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22/07/2016 O ENSINO DA LITERATURA NO ENSINO MÉDIO E OS PCNs

O NINO DA LITRATURA NO NINO MÉDIO 


O PCN
FABRA
FIRE SHOW Faculdade Brasileira
MARLON ANTÔNIO PEREIRA DE
12ª International Fire Fair SOUZA
­ 5 a 7 de outubro de O ENSINO DA LITERATURA NO
2016 ENSINO MÉDIO E OS PCNs
SERRA
2012
MARLON ANTÔNIO PEREIRA DE
SOUZA
O ENSINO DA LITERATURA NO
ENSINO MÉDIO E OS PCNs
Pesquisa da prática pedagógica apresentada ao Curso de Letras – Português – 2ª
graduação da Faculdade Brasileira – FABRA como requisito avaliativo.
SERRA
2012
1 INTRODUÇÃO
O objetivo deste trabalho é ter mais informações de como é o ensino da literatura no
ensino médio e o que diz os PCNs, pois, é inevitável não falar que o ensino médio no
Brasil está mudando e isto deve­se a concretização de um Estado democrático, da
inserção de novas tecnologias e de mudanças na produção de bens, serviços e
conhecimentos.
Esta mudança exige que a escola possibilite aos alunos integrarem­se ao mundo
contemporâneo nas dimensões fundamentais da cidadania e do trabalho. Partindo de
princípios definidos na Lei e Diretrizes e Bases da Educação e no Ministério da
Educação, num trabalho conjunto com educadores de todo o País, chegou­se a um
novo perfil para o currículo, apoiado em competências básicas para a inserção de
nossos jovens na vida adulta.
Tínhamos um ensino descontextualizado, compartimentalizado e baseado no acúmulo
de informações, porém sem um destaque e incentivo ao ensino da literatura dentro do
contexto da língua portuguesa. Por isso que os PCNs da língua portuguesa evitava a
compartimentalização, mediante a interdisciplinariedade, incentivando assim aos
alunos usarem mais o raciocínio e a capacidade de aprender.
Estes Parâmetros Curriculares Nacionais cumprem o duplo papel de difundir os
princípios da reforma curricular e orientar o professor, na busca de novas abordagens
e metodologias. E ao distribuí­los, temos a certeza de contar com a capacidade de
nossos mestres e com o seu empenho no aperfeiçoamento da prática educativa.

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Por isso entendemos sua construção como um processo contínuo: não só desejamos
que influenciem positivamente a prática do professor e a inserção da literatura no
ensino médio, como esperamos poder, com base nessa prática e no processo de
aprendizagem dos alunos revê­los e aperfeiçoá­los.

2 O ENSINO DA LITERATURA NO ENSINO MÉDIO SEGUNDO OS PCNs


Todo processo pelo qual o aluno percorre durante sua vida estudantil certamente,
dispõe de sua importância. Desde a fase em que ele é alfabetizado, em que vai passar
a ver o mundo de forma diferente através da leitura, até a última etapa denominada
Ensino Médio. E é nesta etapa que nos deteremos considerando a sua contribuição à
formação discente, pois, é papel do professor formar o aluno para que este consiga
ingressar carreira no ensino superior bem como atuar no mercado de trabalho,
mediante sua formação básica (PCNs, 2002).
Assim, idealizou­se de imediato o ensino médio como um ensino profissionalizante, e,
portanto comprometido por uma prática de características tecnicistas que preocupava­
se, principalmente em preparar o jovem para desempenhar uma função dentro de
alguma empresa.
No entanto, os PCNs (2002) nos adverte que o ensino médio atualmente confere uma
concepção diferente. É um novo ensino médio, no qual dentro dos termos da lei e de
sua regulamentação e encaminhamento deixa de ser apenas preparatório para o
ensino superior ou estritamente profissionalizante para assumir a responsabilidade de
completar a educação básica.
Em qualquer de suas modalidades, isso significa preparar para a vida, qualificar para a
cidadania e capacitar para o aprendizado permanente, seja no eventual
prosseguimento dos estudos, seja no mundo do trabalho. Assim, podemos avaliar que
a nova proposta para o ensino médio requer uma integração das disciplinas, visto que
informações superficiais e isoladas que o sujeito recebe na fragmentação das áreas de
conhecimento se dissipam com o passar do tempo (PCNs, 2002).
Verificamos que a preocupação agora é formar o cidadão. O aluno constitui um perfil
crítico, capaz de argumentar, opinar, informar, levantar questionamentos enfim,
desenvolve habilidades que contribuem para sua vida e, simultaneamente, para a
sociedade. A proposta é que o aluno adquira um conhecimento permanente que o
estabeleça ativamente dentro dos acontecimentos sociais.
Diante da proposta, observamos que trabalhar a literatura no ensino médio segundo os
PCNs deve ser contextualizado e o professor deverá ter em mente isto como
finalidade fundamental para que o aluno do ensino médio seja formado com
consciência e objetividade.
Os PCNs (2002, p. 68) orientam que:
O conceito implica compreender todo conhecimento como resultado de uma
construção coletiva. Na situação escolar, como resultado da interação permanente
entre alunos, professores e escola. Em vez de um conjunto de informações pouco
significativas e descontextualizadas, o conhecimento é um patrimônio dinâmico, que
se renova diante do amadurecimento intelectual do aprendiz, de novos pontos de vista,
das descobertas científicas.

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Segundo os PCNs o estudo da literatura no ensino médio precisa levar o aluno para
um contexto social vivenciado fora dos limites escola e dos conhecimentos
repassados na escola. Com isso, a aprendizagem torna­ se significativa, pois o aluno
acaba identificando­se com o que a escola propõe.
É conexo considerar que o trabalho isolado com as disciplinas não oferece bons
resultados e sim um maior prejuízo ao aluno, pois, quando isso acontece faz com que
o aluno do ensino médio se sinta isolado e incapacitado. Sendo assim, é que se diz
que a projeção do ensino médio deve estar voltada para a perspectiva de garantir ao
aluno, que o mesmo desenvolva competências que o torne autônomo diante de
qualquer opção que faça (BRASIL, 2009).
Neste sentido, geram­ se inúmeras discussões sobre a necessidade de uma ação
articulada das áreas de conhecimento e delas entre si, na intenção de alcançar os
objetivos propostos nos PCNS para o estudo da literatura no ensino médio. Com isso
fica claro que os objetivos da nova educação pretendida são certamente mais amplos
do que os do velho projeto pedagógico.
No antigo projeto pedagógico sem orientação dos PCNs, os conhecimentos eram
transmitidos através de cada disciplina de forma padronizada com informações
estagnadas. Mas, no novo projeto pedagógico do ensino médio, os PCNs dizem que
ensinar literatura é articular os conhecimentos e competências de cada aluno.

Competências estas que segundo Malhares (2010) dependem da compreensão de


processos e do desenvolvimento de linguagens, a cargo das disciplinas que devem
ser tratadas como campos dinâmicos de conhecimento e de interesses e não como
listas de saberes oficiais.
Porém mesmo que haja reformulação nos paradigmas que regem a educação, não é
possível modificar ao mesmo tempo todo trabalho que se realiza dentro de uma escola.
Na verdade, isso exige um processo de reflexão e avaliação, pois, a mudança não
deverá ser feita de forma aleatória e nem deverá assim ser feita, visto que os prejuízos
e vantagens recairão sobre o aluno.
Nos PCNs (2002, p.85), veremos que:
É inegável que toda proposta de mudanças de que é alvo qualquer sistema passa, ou
deveria passar, pela reflexão e eventuais adesão e ação dos profissionais que dele
fazem parte. As rupturas efetivas de antigos paradigmas dependem sem dúvida da
conscientização e da vontade de mudar dos profissionais envolvidos, sem mencionar
uma adequada transposição das idéias propostas no plano teórico para a prática.
Esta ação projetada segundo Malhares (2010) exige de toda a escola um trabalho
conjunto. Porém sabemos que cabe ao professor a responsabilidade de desenvolver
na sua prática esse trabalho, ou seja, deve haver um compromisso do professor na
construção do seu ofício, pois, uma prática docente se ergue na associação do
compromisso, da ação e reflexão sobre o que se realiza dentro da sala de aula.
Sendo assim segundo Malhares (2010), é papel da escola orientar, acompanhar e
reforçar, mas, o trabalho de execução e reflexão cabem somente ao professor.
Trabalho este que se solidifica quando a escola consegue aliar à prática o que rege e
informa o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola que deve guiar o trabalho do
professor .
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Conforme Santiago (2009) refletir sobre o Projeto Político Pedagógico (PPP) permite
que cada professor conheça as razões da opção por determinado conjunto de
atividades, quais competências se buscam desenvolver com elas e que prioridades
norteiam o uso dos recursos materiais e a distribuição da carga horária.

Permite ao professor que o mesmo compreenda o sentido e a importância de seu


trabalho quando ensina literatura a alunos do ensino médio sempre com o objetivo de
alcançar as metas formativas gerais definidas para os alunos. A falta de clareza por
parte do professor ao conduzir o aprendizado pode prejudicar o desenvolvimento do
aluno diante das novas qualificações humanas pretendidas pelo novo ensino médio
(SANTIAGO, 2009).
Segundo a (LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu Art. 35) diz que o
Ensino Médio é a etapa final da educação básica e tem por finalidade a consolidação e
o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando
o prosseguimento dos estudos; a preparação básica para o trabalho e a cidadania do
educando para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com
flexibilidade as novas condições de ocupação ou posteriores e de saber interpretar e
conhecer as várias etapas e mudanças ocorridas na nossa literatura brasileira.
A (LDB – Lei ­ 9.394/96) fundamenta os PCNs bem como as orientações aos
Parâmetros Curriculares Nacionais. Constatamos, assim que ensinar literatura no
ensino médio lança um projeto otimista de contribuição na formação da cidadania de
cada aluno, pois, o ensino médio não encerra uma fase, mas prepara para uma mais
intensa e exigente que é o ensino superior.
A literatura quando aplicada como disciplina representa grande importância quanto às
demais, visto que, é por ela que o aluno tem acesso a linguagem como instrumento
para comunicação e faz parte da língua portuguesa. Aliás, um uso a linguagem de
forma consciente, de um código que já utiliza oralmente e agora se revela também por
meio da escrita, da interpretação e produção.
A escola segundo Santiago (2009) deve participar de forma integral da formação do
sujeito e contribuir para a construção de uma consciência cidadã através das
atividades que a instituição de ensino proporciona ao aluno através da execução de
seu (PPP).

Nesta perspectiva, destacamos a importância do ensino da Língua Portuguesa com


atividades de literatura conforme Back (1987) ao dizer que como o ensino da língua
materna, ela atende aos seguintes critérios como a formação do indivíduo através das
habilidades ao usar a língua como instrumento, como instrumento de pensamento e de
arte e da formação integral do homem.
Assim, podemos dizer que o ensino da língua portuguesa tem a função de interagir
com outras áreas do conhecimento e isso é possível quando dentro das aulas de
português, o professor trabalha com textos literários, pois, fica notório a necessidade
de se ter um trabalho eficaz e objetivo.
Back (1987) diz que quando o aluno compreende o que os textos literários querem
dizer, há uma grande contribuição na formação pessoal, profissional e social do
homem. Assim, o destaque que deve ser dado ao ensino da literatura no ensino médio

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merece uma abordagem particular para que seja ressaltada sua importância para o
homem em todas as fases de sua vida e formação.
Back (1997, p. 59) ainda fala que:
O ensino da literatura no ensino médio está bem perto das competências
argumentativa, reflexiva, interpretativa, dentre outras que os alunos podem
desenvolver. No entanto, a literatura não é um mero objeto utilizável para atender
deficiências de outras áreas como da gramática por exemplo. A literatura existe dentro
de sua essência artística e por este motivo deve ser ministrada.

Para Soares (2004) a literatura possui uma linguagem especifica e é preciso


considerar que a diversidade do discurso literário é extensa e por este motivo a língua
é mais fácil de ser compreendida. Trabalhar com literatura pode contribuir muito tanto
para o professor como para o aluno, pois, quanto mais o texto literário prenda a
atenção do aluno, mais vontade ele terá em ler e conhecer outras obras literárias.
Já Osakab (2004) fala que a literatura pode ser um grande agenciador do
amadurecimento sensível do aluno, proporcionando um convívio com um domínio cuja
principal característica é o exercício da liberdade além de possibilitar um
desenvolvimento com comportamento diferente.
Assim, pode­se dizer que a literatura no contexto de ensino médio tem como função
essencial a formação do aluno com perfil crítico e dominador das competências que o
faça administrar corretamente as diversas situações seja no trabalho, como pessoa e
dentro do seio familiar (OSAKAB, 2004).
A literatura contribui no uso da língua materna e é apreciada pela sua beleza
estampada nos textos e imagens existentes nas obras literárias. Por isso podemos
considerar a literatura como um instrumento de múltiplas utilidades para a formação do
sujeito que através do contato com o texto literário surpreende­se na identificação de
seu reflexo, de seu mundo.
No processo de identificação com a leitura literária, o aluno começa a ter um prazer
mais momentâneo e estético que é manifestado através do texto para o aluno. Assim
os PCNs (2000) dizem que a literatura é um meio de educação da sensibilidade que
vai a busca de atingir um conhecimento científico ou técnico.
Através da literatura, o aluno trabalha sua liberdade e sua criatividade, o lado da
cognição, a percepção e outros aspectos que estejam ligados ao crescimento pessoal
do aluno. E ainda no ensino médio o professor deve trabalhar com o objetivo de
construir o letramento literário (PCNs, 2000).
A leitura será bem mais prazerosa se for feita sem pressão e exigências , mas por
uma ação espontânea do sujeito. Esta espontaneidade surge de um trabalho realizado
dentro da sala de aula. Mas, é bom esclarecer que não basta só saber ler e nem
escrever e sim cultivar e exercer as práticas literárias e sociais que usam a escrita.
Assim, segundo Soares (2004) o aluno por meio da experiência estética, recebe uma
contribuição satisfatória para sua experiência social, pois a leitura é uma forma
autônoma de aquisição de conhecimento e através do trabalho com literatura, o
professor pode acompanhar o desenvolvimento do aluno.

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O texto permanece, mas o leitor ao lê­ lo novamente terá uma concepção diferente,
porque suas experiências foram muitas durante um dado intervalo. Sua inferência será
assim, mas profunda. Assim como para ser educador não existe método ideal, para
ensinar literatura de que não existem técnicas que podem ser classificadas como
perfeitas (SOARES, 2004).
No entanto, algumas reflexões sobre o que ensinar e como ensinar determinados
conteúdos contribui bastante para o processo de ensino­ aprendizagem, pois
promovem uma postura diferente diante das metodologias a serem utilizadas. E ainda
dentro do ensino da literatura pode­se perceber que existe uma compreensão da
disciplina numa abordagem artística.
Desta forma, acrescentamos que embora haja uma necessidade de tratar a literatura
em sua extensão histórica e seu uso como objeto para ministrar outras disciplinas, sua
difusão não pode limitar­ se a estas abordagens. Como nos destaca Werneck (1999) é
hora de mudar os paradigmas.
Martins (2006, p. 98):
Oferece algumas sugestões metodológicas que poderemos verificar adiante que são
bem pertinentes, como "reavaliar os enfoques que orientam o trabalho com a literatura
em sala de aula como o estruturalismo, o formalismo e o biografismo.

Martins (2006) ainda acrescenta que é preciso diversificar o trabalho com textos do
ponto de vista didático e pedagógico além de incentivar as várias formas de o aluno
apresentar a sua leitura tais como as dramatizações, o júri simulado, a produção de
murais e o recontar a partir de outras linguagens como o desenho, a pintura e a revista
em quadrinhos.
Ao adotar esta nova postura, o professor passa a se preocupar mais com a produção
do aluno no qual o texto literário acaba sendo usado como instrumento para que os
alunos testem ou aprimorem suas habilidades quanto à produção textual, elaboração
de argumentos, organização de suas idéias, ressaltando também o ato da leitura que
passa a ser vinculado à vida do aluno.

Podemos verificar se todas estas atividades sugeridas envolvem o sujeito ao texto de


forma que ele passa a ser um co­autor na produção das ideias do autor. Sendo assim
é que se dá destaque as várias formas como os alunos podem apresentar sua leitura.
O desenho, a pintura e a revista em quadrinhos não exigem que o aluno produza
extensos trabalhos de produção escrita, mas permite que o mesmo exerça
principalmente sua criatividade.
Dentro do campo metodológico a contribuição de Martins (2006) é maior e mais
importante quando se desenvolve análises comparativas entre textos produzidos por
autores diversos em contextos distintos. Deste modo é importante que o professor
incentive a leitura intertextual da obra literária, destacando os diversos níveis de
intertextualidade.
Assim, o professor incentiva o aluno a recriar o texto literário segundo sua leitura. Por
isso que Martins (2006) diz que o professor deve considerar as escolhas pessoais do
aluno. Desta forma o texto literário deixa ser aprendido como uma atividade obrigatória
e passa a ser escolha do aluno devido uma identificação deste com o texto.

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A partir desta interação Grijó (2008) diz que podemos considerar que o professor
possibilite o encontro e que o resultado a própria literatura se encarrega mediante suas
funções e natureza. Quando o professor oportuniza ao aluno a leitura de uma obra por
um público que não se constitui como o previsto pelo autor do texto original, seja por
questões relacionadas ao tempo e aos espaços culturais, seja por questões ligadas à
linguagem, enfim, por questões que se referem ao parâmetro discursivo dos leitores.
Grijó (2008) diz que a pretensão do professor em trocar a leitura do aluno de um texto
original para um adaptado deve ser realizada gradativamente, porém esta adaptação
permite ao aluno uma prática de leitura com uma linguagem mais acessível.
O professor ao iniciar a aula com um determinado texto deve fazer dois tipos de
análise. A externa e a interna. Na análise externa fixa­se as condições es de produção
do texto, porém este tipo de análise desvia­se do foco literário, privilegiando fatores
sociais, psicológicos, dentre outros (GRIJÓ, 2008).
Agora com a análise interna o texto é compreendido por sua estrutura, pela intenção
de sua construção. Neste momento, a organização literária é analisada e, portanto, o
aluno irá ter contato com a especificidade lingüística do texto literário. Trabalha­ se
então nesta abordagem os gêneros literários, a intenção do texto, os elementos da
narrativa utilizados intencionalmente para a construção do tecido literário.
Como opção, Grijó (2008) indica o conto como texto viável para ser trabalhado em sala
de aula. Sua opção está ligada as características deste subgênero da literatura que se
destaca por sua brevidade, poucos personagens, ação resumida, o tempo, bem como
outros elementos da narrativa que se apresentam compactos.
O conto é uma narrativa de pequena extensão. Tradicionalmente, no conto, tudo é
concentrado e há ênfase no essencial. Existe também um cunho dramático que
contém um só conflito e uma só ação. Todos os ingredientes concentram­se para o
mesmo ponto.
A unidade de ação condiciona as demais características relacionadas às noções de
espaço e tempo e o personagem por onde circulam as personagens é muito restrito.
Grijó (2008) ainda cita a presença do diálogo entre os textos, pois, assim, o aluno pode
apreender as informações quanto aos aspectos que se destacam dentro do texto.
Aspecto estes que podem estar vinculados a algum mistério, a um fato engraçado ou
intrigante que o texto venha apresentar de forma inexplicável ou metaforizada e assim
o aluno deve apropriar­se do texto mais de uma vez para fazer inferências coerentes.
Os PCNs (2006) mencionam que no ensino da literatura, o papel dos professores para
funcionamento de estratégias de apoio à leitura literária é o de trabalhar com escolhas
de narrativas, poesias, textos, para o teatro entre outros de diferentes linguagens que
dialogam com o texto literário.
Portanto, é responsabilidade do professor dinamizar suas estratégias para apresentar
ao aluno o texto literário bem como propor­lhe uma leitura prática, pois, sabemos que
não existem fórmulas prontas, mas é possível criar estratégias para o ensino da
literatura (PCNS, 2006).
3 CONCLUSÃO
Findou­se este trabalho com a certeza de que ensinar literatura no ensino médio é
importante, pois, aumenta e enriquece o vocabulário e conhecimentos dos alunos,
pois, a literatura é muito rica e ampla e assim o professor pode trabalhá­la de diversas
formas.
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E com base nos PCNs, estes consideram o desenvolvimento das competências


interativa, gramatical e textual dentro do processo avaliativo. Para isso torna­se
importante observar quais habilidades os alunos possuem para então começar a
trabalhar com produção de texto, com interpretação e conhecimento sobre a origem da
literatura, sua história, divisão de escolas literárias, etc.
Quando o professor observa tais habilidades em cada aluno, estas podem ser
medidas através de intervenções orais na discussão de uma obra literária ou de uma
matéria jornalística quanto por seu desempenho escrito quando produzem uma
resenha ou um texto crítico.
Sendo assim é importante dar destaque ao ensino da literatura no ensino médio, pois,
assim o professor pode analisar que vantagens pode extrair ao executar seu trabalho
com o texto como instrumento para desenvolver algumas competências nos alunos.
Os PCNs destacam a principio o aluno em uma situação interativa em que por meio de
uma situação formalizada trabalha­ se a adequação seu discurso mediante o contexto,
a construção se sua opinião a respeito de um determinado assunto abordado. No
entanto, a produção textual é também um caminho para que o aluno possa trabalhar
sua capacidade argumentativa bem como praticar a organização de suas ideias,
sendo essa organização, consideravelmente, mais exigente do que o texto organizado
oralmente.
No entanto, o texto não esgota a compreensão de literatura, é apenas o meio como a
literatura se espalha e, portanto, concebendo o texto literário em sua natureza
plurissignificativa, é conexo trabalhar nesta apreensão a capacidade de uma
interpretação coerente por parte dos alunos,
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BACK, Eurico. O Fracasso do ensino do português. 3°. Ed. Petropólis, Rio de
Janeiro: Editora Vozes, 1987.
BRASIL. Orientações Curriculares para o ensino médio: Ministério da Educação.
Secretaria da Educação Básica. 10°. Ed. Brasília, Distrito Federal: Editora FTD, 2000.
GRIJÓ, Graça. A prática do ensino da literatura no ensino médio. 2/. Ed. São
Paulo: Editora Ática, 2008.
MALHARES, Marisa. Os PCNs e o ensino médio. 3°. Ed. São Paulo: Editora Atual,
2010.
MARTINS, Ivanda. Desafios do ensino da literatura na visão do professor do
ensino médio. 4°. Ed. São Paulo: Editora Atual, 2006.
OSAKAB, A, P. O ensino da literatura no ensino médio. 3°. Ed. Rio de Janeiro:
Forense, 2004.
PCNs. Parâmetros Curriculares Nacionais. 10°. Ed. Brasília, Distrito Federal:
Editora FTD, 2000.
______.Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensinando a língua portuguesa no
ensino médio. 12°. Ed. Brasília, Distrito federal: Editora FTD, 2002.
______.Parâmetros Curriculares Nacionais: O currículo da língua portuguesa e da
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SANTIAGO, Anna. O ensino da literatura no ensino médio: Os temas transversais.
4°. Ed. São Paulo: Editora Moderna, 2009.

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SOARES, Magda, Becker. A língua escrita, a sociedade, a cultura, as relações, as


dimensões e as perspectivas. Revista Brasileira de Educação, N°. 4, Ano III: Editora
Anped, 2004.
WERNECK, Leonor. Uma proposta dialógica do ensino da literatura no ensino
médio. 3°. Ed. São Paulo: Editora Ática, 1999.
Revisado por Editor do Webartigos.com

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