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JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

RESUMO
O presente artigo trata da importância do brincar no desenvolvimento e
aprendizagem na educação infantil. Tem como objetivo conhecer o significado
do brincar, tornando-se também fundamental compreender o universo lúdico,
onde a criança, aceita a existência dos outros, estabelece relações sociais,
constrói conhecimentos, desenvolvendo-se integralmente, e ainda, os
benefícios que o brincar proporciona no ensino-aprendizagem infantil. Até que
ponto esses momentos tem sido proporcionado às crianças deixando que sua
imaginação se desenvolva em meio ao ambiente. Este estudo traz ainda
algumas considerações sobre os jogos, brincadeiras e brinquedos na
socialização das crianças e um resgate histórico da concepção de brincadeira
da antiguidade aos dias de hoje. Para realizar este trabalho, utilizou-se a
pesquisa bibliográfica, fundamentada, e está pautado em autores que retratam
jogos e brincadeiras na Educação Infantil.

Palavras-chave: Brincar. Aprendizagem. Desenvolvimento infantil.

ABSTRAT

This article deals with the importance of play in the development and learning in
early childhood education. Aims to know the meaning of the play, also
becoming essential to understand the playful universe where the child accepts
the existence of others, establishes social relationships, build knowledge,
developing fully, and also the benefits that playing provides the children's
education and learning. To what extent these moments have been provided to
the children let their imaginations to flourish amid the environment. This study
includes some considerations about the games, games and toys in the
socialization of children and a historic rescue of the ancient game of conception
to the present day. To carry out this work, we used the bibliographic research
based, and is guided by authors portraying games and playing in kindergarten.

Keywords: Playing. Learning. Child development.

1 INTRODUÇÃO
Na educação infantil um dos objetivos dos docentes é compreender o
significado do lúdico procurando provocá-los, através de atividades inserindo o
brincar em seus projetos educativos, tendo consciência clara de sua ação em

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relação ao desenvolvimento e a aprendizagem infantil. É muito importante
aprender com alegria, com vontade. Comenta Snyders (1996) que “educar é ir
em direção à alegria”. As técnicas lúdicas fazem com que as crianças
aprendam com prazer, alegria e entretenimento, sendo relevante resultar que a
educação lúdica está distante da concepção ingênua de passatempo,
brincadeira vulgar, diversão superficial. Portanto é muito importante utiliza-se
das brincadeiras e dos jogos no processo pedagógico, pois os conteúdos
podem ser ensinados por intermédio de atividades predominantemente lúdico.
A brincadeira sempre fez parte da vida do ser humano, e quando a
descoberta é motivada, leva as crianças a terem maior qualidade de
compreensão, brincadeiras diárias, os jogos recreativos, favorecem as
fantasias, movimentos, suas posições, com várias regras tipos e brincadeiras,
diferenciando os jogos e outros recursos, que venham de encontro as suas
necessidades.
A brincadeira e o jogo são fontes originais de identidade, encontrando-
se centrada no grupo de pessoas com a qual a criança interage. Conforme
texto de Fantacholi (2010). Por meio do brinquedo a criança inicia sua
integração social, aprende a conviver com os outros, a situar-se frente ao
mundo que a cerca. Ela se exercita brincando, estimulando assim suas
vontades e desejos, por meio a tantos desafios e argumentos, poderá assim,
levar para um mundo repleto de criatividades e movimentos expressando o seu
interior.
É na brincadeira que a criança é estimulada a superar os diversos
desafios propostos em cada um deles. A criança tem facilidade de interação
com o meio e possuem um modo próprio de conhecer o mundo que a cerca,
nessa faixa etária, a partir de dois anos, é peculiar a criança estar aberta as
experimentações e aos novos descobrimentos. Dia a dia ela adquire novos
conhecimentos significativos em todas as brincadeiras de forma concreta.
Ao mesmo tempo, deparamos com unidades escolares muitas vezes
vazios de mobiliários, equipamentos e enfeites, havendo poucos objetos
disponíveis para as crianças. No início do período de escolarização demonstra
um novo olhar para organizar, propor, respeitar e valorizar as brincadeiras e o
entendimento que se tem das crianças. Ao longo da história, sempre existiram

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brincadeiras, como: bola, corda, casinha e etc., brinquedos e formas de brincar
todas essas são caracterizadas por momentos históricos e culturas diversas.
Portanto mesmo nas sociedades mais antigas já se compreendia a
necessidade de a criança ser criança e ter o direito de brincar, entretanto nos
dias atuais levar o lúdico para a sala de aula é estar na busca por uma melhor
qualidade na educação e inclusão social, e vai sendo utilizada cada vez mais
em proveito para uma melhor aprendizagem, a diversão independe da classe
social, cultural e nível educacional, ela deve fazer parte da formação do ser
humano.

2 HISTÓRICO DA ALFABETIZAÇÃO LÚDICA

Entende-se por alfabetização lúdica todo contexto onde se envolva


prazer ao aprender. Na educação infantil trabalha-se muito com músicas
infantis, cantigas de ninar, parlendas, canções de roda, adivinhas contos e
romances. É por meio de atividades lúdicas que crianças podem conviver com
diferentes sentimentos que fazem parte de sua realidade interior. Ela irá aos
poucos se conhecendo melhor e aceitando a existência do outro,
estabelecendo assim suas relações sociais.
A palavra lúdico significa brincar. Nesse brincar estão incluídos os jogos,
brinquedos e brincadeiras, e é relativa também a conduta daquele que joga,
brinca e se diverte (SANTOS, 2000, p. 57).
O professor tem um papel fundamental no desenvolvimento da criança é
ele que pode intervir e mediar quando houver necessidade, ainda mais quando
se tratam de crianças pequenas. É por meio do brincar que a criança reproduz
o meio em que a cerca, começando a atribuir significados, bem como
representar os objetos aos quais tem contato.
Em junho de 1840, Froebel (apud Arce, 2002), criou o primeiro jardim de
infância (Kindergarten), foi o primeiro pedagogo da educação infantil e o
primeiro romper com a educação verbal e tradicionalista de sua época, para
ele, as brincadeiras são o primeiro recurso no caminho da aprendizagem.
As brincadeiras não são apenas diversão, a criança segundo o educador
trazia em si uma semente divina, tudo que há de melhor no ser humano. Cabia
a educação desenvolver esse germe e não deixar que se perdesse.

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Froebel adotava assim, a ideia contemporânea do aprender a aprender.
Para ele a educação se desenvolve espontaneamente, quanto mais ativa a
mente da criança, mais ela é receptiva aos novos conhecimentos. O ponto de
partida seriamos sentidos e o contato que eles criam com o mundo.
A pedagogia de Froebel pode ser considerada como defensora da
liberdade, trabalhar a primeira percepção é a aquisição da linguagem, defendia
a educação sem imposições às crianças.
A terminologia do Código de Educação adotou esse exemplo [...]“o uso
denominar jardim de infância a instituição que se preocupa exclusivamente
com a educação froebeliana reservando se o nome de escola maternal à que
educa e presta assistência” (SANTOS, 2000, p 39).
Outra diferenciação era o tempo de permanência da criança na
instituição: jardim de infância funcionava em meio período e as escolas
maternais em tempo integral.
Hall (1927) apud Santos defendia a ideia de que o jogo infantil
recapitulava toda história do pensamento humano. Com o tempo o jogo foi
enfatizado como um modo de preservação dos costumes infantis.
O jogo faz parte do universo infantil, tudo para a criança faz parte de
uma brincadeira e com as mesmas elas participavam do mundo adulto, através
das imitações.
Para Piaget (1985, p 148), [...]“é por meio dos jogos pedagógicos que a
criança assimila e interpreta a realidade, por isso o jogo tem grande valor
educacional. ”
Não se pode destacar o jogo como se não fosse uma forma de
aprendizagem, um meio de ensino, o mesmo deve ser um momento onde as
crianças podem extravasar toda sua emoção, não havendo pressão ou
qualquer tipo de controle. O aprendizado é consequência do ato de jogar.

O método lúdico tem auxiliado no processo de alfabetização com


excelentes resultados, pois consiste em alfabetizar a criança de forma
prazerosa, participativa, por meio de textos, frase e palavras
significativas relacionadas a seu mundo e a sua vida (ALMEIDA,1998,
p. 101).

Quando é trabalhada a palavra extraída da rotina da criança, ela sabe


interpretar com maior desenvoltura e se expressa com clareza por sentir que

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pode ajudar a complementar as ideias com sugestões de conteúdo o qual ela
está apta a resolver.
Froebel foi o primeiro filósofo a justificar o brincar para uso de educar
crianças pré-escolares. O filósofo foi considerado por Blow (1991) psicólogo da
infância, ao introduzir o brincar para educar e desenvolver. A criança concebe o
“brincar” como atividade livre e espontânea, responsável pelo desenvolvimento
físico, moral, cognitivo, e os dons ou brinquedos como objetos que subsidiam
as atividades infantis (SANTOS apud KISHIMOTO, 2001, p. 27).
Entende-se que a criança ao brincar desenvolve todas as suas
habilidades em um único segmento global trazendo para a brincadeira suas
emoções e aprendizagens no decorrer de sua vivência, sendo assim o brincar
funciona como um facilitador para que a mesma alcance seu potencial.
Para Wallon (1980) apud Murcia, 2005, p. 79), na pedagogia infantil
essencial aprender a encontrar a “verdade” atuando sobre a “realidade”.
É importante que a criança se desenvolva através de sua realidade de
vida trazendo-a para o seu convívio, para assim a mesmo poder interagir mais
com o seu desenvolvimento.
Considerava-se que a criança não devia ser interpretada e nem ouvida,
que a mesma não tinha conhecimentos, nem era merecedora de atenção, que
apenas deveria ser treinada para se torna um adulto prático de habilidades.

A brincadeira fornece, pois, ampla estrutura básica para mudanças da


necessidade e da consciência criando um novo tipo de atitude em
relação ao real. Nela aparecem a ação na esfera imaginativa numa
situação de faz-de-conta, a criação das invenções voluntárias e a
formação dos planos da vida real e das motivações volitivas,
constituindo-se, assim, no mais alto nível de desenvolvimento pré-
escolar (VYGOTSKY,1988, p. 117).

O autor defendia que a aprendizagem e o desenvolvimento estão


estritamente relacionados sendo que as crianças se inter-relacionam com o
meio objetal e social, internalizando o conhecimento advindo de um processo
de construção.
Acredita-se que se faz necessária que a aprendizagem esteja interligada
com o objeto de aprendizagem, pois é preciso que haja contato para que se
tenha aprendizado, sendo o educador o seu elo de ligação com o
desenvolvimento.
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Ferreiro (1989) enfatiza que o problema da alfabetização foi uma
decisão tomada somente pelos professores, sem considerar, porém, as
crianças.
O ensino e a aprendizagem são tão antigos quanto à própria
humanidade.
Não é só na sala que se aprende ou ensina. Em casa, na rua, no
trabalho, no lazer, em contatos com produtos da tecnologia ou natureza, em
todos os ambientes e situações, pode-se aprender e ensinar, é a chamada
educação informal.
Para que alguém aprenda é necessário que ele queira aprender,
portanto indispensável que o professor saiba motivar os seus alunos. Outra
condição importante da aprendizagem é a maturação, a qual resulta de
diversos fatores: desenvolvimento biopsíquico, interesses, evolução social,
educação, entre outros.
A criança que cresce em um meio ‘letrado’ está exposta a influência de
uma série de ações. A mesma se vê continuamente envolvida como agente e
observador no mundo ‘letrado’ (FERREIRO, 1991, p. 59).
Portanto quando a criança está inserida num mundo onde o acesso à
leitura é maior, e constantemente ela terá um fluxo maior de envolvimento com
a leitura, tornando-se assim uma criança com desenvolvimentos satisfatórios
para o mundo que a rodeia.

As crianças elaboram ideias estas que não podem ser atribuídas a


influência do meio ambiente. Desde aproximadamente os quatro anos
as crianças possuem sólidos critérios para admitir que uma marca
gráfica possa ou não ser lida antes de serem capazes de ler texto
apresentados (FERREIRO, 1991, p. 45).

Compreende-se assim que é preciso que o educador esteja ciente da


função social da escrita, pois não basta alfabetizar por alfabetizar, é preciso
que o educando compreenda aquilo que está aprendendo, construindo a sua
escrita de forma evolutiva, através de atividades contextualizadas
Segundo Ferreiro (1991) aos 4 ou 5 anos a orientação convencional (da
esquerda para direita e de cima para baixo) raramente estão presentes, ou

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melhor, quando aparece, combina com outros, com uma acentuada tendência
para a alternância.
Nessa faixa etária as crianças muitas vezes apresentam dificuldades em
orientar-se durante o processo de escrita, utilizando tanto a mão esquerda
como a direita.
Nesse sentido, a alfabetização não pode acontecer de forma mecânica,
onde o professor é o único detentor do saber, é preciso que haja uma relação
entre professor e aluno amigável, onde o professor seja capaz de contribuir
para favorecer a construção da leitura e da escrita, bem como a alfabetização
através da interação do sujeito com o objeto de aprendizagem.
Segundo Kishimoto (1998) ao assumir a função lúdica e educativa, o
brinquedo educativo merece algumas considerações: função lúdica o brinquedo
propicia diversão, prazer e até desprazer, quando escolhido voluntariamente;
função educativa o brinquedo ensina qualquer coisa que complete o indivíduo
em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo.
Portanto, a brincadeira infantil, por suas funções, pode ser considerada
uma situação privilegiada de aprendizado, algumas vezes divertindo ao
produzir conhecimentos, outras permitindo que indique situações reais, mesmo
sem prazer.
Enfatiza-se que muitas vezes o educador entregando um quebra cabeça
aos alunos, ele pode transformar tanto em jogo, como em castelo, levando-o
neste momento para o campo lúdico, cabe ao educador direcionar a atividade
para que a aprendizagem aconteça.

2.1 ATIVIDADES LÚDICAS E SUAS POSSIBILIDADES NO AMBIENTE

Nos tempos atuais, as propostas de educação infantil dividem-se entre


as que reproduzem a escola com ênfase na alfabetização e no ensino de
números (escolarização) e as que introduzem a brincadeira, valorizando a
socialização e a recriação de experiências. Neste âmbito, a brincadeira e o jogo
são as melhores maneiras de uma criança comunicar-se, sendo um
instrumento que ela possui para relacionar-se com outras crianças.
É por meio de atividades lúdicas que a criança pode conviver com
diferentes sentimentos que fazem parte de sua realidade interior. Ela irá aos

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poucos se conhecendo melhor e aceitando a existência do outro,
estabelecendo assim suas relações sociais.
O brincar está presente no dia a dia da criança, por meio dele, parte de
seu conhecimento, caracterizado pelo aspecto lúdico, prazeroso e a interação
com o outro, ocorre de maneira espontânea.
As atividades lúdicas no ambiente escolar, se bem dirigidas, permitem à
criança fazer suas próprias tentativas, estimula a criatividade, aguça a
curiosidade, aumenta sua autoestima, trazendo a oportunidade de arriscar-se a
montar seus próprios jogos, melhorando assim suas habilidades. Proporciona à
criança diferentes habilidades motoras, sendo motivada a se superar pelo auto
desafio.

O jogo é um caso típico das condutas negligenciadas pela escola


tradicional, dado o fato de parecerem destituídas de significado
funcional. Para a pedagogia corrente, é apenas um descanso ou o
desgaste de um excedente de energia. Mas essa visão simplista não
explica a importância que as crianças atribuem aos seus jogos e
muito menos a forma constante de que se revestem os jogos infantis,
simbolismo ou ficção, por exemplo (PIAGET, 1978, p. 145).

A pedagogia tradicional exclui o jogo de qualquer atividade educativa


séria ou formal, é preciso que a escola se apoie nos jogos pedagógicos, pois a
melhor forma de conduzir a criança à criatividade, ao auto expressão e à
socialização é por meio dos mesmos.
As atividades lúdicas são fundamentais na formação das crianças e é
um facilitador nos relacionamentos e nas vivências dentro e fora da sala de
aula.
Os professores devem estimular as crianças para que as mesmas
construam os seus jogos e façam as suas regras.
Na educação infantil o jogo está constantemente presente, pois segundo
Macedo et al (1997, p. 20) [...] “o jogo tradicional infantil é um tipo de jogo livre,
espontâneo no qual a criança brinca pelo prazer de o fazer [...] o jogo
tradicional infantil tem fim em si mesmo e preenche a necessidade de jogar da
criança”.
Deixando as crianças brincarem somente na educação infantil,
esquecendo assim, que ao chegarem na 1ª série do ensino fundamental, que

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ainda são crianças e sentem necessidade de jogar, brincar, se desenvolver, o
educador não estará oportunizando aos alunos uma aprendizagem que
favoreça o seu desenvolvimento integral, pois como já se pode constatar o jogo
acompanha o homem durante toda a sua vida.
O jogo é algo que já existe na criança não podendo ser retirado da
mesma, pois este se encontra desde seu nascimento, aperfeiçoando-se
durante toda a vida, pois causa alegria e prazer para quem o desenvolve. É
importante notar também que no jogo a criança faz coisas que não consegue
realizar no cotidiano. Nas atividades cotidianas a criança em idade pré-escolar
age de acordo com o meio, os objetos e as situações concretas, tendo
dificuldades em controlar voluntariamente seu comportamento e submetê-los
as regras.
Segundo Brougére (apud Santos, 2000, p. 89), [...]“brincar é
fundamentalmente a ideia que se tem dessa atividade; ideia inserida na cultura
e, portanto, no tempo histórico e social do grupo em questão”.
É necessário que haja um entendimento abrangente do que é brincar na
escola, para não se perder o valor que se tem do mesmo, pois este é muito
eficaz na aprendizagem quando desenvolvido no contexto escolar com a
participação ativa de todos, desde que não se deixe perder o foco de sua
utilização. Quando é inserido no ambiente escolar com finalidades de
alfabetizar, o jogo é de grande importância para o ambiente, traz excelentes
oportunidades para o professor se aproximar e conhecer melhor o seu aluno, a
sua realidade de vida. Através do jogo pode se ter um começo para o docente
interagir com o educando; é preciso compreender que, ao serem utilizados
jogos na escola, os mesmos não podem tornar-se enfadonhos, ou seja,
cansativos.
Vygotsky (1991, p. 17) [...] afirma que a criança” quanto mais vê, ouve,
experimenta, mais aprende e assimila, mais elementos reais dispõe em sua
experiência, mais considerável e produtiva será a atividade de sua imaginação.
”Por meio do jogo é que a criança revela comportamentos bons ou maus, a sua
vocação, as suas habilidades e o seu caráter. Percebe-se que quando os
alunos estão brincando soltam a imaginação, fadas madrinhas e bruxas
passam a fazer parte de suas brincadeiras, assim como castelos e príncipes,
tudo depende da situação do momento oportuno para eles.

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O jogo tem um fator importante na relação professor aluno, devemos
estar sempre preparados para brincar, e este fator é muito importante, é o que
promove a motivação, gerando maior conhecimento, proporcionando uma
aprendizagem de qualidade e o professor deve estar motivado para motivar.
As atividades lúdicas criam interesse e, se postas em prática com uma
finalidade e com eficiência, podem tornar-se a moldura na qual se
desenvolverão todas as outras atividades, pois a criança não brinca quando ou
como o adulto quer.
No ambiente escolar, ela precisa sentir-se à vontade para brincar,
precisa de materiais variados, adequados e organizados de forma clara e
acessível, de local Para Vygotsky (1991, p. 103) [...]“a aprendizagem e o
desenvolvimento estão estritamente relacionados, sendo que as crianças se
inter-relacionam com o meio social, internalizando o conhecimento advindo de
um processo de construção”.
Na perspectiva Vygotskyana, brincadeira é coisa séria, pois brincando as
crianças representam aquilo que não são, mas gostariam de ser, isto é, um
constante faz de conta. Dessa maneira, as maiores aquisições de uma criança
são adquiridas na brincadeira apropriado ao desenvolvimento de sua
imaginação, de ter o adulto como elemento integrante das brincadeiras
(observador, organizador, personagem) e mediador entre as crianças e o
conhecimento, além de ter as atividades lúdicas incorporadas ao currículo em
geral.

O jogo é um fator didático altamente importante, mais do que um


passa tempo, ele é elemento indispensável para o processo de
ensino aprendizagem. Educação pelo jogo deve, portanto, ser a
preocupação básica de todos os professores de educação infantil
(TEIXEIRA,1995, p. 49).

O lúdico nas séries iniciais é uma estratégia insubstituível para ser


usada como estímulo na construção do conhecimento humano e na progressão
das diferentes habilidades operatórias, como as capacidades cognitivas de
analisar, criticar, explicar, justificar, que são aptidões que possibilitam a
compreensão e intervenção das crianças nos fenômenos sociais e culturais,

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estabelecendo conexões entre eles. Além disso, o lúdico é uma ferramenta de
progresso pessoal e de alcance de objetivos institucionais.

[…] a formação lúdica deve possibilitar ao futuro educador conhecer-


se como pessoa, saber de suas possibilidades e limitações,
desbloquear suas resistências e ter uma visão clara sobre a
importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, do jovem
e do adulto (SANTOS et al,1997, p. 14).

Portanto é importante priorizar a formação do educador para poder


entender como a sociedade evolui na histórica visão sobre o aspecto lúdico,
sendo que as mesmas eram vistas nós séculos passados como sendo apenas
brincadeiras fúteis, sem explicação e a criança era vista como um adulto em
miniatura sendo privada de desenvolver suas capacidades através do brincar.
Quando se repensa a questão da formação do educador infantil
percebe-se quanto é importante priorizar, entre outros, o aspecto lúdico nessa
formação. Devido às grandes transformações que estão ocorrendo na
sociedade faz-se necessário pensar em um perfil de profissional capaz de
atender às necessidades das crianças do terceiro milênio, isto é, um ser
extremamente ativo, dinâmico, curioso, construtor do seu conhecimento,
possuidor de uma lógica infantil, um cidadão.
Estudos realizados por Piaget, Vygotsky e Brougère na área da
Educação Infantil sinalizam a criança como uma criatura que apresenta
características e especificidade própria, que encontra nas atividades lúdicas
uma forma de mostrar sua criatividade, sua emoção, seu descontentamento,
sua maneira de pensar e agir.

2.2 O LÚDICO E A ALFABETIZAÇÃO

A questão da alfabetização é algo que deve ter uma atenção especial


nas escolas, visto que na maioria das vezes não acontece de forma
satisfatória, sendo de baixa qualidade.
Para um maior entendimento sobre o assunto, é preciso primeiramente
enfatizar a importância da compreensão do conceito de alfabetização e lúdico,
bem como a diferença existente entre eles, que é muito importante para o

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educador, visto que é através dessa reflexão que o educador terá meios para
mediar o conhecimento levado ao educando.
Segundo Rios (2007, p. 21), no Minidicionário Escolar da Língua
Portuguesa, a palavra Alfabetizar significa “ensinar a ler e a escrever, dar
instrução primária”.
Dessa forma, muitos pesquisadores e estudiosos procuraram respostas
a questões referentes ao como ensinar a ler e a escrever. Nesta pesquisa vale
ressaltar o pensamento de Ferreiro (1995), que relata que o processo de
alfabetização se caracteriza por um processo de construção, de forma
reflexiva, construtiva e inovadora. Isto é, não basta apenas uma sala de aula,
professores e alunos, um quadro e um giz na mão. É preciso muito mais que
isso, é necessário que o educador tenha consciência de como alfabetizar esses
alunos, procurando não somente ensiná-lo a ler e a escrever, mas também
conhecer o contexto sociocultural do aluno, que muito contribui para que essa
alfabetização se efetive de forma satisfatória.
Nessa perspectiva de estudo ressalta-se que a alfabetização é
necessária para a própria sobrevivência, pois o ser humano precisa ser
alfabetizado para participar das diversas práticas sociais e culturais existentes.
De acordo com Kishimoto (1992) percebe-se que a atividade lúdica
desde a Educação Infantil é de suma importância para a alfabetização, visto
que, a aprendizagem através do lúdico resulta não apenas em uma
aprendizagem prazerosa, como também de qualidade.
Para Kishimoto (1992, p. 34) [...] o “ato de brincar, assim como outros
comportamentos do ser humano, sofre intensa influência da cultura, na qual é
inserida a criança”.
Nesse sentido, é preciso que a criança vivencie momentos de ludicidade
no processo de alfabetização, pois a escola precisa mudar sua forma de
ensinar, para tornar a aprendizagem do aluno mais prazerosa.
A alfabetização não é o desenvolvimento de capacidades relacionadas à
percepção, memorização e treino de habilidades sensório-motoras: é um
processo onde a criança precisa resolver problemas de natureza lógica, para
compreender de que forma a escrita, em português, representa a linguagem.
Partindo dessa ideia, Piaget (1980) ressalta que o conhecimento é
resultado da atividade estruturadora por parte do sujeito. Para ele, esse

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conhecimento é resultado do comportamento do sujeito, gerando esquemas de
ação, através da interação do sujeito com o objeto da aprendizagem. Assim, as
ações que os sujeitos desempenham com os objetos, que requerem
criatividade e inventividade, no decorrer do seu desenvolvimento, vão se
tornando cada vez mais refletidas e compreendidas através da construção de
seu conhecimento, desencadeando novas informações e conhecimentos.
Assim, Piaget considera o sujeito como o único que constrói seu próprio
conhecimento.
Nesse contexto vale ressaltar o trabalho de Ferreiro (1995), que
considera a escrita como representação da linguagem e não como um código
transcrito graficamente por unidades sonoras. Para ela, a criança é um sujeito
ativo, que interage de forma satisfatória com a alfabetização, aprendendo de
forma natural e espontânea.
A autora teve grande contribuição no processo de alfabetização, visto
que iniciou os estudos sobre a psicogênese da escrita, deixando de se
preocupar apenas com a questão de como ensinar, dando maior relevância a
como a criança aprende.
Nesse sentido, é possível estabelecer metas e metodologias adequadas
ao ensino-aprendizagem, valorizando as conquistas dos alunos, bem como
respeitando seu ritmo de aprendizagem.

2.3 RECREAÇÃO E A EDUCAÇÃO INFANTIL

As atividades que o ser humano realiza em seu tempo livre visando sua
satisfação pessoal pode ser chamada de recreação.

Recreação é a toda atividade espontânea, divertida e criadora que as


pessoas buscam para promover sua participação individual e coletiva
em ações que melhorem a qualidade de vida e para satisfazer sua
necessidade de ordem física, psíquica ou mental e cuja realização lhe
proporciona prazer (LIMA,2007, p.02).

O significado da palavra recreação tem origem no latim (recreare). Sabe


se que a recreação é importante para todos, crianças, adultos, idosos. É
importante e necessário que todos nós tenhamos um momento de lazer, de

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recreação. Assim, as atividades de recreação devem ser livres, criativas,
prazerosas, que tragam divertimento e alivie as preocupações cotidianas
(TOSETI, 1997, apud GONÇALVES, 2007).
O lazer e o jogo estão inseridos no conceito de recreação. Observa-se
que a recreação, como objeto de estudo tem sido analisado e estudado com
uma combinação do lazer. Assim, quando observamos as citações da palavra
lazer, certamente também a recreação e o jogo estão também incluídos (LIMA,
2007, p.01 apud VALENTE, 1994, p. 180).

Brincar faz parte da educação do ser humano. Através do brincar as


crianças aprendem a cultura dos mais velhos, se inserem nos grupos
e conhecem o mundo que está ao seu redor (CARNEIRO E
DODGE,2009, p.19).

É na infância que as brincadeiras são mais importantes. A criança


satisfaz suas vontades, seus interesses, se expressa, reflete, constrói e
organiza, destrói e desorganiza seu mundo de acordo com sua vontade no
momento (DALLABONA; MENDES, 2004).
Nesse sentido, a brincadeira é um meio importante de inserção na
realidade, onde a criança tem a possibilidade concreta de transformar, criar,
desorganizar, enfim, ela tem inúmeras maneiras de ver o mundo.
A recreação, portanto, é inerente ao ser humano e é importante para o
desenvolvimento cognitivo das crianças.

Uma das atividades que pode servir ao propósito de apropriação da


cultura humana é o brincar, pois para o recém-nascido se tornar
humano não basta que ele esteja no meio de humanos, é necessário
que esta criança se aproprie da cultura na relação com os outros
homens. Portanto, a origem das mudanças que ocorrem no homem,
ao longo do seu desenvolvimento, está, segundo os princípios desta
teoria, na sociedade, na cultura e na sua história. Desta forma
entendo que o brincar é uma atividade humana como é o trabalho
(SCHNEIDER,2004, p. 56).

Sendo assim, entende-se que o brincar é necessário e importante para


que a criança aprenda e conheça a cultura da sociedade em que está inserida,

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apropriando-se de conceitos e princípios e fazendo com que a brincadeira seja
uma atividade dos homens em todos os tempos.
O lúdico está inserido em todas as fases de vida, portanto ele é
indispensável para a integração e para o relacionamento entre as pessoas. Ele
é importante também para a criatividade (ROJAS, 2002).
Na escola, quando o professor direciona as atividades para o lúdico, as
crianças demonstram maior interesse e envolvimento no processo de
aprendizagem.

Considerando a escola um meio social de inter-relações, ambiente no


qual a criança permanece durante parte do seu dia, nas suas horas
de maior apreensão em seus melhores 20 anos de vida, a realização
de atividades prazerosas vai solidificar suas estruturas (MEDEIROS
ET AL.,2004, p. 01).

Portanto, a escola é o local de ensino e de aprendizagem, mas deve ser


também um local onde as atividades devam ser interessantes e estimulantes
para a criança.
Os jogos na educação devem ser valorizados, pois são ferramentas
indispensáveis para o desenvolvimento cognitivo da criança. Devem ser,
portanto, utilizados na prática pedagógica e em planos de aula (KISHIMOTO,
1996).
Outro elemento importante dentro da atividade lúdica é a cooperação,
que estabelece um vínculo de solidariedade, espírito esportivo, ajuda mútua e
ajudam na formação de caráter da criança. Os jogos têm fins e meios e é pela
cooperação que são estabelecidas a relações humanas (MEDEIROS et al.,
2004).
Aprender brincando é uma fórmula de trabalhar na Educação Infantil e o
professor deve proporcionar a participação efetiva das crianças e também
buscar informações de experiências de vida, dentro da realidade de cada
aluno. Muitas informações da cultura lúdica são trazidas pelas crianças, que
aprenderam com seus pais e estes com seus avós, e que devem ser
aproveitadas como elementos de integração cultural (ROSA; CARDOSO,
2008).

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Por tudo isso, deve-se ressaltar o grande valor educativo do jogo
lúdico e a importância de se trabalhar sua incorporação ao processo
educativo nas escolas, de forma comprometida com a formação
física, intelectual, moral e social do educando, propiciando momentos
de prazer e alegria na aprendizagem de movimentos (ROSA E
CARDOSO,2008, p. 06).

A criança por meio de brincadeiras, cria soluções para seus problemas,


pois é por meio dela a imaginação é incentivada. Assim, as crianças buscam
soluções, criam e recriam de acordo com os interesses próprios da idade em
que se encontram (SILVA, 2010).

A escola, ao incentivar e possibilitar espaços e condições para que o


brincar aconteça e proporcionar uma intervenção pedagógica
intencional, desencadeia e promove o processo de aprendizagem e
desenvolvimento psíquico. Neste caso o professor tem o papel
explícito de interferir neste processo, diferente das situações
espontâneas nas quais a criança aprende por imersão em um
ambiente cultural (SCHENEIDER,2004, p. 173).

Observa-se aqui que a escola tem uma grande missão no sentido do


desenvolvimento da criança e o professor, como mediador do processo de
ensino/aprendizagem pode interferir quando necessário o que não acontece
quando a criança aprende quando está no seu ambiente cultural.
A Educação Infantil deve proporcionar aos seus alunos o lúdico como
forma de ensino/aprendizagem, garantindo futuramente a formação de
indivíduos mais cooperativos, que interagem socialmente e sejam felizes por
terem tido o privilégio de aprender.
Com base no contexto apresentado, observa-se que muitos
pesquisadores veem no lúdico uma proposta a mais para ensinar e aprender,
tornando as brincadeiras e jogos, meios para se chegar a um resultado positivo
e eficaz na aprendizagem das crianças na Educação Infantil.
Os profissionais podem diferenciar o currículo da Educação Infantil
colocando neles novas experiências e qualidade de trabalho conjunto, visando
uma melhora para o desenvolvimento das crianças as crianças, melhorando
assim a capacidade do movimento de cada aluno as atitudes corporativas de

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cada um, deixando de lado a disputa pelo campo de trabalho e dando
prioridade para a formação das crianças nas suas series iniciais.
Transpondo assim entre os professores o estilo companheirismo e
colaborativo e assim trabalhando de formas transversais, colocando a
Educação Física como um fator de ajuda nas aulas ou vice-versa, utilizando
como um apoio, a Educação Física além de ser um apoio serve como uma
proposta para acabar com o sedentarismo e a obesidade trabalhando com a
cultura corporal e tendo mais uma qualidade para ser inserida nesse processo
da Educação Infantil, formando crianças em jovens ativos no que contribui até
mesmo dentro das salas de aulas com o rendimento dos alunos.
De acordo com Falkenback, Drexsler e Werle (2006) os aspectos
teóricos da Educação Física na Educação infantil descrevem e refletem alguns
fundamentos como: Compreensão da relação professor/criança; O brincar
como atividade principal da criança; as abordagens pedagógicas da Educação
Física na Educação Infantil.
Pode-se dizer que a Educação Física e a Educação Infantil priorizam
mesmo as crianças, e que as abordagens das mesmas só têm a melhorar esse
ensino das series inicias.
De acordo com as Leis De Diretrizes de Bases (LDB), a Educação
Infantil, é a primeira etapa da educação básica, que tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos
físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da
comunidade.
Além de ser o alicerce para o futuro escolar dos alunos a Educação
Infantil, colabora para o desenvolvimento integral da criança em vários
aspectos e ainda consta com a interação dos pais e familiares para um melhor
desenvolvimento desses alunos e da comunidade em geral, nessa faixa etária
de zero a seis anos temos o dever de uma ótima preparação dos alunos por
que a educação fundamental é o próximo passo.
A Lei de Diretrizes de Bases (LDB) ressalta também que a Educação
Infantil é oferecida em: creches, ou entidades equivalentes, para crianças até
três anos de idade; pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de
idade.

17
A Educação Infantil só pode ser oferecida por estes estabelecimentos
citados na Lei de Diretrizes de Bases (LDB), que as crianças têm o direito de
estudar e se preparar para o futuro começando nas séries iniciais, ou seja, na
Educação Infantil.
A Lei de Diretrizes de Bases (LBD) diz que, na Educação Infantil a
avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu
desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao
ensino fundamental.
Na Educação Infantil a avaliação segue o desenvolvimento da criança,
não existe promoção ou notas, apenas analisa seu rendimento no fator de seu
desenvolvimento.
O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI)
estabelece, não há uma referência para Educação Física e sim para o “corpo” e
o “movimento”, tais como: Descobrir e conhecer progressivamente o seu
próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e
valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar; Brincar,
expressando emoções, sentimento, pensamentos, desejos e necessidades;
Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita)
ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a
compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimentos,
necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de
significados enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva (Volume
1, p. 63).
O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI) traz
proposta de corpo e movimento que possibilita a Educação Física a atuar na
sua área, podemos ver que a Educação Física está presente na Educação
Infantil, e que a Educação Infantil precisa da Educação Física para o
desenvolvimento das crianças.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Várias atividades que envolvem a integração de todas as esferas da


personalidade da criança podem ser utilizadas para aperfeiçoar os níveis de
percepção; é fundamental que os níveis de percepção da realidade, atingidos

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pelas etapas anteriores, possam progressivamente ser aplicados à realidade
concreta de vida da criança, ou seja, que durante os jogos e brincadeiras dessa
etapa evolutiva, a criança seja solicitada a reconhecer, comparar, agrupar em
conjuntos e nomear os diferentes objetos de acordo com as suas propriedades.
Como já citado anteriormente, a criança tem facilidade de interação
com o meio e possui um modo próprio de conhecer e interagir com o mundo
que o cerca, nessa faixa etária, crianças com dois s três anos de idade, é
peculiar de a mesma estar aberta as experimentações e aos novos
descobrimentos resultantes delas.
O fato das crianças com 2 anos se relacionar com os objetos
oferecidos de maneira diferente das crianças com 3 anos, tem relação com o
conhecimento e novos significados que a criança adquire no seu dia a dia em
todas as brincadeiras de forma concreta. Antes de qualquer coisa, as escolas
devem ter um espaço para as atividades lúdicas e reconhecer sua importância
como fator indispensável para o desenvolvimento da criança. No universo do
brinquedo infantil, a muitos detalhes, pequenas novas descobertas que surgem
do manuseio dos materiais de pesquisas feitas pelas próprias crianças, e que
se originam no próprio mundo infantil, escapando a qualquer previsão do adulto
(além dos brinquedos tradicionais, que habitualmente o adulto ensina à criança,
como a pipa, o pião, a bola etc.).
Portanto, entende-se que educar ludicamente não é jogar tarefas
empacotadas para o aluno consumir passivamente. Educar é um ato
consciente e planejado, é tornar o indivíduo consciente, engajado e feliz no
mundo. É seduzir os seres humanos para o prazer de conhecer. É resgatar o
verdadeiro sentido da palavra “escola”, local de alegria, prazer intelectual,
satisfação e desenvolvimento.

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