assistência jurídica integral e gratuita prestado pela
Defensoria Pública é caracterizado pelo acesso universal, tal como o serviço
público na área da saúde.

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Gabarito
1) A
2) A
3) Errado
4) C
5) B
6) C
7) A
8) B
9) D
10) E
11) D
12) E
13) B
14) Certo
15) Errado
16) C
17) D
18) A
19) E
20) D
21) E
22) A
23) D
24) Certo
25) D
26) A
27) Certo
28) A
29) A
30) C
31) B
32) B
33) A

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